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Análise: o impacto da janela de verão nas ambições para a nova temporada

Pontual. Esse é o adjetivo que melhor define o mercado do Chelsea na janela de transferências que acaba de fechar. O clube negociou jogadores que estavam fora dos planos de Thomas Tuchel e se reforçou com Romelu Lukaku e Saúl Ñiguez – o segundo por empréstimo de uma temporada.

Embora poucas, as contratações corrigem importantes lacunas no elenco dos Blues e ampliam o leque de opções para a montagem da equipe titular. Mas, fechada a janela, é hora de analisar mais a fundo como fica o plantel de Tuchel depois de todas as movimentações no mercado.

Protagonismo dos jovens… mas nas saídas

Entre as saídas, a mais importante talvez seja a de Billy Gilmour. O meio-campista de 20 anos deixa o clube por empréstimo de uma temporada para o Norwich. Assim sendo, o promissor jogador escocês deve ganhar rodagem nos Canários e a tendência é que volte ainda mais pronto para os próximos anos.

Se Gilmour sai por empréstimo, a venda mais significativa é a de Tammy Abraham. O centroavante de 23 anos foi negociado com a Roma por 40 milhões de euros. Pouco utilizado desde a chegada de Tuchel em Stamford Bridge, Abraham foi preterido por Timo Werner e Kai Havertz e agora terá a chance de mais minutos sob o comando de José Mourinho.

Abraham deixa Stamford Bridge
Atacante foi para o futebol italiano, já que não teve espaço nos Blues (Reprodução: Sky Sports)

Outra prata da casa que deixa o clube em definitivo é Fikayo Tomori. O zagueiro de 23 anos, que já havia atuado pelo Milan na segunda metade da última temporada, agora foi negociado de vez com os italianos, que desembolsaram 29 milhões de euros.

Marc Guéhi, Tino Livramento e Ike Ugbo são outros jovens que deixaram o clube em definitivo, com destino a Crystal Palace, Southampton e Genk, respectivamente. Assim, o clube ganhou mais fôlego para investir.

Na contramão desses, está Trevoh Chalobah. O zagueiro de 22 anos, depois de uma sequência de três empréstimos, iniciou a pré-temporada com o elenco do Chelsea, foi ganhando a confiança de Tuchel com ótimas atuações – inclusive tendo sido eleito o melhor em campo contra o Crystal Palace, na estreia da Premier League – e segue no clube.

Chalobah oferece boas alternativas para o sistema defensivo, porque pode atuar tanto como zagueiro quanto como volante. O jovem repõe a saída de Zouma, vendido ao West Ham.

Um chega para compor, outro para resolver

Depois de sete temporadas pelo Atlético de Madrid, Saúl desembarca em Londres gerando certa expectativa. Pelos Colchoneros, o jogador de 26 anos fez ótimas temporadas atuando preferencialmente como meio-campista. Nesse sentido, deve ser boa opção para um setor que estava carente de mais uma peça após a saída de Gilmour.

Além disso, Saúl pode jogar mais avançado e ser alternativa às demais peças ofensivas que atuam na construção por trás do centroavante, no tradicional 3-4-2-1 de Tuchel.

Lukaku assina até 2026
Lukaku foi a principal contratação da temporada e estreou com gol (Foto: Chelsea FC)

Mas o grande reforço da janela do Chelsea é mesmo Romelu Lukaku. O novo camisa 9 dos Blues retorna bem diferente daquele que passou pelo clube na primeira metade da década passada. Hoje com 28 anos e no auge da carreira, o belga chega a Stamford Bridge com o carimbo de campeão e artilheiro do último Campeonato Italiano pela Inter de Milão.

Foi para preencher a principal lacuna de seu elenco, que o Chelsea desembolsou 115 milhões de euros para ter Lukaku. Sobretudo, porque Timo Werner não convenceu em sua primeira temporada e o clube sofreu com gols perdidos.

Com a imposição física típica, aliada à técnica e ao poder de finalização, Lukaku agrega características que o elenco não tinha. Com isso, deve potencializar o desempenho de seus parceiros de ataque, principalmente Mason Mount e Kai Havertz.

E é nesse contexto que Saúl e Lukaku chegam a Londres. Os atuais campeões europeus não precisavam de muito para manter a esperança de outra temporada tão boa quanto a última, mas, o que faltava, não falta mais.

Category: Mercado de Transferências

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Article by: Marcelo Vilela