Análise da Temporada 2011-12: Volantes

Meireles e Essien se abraçam

Com o término da fantástica temporada 2011-12 para o Chelsea, onde fomos campeões da FA Cup e enfim da UEFA Champions League, as novidades aparecem aos poucos. Mas para não perder o ritmo, o Chelsea Brasil preparou uma série que irá ao ar às sextas com a análise de cada jogador do clube na temporada, com um post por cada posição.

ANÁLISE DOS GOLEIROS

ANÁLISE DOS LATERAIS

ANÁLISE DOS ZAGUEIROS

 Por mera organização dos posts, Lampard foi considerado volante e Ramires, meia. Assim, nenhum dos posts fica inchado, já que ambos atuaram nas duas posições durante a temporada.

John Obi Mikel

Entre os principais jogadores do Chelsea nas últimas temporadas, o menos lembrado é sem dúvidas John Obi Mikel, primeiro volante de extrema competência à frente da zaga. Com André Villas-Boas, Mikel logo perdeu espaço, principalmente após uma falha contra Liverpool e uma lesão contra o Tottenham, sendo preterido pelo jovem Oriol Romeu ou até mesmo por Raul Meireles mal-improvisado na função.

Retomou a posição com Roberto Di Matteo, atuando em um time mais bem guardado e seu futebol voltou a aparecer. Com muitos desarmes e ótima proteção, Mikel teve a confiança retomada e foi fundamental na escalada do Chelsea pelos títulos da FA Cup e da UEFA Champions League.

Contra o Tottenham, na FA Cup, a partida ainda estava 0x0 quando fez uma excelente intervenção que evitou o primeiro gol dos Spurs. Uma atuação segura na final contra o Liverpool mostrou que o nigeriano se saí bem em momentos decisivos.

Na Champions League, o melhor de Mikel começou a aparecer nos jogos contra o Benfica, quando passou muita segurança à defesa. Seu auge foram as duas partidas contra o Barcelona, com uma atuação tática decisiva para a anulação de Lionel Messi.

Na final contra o Bayern de Munique, nas palavras do site oficial: “Uma atuação que é considerada por muitos torcedores como sua melhor pelo Chelsea. E é difícil discordar.”

Melhor Momento

Contra o Barcelona, Mikel recuou na linha do meio campo especialmente para parar Lionel Messi. A ordem tática de Di Matteo nos dois jogos surtiu efeito e o argentino pouco fez contra o Chelsea.

Pior Momento

O erro em uma saída de bola diante do Liverpool, que custou sua vaga e a confiança com André Villas-Boas.

Números

37 jogos
0 gols

Nota: 8,0

Frank Lampard

Capitão do Chelsea no título em Munique, assim como boa parte do elenco, Lampard teve uma temporada “montanha russa”.  Não tardou para não se encaixar no esquema de André Villas-Boas e passou por vários momentos, a ser tratado como jogador obsoleto, pelo treinador português.

Rumores de maus tratos de AVB saíram pela imprensa, inclusive, em uma declaração do ex-zagueiro do clube Alex, que esteve nos vestiários. Ainda assim, Lampard contribuía para o time e estava apenas atrás de Daniel Sturridge na artilharia do time na temporada, o que ele alcançou no fim dela.

Entre os gols, Lampard marcou contra Arsenal e também  deixou um hat-trick diante do Bolton. Foi bancado por AVB em jogos importantes e sua moral caiu bastante. No entanto, tal como o Chelsea em si, Lampard iria renascer com a efetivação de Di Matteo.

Que logo apostou em Lampard como titular na partida contra o Napoli. Ele deu passe para escanteios de Terry, que resultou em gol, e Ivanovic, que resultou em pênalti, cobrado pelo próprio camisa 8 com muita firmeza. Lampard não fugiu da responsabilidade e também converteu um pênalti importante na partida de volta contra o Benfica, em Stamford Bridge, sofrido por Ashley Cole.

A melhora de Lampard tinha um motivo: agora ele jogava como volante, mais perto da defesa, eficiente nos desarmes e providenciando uma excelente saída de bola ao Chelsea, que agora jogava com o trio de meias Kalou, Mata e Ramires à frente.

Lampard teve grandes atuações nas partidas decisivas da FA Cup contra Tottenham e Liverpool, marcando contra os Spurs um gol antológico do meio da rua no ex-companheiro Cudicini, com certeza seu mais belo na temporada. Contra o Liverpool, uma grande partida culminada com assistência para o gol de Didier Drogba, o do título.

Na partida de ida e volta contra o Barcelona, providenciou os passes para Ramires marcar/passar-para-Drogba os gols mais importantes dos blues. Em Stamford Bridge, ele veio após um lançamento longo que saiu de um desarme do camisa 8 em Messi.

Na final em Munique, muita raça e consistência na saída de bola para a defesa respirar. Lampard foi capitão e conquistou o único troféu que faltava em sua galeria.

Melhor Momento

Em Stamford Bridge, Lampard roubou a bola de Lionel Messi e fez lançamento espetacular para Ramires, que avançou e tocou para Drogba marcar. Super Frankie também daria um passe decisivo no jogo de volta, em Camp Nou.

Pior Momento

Ficar no banco contra o Napoli, mostrando da desconfiança de AVB sobre um jogador que costuma decidir. Felizmente, Di Matteo assumiu e logo apostou em Frankie, agora como volante.

Números

49 jogos
16 gols
10 assistências

Nota: 8,5

 Raul Meireles

Raul Meireles chegou como contratação indicada (ou aprovada) pelo compatriota André Villas-Boas e logo se tornou “afilhado” do treinador, que não o tirava do time titular, mesmo em suas piores atuações, algo que rendeu críticas e irritação por parte da torcida.

O curioso mesmo é que o volante português chegou ao ápice de seu futebol sob comando mesmo de Di Matteo, teve em Meireles o primeiro jogador a marcar sob seu comando, em um belo chute de fora da área contra o Birmingham.

Se com AVB, Meireles aparentava estar perdido em uma estranha função de primeiro volante, com Di Matteo ele passou a jogar ao lado de outro volante, saindo mais para o jogo, e seu índice de passes errados diminuiu consideravelmente.

Meireles marcou um gol antológico, de placa, espetacular, contra o Benfica, quando o Chelsea empatava por 1×1 com os portugueses e em um contra-ataque, o camisa 16 chapelou Pablo Aimar, avançou até a área adversária e acertou um chute potentíssimo na gaveta.

Nos jogos contra o Barcelona, Di Matteo optou por três volantes e Meireles recuperou a vaga no time titular, tendo atuações esforçadas e de destaque. Ele ficou de fora da final da Champions League, por suspensão, mas entrou no decorrer da final da FA Cup, competição por onde também se sagrou campeão, e marcou o último gol do Chelsea na Premier League.

Com Di Matteo, Meireles provou-se de esforçado e um jogador muito útil, ao contrário do peso morto dos tempos de AVB. Tem tudo para fazer uma boa segunda temporada pelo clube.

Melhor Momento

O gol épico contra o Benfica, aliviando o Chelsea da pressão que sofria em casa, foi o momento mais decisivo de Meireles pelo Chelsea, junto com as partidas contra o Barcelona.

Pior Momento

A péssima sequência de partidas com AVB, sendo mantido no time titular mesmo com atuações desastrosas, como na partida de ida contra o Napoli, onde falhou ao dar espaço para o chute do primeiro gol.

Números

45 jogos
6 gols
6 assistências

Nota: 7,0

Michael Essien

Sofrendo mais uma vez com problemas de lesão, Michael Essien ficou meses afastado dos gramados e só estreou na temporada em Janeiro, em confronto contra o Sunderland. Teve alguns jogos iniciais razoáveis, dando indícios de que poderia ganhar a posição de Meireles, mas logo a falta de ritmo físico e técnico denunciou a má fase de Essien.

Ele foi utilizado em partidas da Premier League e em nenhuma delas teve boa atuação, fora o último jogo da competição, quando foi titular e deu uma assistência – Di Matteo escalara os reservas. Com as suspensões, ele foi um forte candidato a ser titular na final de Munique, graças a sua versatilidade, mas ficou apenas no banco, e como nenhum jogador de defesa saiu, ele não entrou na final de 2012 – embora tenha participado, e bem, da de 2008.

O melhor momento do ganês mesmo foi a boa atuação no jogo de volta contra o Napoli, na vitória por 4×1. Na partida, ele foi titular como volante ao lado de Lampard e mostrou consistência para recuperar as bolas no meio campo do time.

Melhor Momento

A vitória por 4×1 sobre o Napoli. Essien foi o escolhido por Di Matteo para ser titular e teve boa atuação, contribuindo para a reversão do placar agregado.

Pior Momento

Essien estava cotado para ser titular na grande final em Munique, mas uma péssima atuação em uma goleada do time reserva contra o Liverpool (4×1) fez o italiano re-pensar alguns conceitos.

Números

19 jogos
1 assistência

Nota: 6,0

Oriol Romeu

Contratado com status de promessa, diante do Barcelona, Oriol Romeu logo surpreendeu e conseguiu a titularidade com André Villas-Boas. Ótimas atuações em confrontos da Carling Cup, especialmente contra o Fulham, renderam Romeu uma chance e logo a vaga no time titular.

Na sequência final de 2011, ele atuou em confrontos importantes, como contra Valencia, Manchester City e Newcastle, tendo atuações muito consistentes.

No entanto, com a efetivação de Di Matteo, a experiência de outros jogadores, assim como a volta de John Obi Mikel, impediram Romeu de ter mais atuações. Quando voltou, nos confrontos onde o italiano usou reservas, Romeu falhou em impressionar e mostrou-se inseguro.

Mas o ótimo inicio do jovem espanhol com a camisa do Chelsea já o garante no elenco para a próxima temporada: o camisa 6 tem tudo para ser uma peça importante

 Melhor Momento

A grande atuação contra o Fulham, na Carling Cup, foi o pontapé inicial para Romeu mostrar seu valor e ganhar a confiança de AVB.

Pior Momento

Uma partida muito insegura contra o Arsenal, em Emirates, mostrou que Romeu ainda não estava preparado para momentos decisivos. O placar terminou em 0x0.

Números

23 jogos
1 assistência

Nota: 6,5

Category: Conteúdos Especiais

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Article by: Rodrigo Q