Três conclusões sobre a vitória do Chelsea na Áustria

Na tarde da última quarta-feira (31), os Blues deram sequência a fase invicta na pré-temporada ao vencer o Red Bull Salzburg, por 5 a 3, na Red Bull Arena.

Neste amistoso, o Chelsea teve seu melhor tempo sob o comando de Frank Lampard. A equipe fez três gols nos primeiros 30 minutos e dominou os austríacos. Já na segunda etapa, o time deu espaço aos mandantes e o rendimento caiu, assustando a torcida. Entretanto, a vitória nunca esteve ameaçada.

Três destaques dessa partida merecem a atenção do leitor.

  • Christian Pulisic- O homem do jogo

Pulisic mostrou muita personalidade na partida (Foto: Chelsea FC)

Em sua quarta partida pelo Chelsea, Pulisic mostrou todo seu talento e habilidade ao marcar seus dois primeiros gols com a camisa do Chelsea. Desde o começo, ele parecia concentrado e confiante. Buscava a infiltração nas costas da defesa todo momento, tornando-se um problema no lado direito do Red Bull Salzburg

O primeiro gol não demorou para sair. Aos 20 minutos, Pedro deu um longo lançamento para o americano. O novo reforço apareceu por trás da defesa, se atrapalhou no domínio mas conseguiu o controle. Os zagueiros deram espaço e, da entrada da área, ele acertou um chute firme no canto direito do goleiro.

Os londrinos aproveitaram o momento e ampliaram a vantagem. Em novo contra-ataque rápido, Pulisic invadiu a área e foi derrubado pelo defensor Christensen. Novamente aproveitando sua velocidade e seu controle de bola, ele venceu a defesa e conseguiu a penalidade.

As jogadas de maior perigo foram criadas no setor esquerdo do ataque, com o americano em campo. Ele vem mostrando evolução e entrosamento, por isso, deve ser o titular contra o Manchester United, no início da Premier League.

A saída de Hazard deixou aberta a lacuna do jogador que parte para cima dos marcadores. Neste amistoso, ficou claro que o jogador de 20 anos pode conseguir faltas e pênaltis valiosos, já que o elenco está recheado de bons cobradores em situações de bola parada. Além disso, ele pode ser uma válvula de escape em jogos complicados, dado sua habilidade com a bola no pé e sua facilidade em driblar os marcadores.

  • Barkley jogando como 10

Barkley brilhou mais uma vez (Foto: Chelsea FC)

Lampard não esconde que seu esquema tático preferido é o 4-2-3-1 e a briga por posições deve ser dura. Porém, se há um jogador que está aproveitando a pré-temporada e merece um lugar no time titula, este é Ross Barkley.

Com o gol e as duas assistências, o camisa 8 chegou a três gols na pré-temporada, liderando junto com Mount esta categoria. Ele também é o garçom isolado do time neste início de temporada, com três assistências.

Jogando atrás do atacante, como um meia criativo, ele está voltando a ser o jogador que fez boas temporadas no Everton. Com mais uma boa atuação nesta fase preparatória, está enchendo o torcedor de esperança para um recomeço nos Blues.

Neste esquema tático, como ele não está em uma linha de três no meio-campo, o camisa 8 possui mais liberdade para carregar a bola e procurar um lançamento, diferente do que fazia com Sarri, onde executava muitos passes curtos.

E foi exatamente isso que ele fez, decidindo o jogo. Primeiro com um lançamento do campo de defesa, onde ele encontrou Pulisic para abrir o placar. Depois, outra bola primorosa para Pedro, que mesmo tendo errado o tempo de bola, acertou um chute de calcanhar, encobrindo o goleiro. Jogando nesse nível, vai ser difícil deixar o inglês no banco.

  • Jogo coletivo e nova filosofia

A equipe está se adaptando ao estilo de Lampard (Foto: Chelsea FC)

Assim como um novo esquema tático, Lampard prometeu uma mentalidade ofensiva, com posse de bola, passes objetivos e muita intensidade.

Durante todo o primeiro tempo, a equipe cumpriu exatamente com o plano proposto. Ditou o ritmo de jogo, controlou a posse no campo do Red Bull e pressionou quando perdia a bola.

Esta última ideia de jogo foi determinante para a vitória. Quando perdia a bola, o Chelsea não dava espaços para os adversários trabalharem a bola, forçando o erro de passe. Foi assim que os londrinos criaram algumas de suas jogadas ofensivas, como a do quinto gol.

Além da linhas altas para roubar a bola, o time trabalhou muito bem as triangulações no lado direito, dando muito espaço para Emerson e Pulisic atacarem o espaço deixado e receberem a bola com certo espaço para pensar a continuação das jogadas.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

Rafael Marson

Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Sem o futebol, não há motivos para viver. Fã incondicional de Drogba e Hazard. #GoBlues