Missão Impossível? Cinco viradas do Chelsea para acreditar na classificação contra o Bayern

A história recorda boas lembranças para os azuis de Londres

Não é apenas Tom Cruise que pode resolver, mas não há tanta esperança na torcida pela classificação na Champions League. Os principais motivos são a irregularidade do time de Lampard, principalmente defensivamente, e a fase do Bayern, recém campeão alemão. A partida de volta em Munique ocorre daqui a três semanas, no dia 08 de agosto.

Todavia, o Chelsea apresenta um ótimo histórico de viradas. Listamos quatro reviravoltas internacionais e uma nacional para inspirar você que ainda não arrumou motivos para acreditar na vaga.

1) Chelsea 3-1 Vicenza (3-2 no agregado), Recopa Europeia 1998

A equipe de Zola precisava vencer após perder a partida na Itália por 1-0, pela semifinal da Recopa Europeia. Porém, o Vicenza saiu na frente aos 32 minutos um gol de Pasquale Luiso. Três minutos depois, os Blues chegaram ao empate com Gustavo Poyet aproveitando o rebote. Aos 47 minutos do primeiro tempo, eles tiveram a chance de ouro, mas Frank Leboeuf salvou em cima da linha.

A equipe londrina voltou melhor no segundo tempo. Logo aos 51, Zola aproveitou o cruzamento de Gianluca Vialli e completou de cabeça para o fundo das redes. Mark Hughes entrou aos 70 e seis minutos depois marcou um golaço para determinar a vitória e classificação dos Blues para a primeira final europeia em 27 anos. O clube seria campeão vencendo o Stuttgart por 1-0, garantindo a segunda Recopa Europeia de sua história.

Mark Hughes

Mark Hughes marcou o gol decisivo (Foto: The Chelsea Echo)

2) Chelsea 4-0 Bruges (4-2 no agregado), Recopa Europeia 1971

Também falando de uma campanha de título de Recopa Europeia, mas agora do primeiro título, em 1971. Os leões londrinos sofreram muito com o ambiente hostil da torcida e o jogo violento do time belga e saíram de Bruxelas com a sorte de ter levado apenas 2-0 no primeiro confronto das quartas de final.

No jogo da volta o técnico Dave Sexton mudou o estilo de jogo para um futebol mais direto para não sofrer tanto com a força do time adversário. Peter Houseman abriu o placar aos 20 minutos, e restando oito minutos para o fim a lenda Peter Osgood empatou. O craque holandês Rob Rensenbrink perdeu o gol da classificação nos acréscimos, o que levou o jogo para a prorrogação.

A partida estava complicada até que Osgood marcou de novo aos 117 minutos e Tommy Baldwin completou o placar aos 120. Um 4-0 e a a classificação para a semifinal inglesa contra o Manchester City.

Peter Osgood

Osgood brilhou e marcou 2 gols

3) Chelsea 4-3 Bolton Wanderers – Campeonato Inglês 1971

Único jogo da lista que não foi em mata-mata, mas merece ser listado porque é considerado como uma das maiores viradas do futebol inglês. Válido pela 10ª rodada do Campeonato Inglês daquele ano, os Blues faziam uma campanha muito ruim e amargavam a lanterna com apenas três pontos em nove jogos.

O Bolton terminou o primeiro tempo vencendo por 3-0 em pleno Stamford Bridge, com dois gols de Alan Gowling e um de Frank Worthington. No intervalo, o técnico azul Ken Shellito colocou o veloz atacante Clive Walker em campo e ele mudou tudo. O primeiro gol saiu após um cruzamento dele onde Tommy Langley completou para o gol. Aos 84, Kenny Swain aproveitou o rebote do goleiro adversário para diminuir o placar. Três minutos depois, Walker empatou o jogo e a pressão do Chelsea só aumentava. Aos 89, após mais uma jogada de Walker, ele cruzou e o zagueiro do Bolton Sam Allardyce (ele mesmo) tentou afastar, contudo marcou contra.

Virada épica, que não ajudou muito no campeonato: o dono do Stamford Bridge foi rebaixado em último lugar com apenas 20 pontos em 42 jogos.

Kenny Swain

Swain marcou o segundo gol do Chelsea (Foto: Chelsea FC)

4) Chelsea 4-4 Liverpool (7-5 no agregado), Liga dos Campeões 2009

Embora não seja uma vitória, essa quarta de final foi eletrizante do início ao fim. A primeira partida foi vencida com tranquilidade em Anfield por 3-1, com dois gols de cabeça de Branislav Ivanovic. O duelo parecia resolvido antes do jogo da volta por ser num período em que o Chelsea era praticamente imbatível dentro de casa e os Reds não contavam com sua maior estrela Steven Gerrard, machucado.

Entretanto, o Liverpool começou o jogo disposto a contrariar isso e abriu 2-0 nos primeiros 30 minutos, com gols de Fábio Aurélio, de falta, e Xabi Alonso, de pênalti. Os Blues voltaram com uma postura bem diferente no segundo tempo. Aos 51 minutos, Nicolas Anelka cruzou e Didier Drogba contou com a ajuda do goleiro Pepe Reina para começar a reação.

Aos 57, o zagueiro Alex fez um golaço numa falta de muito longe. Aos 76, Drogba cruzou rasteiro para Frank Lampard completar e virar o jogo. Os Reds precisavam um milagre, três gols em 14 minutos. O que parecia impossível foi ganhando chances quando, aos 81, Lucas Leiva chutou de longe, a bola desviou em Michael Essien e entrou sem chances para Petr Čech.

Dois minutos depois, Dirk Kuyt marcou de cabeça e virou o jogo. Precisando de apenas mais um tento para chegar na semifinal, a equipe vermelha teve suas esperanças encerradas aos 89. Anelka rolou para trás, e Lampard, com um chute colocado que bateu nas duas traves antes de entrar, concretizou a classificação para enfrentar o Barcelona na semifinal.

Frank Lampard

Lampard fez o gol que tranquilizou a torcida

5) Chelsea 4-1 Napoli (5-4 no agregado), Liga dos Campeões 2012

O clube de Abramovich passava por uma crise, perdendo o jogo de ida das oitavas de final por 3-1. O técnico português Andre Villas-Boas fora demitido e o auxiliar Roberto Di Matteo assumiu para o jogo da volta.

O primeiro tempo terminou 1-0 para os Blues, gol de Drogba, num jogo que tinha chances para os dois lados. No começo da segunda etapa, Lampard cobrou o escanteio na cabeça de John Terry, classificando o Chelsea naquele momento.

Porém, oito minutos depois, Gökhan Inler aproveitou a bola que sobrou para ele e marcou um belo gol de fora da área. Aos 75, Ivanovic cabeceou e a bola bateu no braço de Andrea Dossena, pênalti. A chance foi convertida por Lampard, levando o confronto para a prorrogação.

O Chelsea dominou o tempo extra e, no primeiro minuto da última etapa, Ivanovic aproveitou o cruzamento rasteiro do Drogba e mostrou mais uma vez como é capaz de decidir jogos. Os Blues avançaram às quartas de finais onde enfrentaram o Benfica, naquele ano que é impossível de não ser lembrada.

Branislav Ivanovic

Sempre decisivo, Ivanovic fez o gol da vitória (Foto: Chelsea FC)

Gustavo Barbosa