Mano a mano: meio e ataque de Chelsea e Manchester City

Cada vez mais próximo da final da Champions League, a Semana Blue do Chelsea Brasil traz textos especiais sobre o grande confronto deste sábado (29)! 

Analisemos o time titular de Chelsea e Manchester City em meio e ataque. Começamos com o sistema defensivo na última quinta e você pode conferir aqui. Este é o Mano a Mano do Chelsea Brasil, parte II!

Alas – Chilwell x Zinchenko

Desde que chegou do Leicester, Chilwell é um lateral que joga bastante aberto e avança para participar do ataque. Faz infiltrações na área e também interage com os jogadores do meio, para procurar triangulações e chegadas na linha de fundo. Seu custo foi de €55M para o Chelsea e, tendo em vista sua idade, pode ser muito útil para o clube nos próximos anos e fazer a quantia paga valer a pena.

Zinchenko, do City, tem características diferentes. O ucraniano participa, junto com Rodri/Fernandinho, da saída de bola da equipe e é raramente visto fazendo subidas ao ataque, assim como cruzamentos na área.

Na minha visão, Chilwell é mais rentável ao Chelsea do que é o Zinchenko ao City. O ucraniano disputa vaga com o Cancelo, enquanto Chilwell teve a titularidade garantida por muitos jogos.

Alas – Azpilicueta x Mahrez

Azpilicueta contra o Porto.
Azpilicueta vem jogando como ala (Foto por CRISTINA QUICLER/AFP via Getty Images)

Azplicueta joga há muitos anos no Chelsea e é um dos que mais conhece o clube. O espanhol é um líder para a equipe na mesma maneira que é muito intenso nas marcações. Ultimamente vem fazendo o papel de ala, como um jogador que avança como lateral para o ataque e volta para ajudar na marcação.

O argelino tem funções bem diferentes em relação ao espanhol. Ele não tem um papel importante defensivamente e se posiciona em amplitude pela direita na faixa de ataque do campo. Seus pontos fortes são o 1×1, o corte pro meio e o chute pro gol.

Fico com Mahrez nesta disputa. Mesmo que os dois tenham funções diferentes, o argelino jogou esta temporada com um nível maior.

Volantes – Jorginho x Rodri

 

Jorginho cobrando pênalti (Foto: Chelsea FC / Website)

Apesar da melhora nas últimas semanas, Jorginho ainda não encanta boa parte da torcida. É muito criticado por erros relacionados a displicência. Entretanto, o volante naturalizado italiano tem marcação, auxílio na saída de bola e passes curtos a oferecer.

Rodri chegou no Manchester City no ano de 2019 e, como um organizador de jogadas, vem tendo destaque principalmente na atual temporada. Ambos têm funções parecidas, porém o espanhol é mais participativo.

Rodri é melhor, na minha opinião. Tem mais segurança na saída de bola e mais qualidade técnica.

Meias – Kanté x  Gündogan

Kanté, um dos grandes nomes do Chelsea (Foto: GLYN KIRK/AFP via Getty Images)

N’golo Kanté, provavelmente o maior nome do elenco do Chelsea, é intenso do primeiro ao último minuto em campo. Sempre forte pressionando e dando apoio aos companheiros de cada lado do campo. O campeão do mundo pela seleção francesa foi o grande destaque do time nos duelo contra o Real Madrid, pela Champions League.

Gündogan teve uma evolução absurda nos últimos meses. Aparentemente, Guardiola encontrou sua posição correta dentro da equipe. O alemão pisa e infiltra na área com frequência e pode terminar a temporada como o artilheiro do clube. Mesmo sendo muito atuante no ataque, Gündogan também se encontra na base das jogadas, ao lado de Rodri e Zinchenko, em alguns momentos do jogo.

Um bom e difícil duelo, mas acredito que o alemão, até por conta da sua presença ofensiva, tenha sido muito importante para o Manchester City na temporada e um dos grandes candidatos a bola de ouro.

Meias – Mason Mount x Kevin de Bruyne

Mason Mount fez sucesso com a camisa azul
Mason Mount foi muito regular durante a temporada (Foto: Getty)

Eleito o melhor jogador dos Blues na temporada, Mason Mount, de apenas 22 anos, é um exímio criador de chances para gol. Arriscar um chute também é uma de suas características. O inglês pode atuar pelos lados do campo e na entrelinha – espaço entre a zaga e o meio adversário. Sua constância diante dos jogos em todo o ano são de assustar.

Kevin de Bruyne é um dos maiores gênios que apareceram no futebol nos últimos anos. Sua habilidade para finalizar e cruzar na cabeça dos companheiros são dignas de um craque. Além disso, passes diagonais para companheiros em velocidade são comuns em um jogo do belga. Kevin pode atuar na mesma faixa de ataque de Mount, o meio do campo.

Outro ótimo duelo, e mais uma vez fico com um meia dos cityzens. Mais velho e mais forte em disputas corporais, de Bruyne sai com vantagem.

Ataque – Pulisic x Foden

Pulisic sofreu com lesões nessa temporada (Foto: Darren Walsh/Chelsea FC via Getty Images)

O único contratado da temporada 19/20, o norte-americano Pulisic não conseguiu manter o nível da temporada passada e foi bastante prejudicado por lesões. Nos jogos, normalmente é discreto e não mais aquele jogador forte no 1×1 e em jogadas de profundidade.

Phil Foden está tendo sua melhor temporada na carreira profissional, que teve início em 2017. Ótimo jogador em dribles curtos e em finalizações de fora da área, tem vaga quase garantida na equipe titular do City. Teve suma importância na reta final da UCL, como em jogos contra o PSG e o Borussia Dortmund.

Foden superior, sem dúvidas. Mais participativo e decisivo para seu clube, tanto na Champions quanto na PL.

Ataque – Werner x Bernardo Silva

Werner tem ido mal nas definições das jogadas (Photo by Darren Walsh/Chelsea FC via Getty Images)

Werner pode ter sua temporada considerada um fracasso por conta de gols perdidos, mas seus desmarques e movimentações dentro da área são, em muitas das vezes, efetivos. Porém, Werner pecou muito nas definições de jogadas e em tomadas de decisões, o que acarretou em inúmeras chances de gol perdidas.

Bernardo Silva, entre o time titular do City é quem menos se destacou. É um jogador versátil por jogar em várias posições, mas não obteve sucesso em números e nas exibições da temporada.

Por razão de oportunidades perdidas em 20/21, muitos gols importantes de Werner para o Chelsea ficaram camuflados. Pontos na Premier League e classificações na UCL tiveram grande responsabilidade do alemão. Tendo mais destaque que o Bernardo na temporada, minha preferência é pelo atacante do Chelsea.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Category: Opinião

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Article by: Guilherme Néri