Na história: há cinco anos, John Terry se despedia do Chelsea

Há exatos cinco anos o Chelsea celebrava seu sexto título do campeonato inglês após vencer o Sunderland por 5-1 em Stamford Bridge. Além da celebração da conquista, o jogo final da temporada marcou a despedida de uma das grandes figuras da história do clube: o zagueiro e capitão John Terry.

O camisa 26 chegou aos Blues quando tinha 14 anos. Em julho de 1997, se tornou um dos graduados da Academia e no ano seguinte tornou-se profissional. Sendo assim, o defensor fez sua estreia pelo time principal do Chelsea no dia 28 de outubro de 1998, substituindo Dan Petrescu em jogo contra o Aston Villa. A partida, inclusive, terminou com a vitória dos londrinos pelo placar de 4-1.

Ao longo dos mais de 20 anos que passou como jogador do clube, Terry fez parte de elencos históricos. Assim como, individualmente, atingiu marcas inéditas que marcaram o Chelsea. E, sobretudo, assumiu uma importância na história dos Blues que poucos conseguiram anteriormente.

Do leste para o oeste

Toda a família de Terry é torcedora do West Ham, portanto, nada mais justo que o jovem começasse sua carreira no clube do leste de Londres. No entanto, ele optou pela mudança para o oeste e, do outro lado da cidade, evoluiu para se tornar um dos grandes defensores da história do futebol inglês.

John Terry assinou seu primeiro contrato com o Chelsea aos 14 no gramado de Stamford Bridge acompanhado de sua mãe (Reprodução: 90s Football/Twitter)

Escalando pelas categorias de base, o camisa 26 finalmente teve sua primeira chance no time principal sob o comando de Gianluca Vialli – que também jogava pelos Blues na época. O defensor jogou poucos minutos naquela partida contra o Aston Villa, é verdade. Porém, naquele dia, uma nova fase de sua carreira havia começado. E, sem que ninguém soubesse até então, a torcida e o mundo vinham debutar um dos maiores jogadores do Chelsea de todos os tempos.

Sendo assim, no restante da temporada 1998/99, Terry esteve presente em mais cinco partidas junto ao time de Vialli. Logo, foram seis jogos e 324 minutos de jogo para o defensor. Na temporada seguinte, participou de oito partidas pelo Chelsea, contabilizando 481 minutos e marcando seu primeiro gol pelo clube à nível profissional.

Empréstimo e consolidação como Blue

Sem dúvidas, Terry jogou um número baixo de partidas pelo Chelsea no início de sua caminhada profissional. Porém, o clube percebeu o talento que tinha em mãos e, para que ele pudesse ser desenvolvido, mais tempo de jogo era necessário. Portanto, em março de 2000, o zagueiro saiu em empréstimo para o Nottingham Forest, que, na época, disputava a segunda divisão. Sendo assim, pelo Forest, jogou 480 minutos em seis aparições (sendo titular em cinco delas).

Com atuações mais consistentes tanto em termo de tempo de jogo como de performance, Terry retornou de seu empréstimo e se tornou parte integral do elenco dos Blues. Em especial com a chegada de Claudio Ranieri ao Chelsea em setembro de 2000.

Nesse sentido, foram quatro temporadas sob o comando do italiano, com uma nítida evolução. Mais ainda, em 5 de dezembro de 2001, o camisa 26 usou a braçadeira de capitão pela primeira vez em sua jornada pelos Blues. Com a ausência de Marcel Desailly, Terry foi capitão na partida contra o Charlton Athletic pela Premier League.

Com 20 anos, Terry capitaneou os Blues pela primeira vez (Reprodução: O Lance)

Logo, nas quatro temporadas em que a equipe londrina foi treinada por Ranieri:

  • 2000/01 – 26 jogos (2123 minutos) e 1 gol
  • 2001/02 – 47 jogos (3894 minutos), 4 gols e 1 assistência
  • 2002/03 – 29 jogos (2225 minutos), 6 gols e 3 assistências
  • 2003/04 – 51 jogos (4585 minutos), 3 gols e 2 assistências

Recordes históricos com Mourinho

No verão de 2004, José Mourinho chegou para comandar os Blues. Da mesma forma, Desailly deixou o clube e, com isso, Terry se tornou o capitão permanente da equipe.

Logo na temporada de estreia do português como treinador, o Chelsea voltou a conquistar títulos de maior expressão no cenário do futebol inglês. Marcando, em primeiro lugar, os primeiros troféus da Era Abramovich. Mas também construindo um legado defensivo que ainda não foi alcançado por qualquer outra equipe.

Durante todas as temporadas sob o comando de Mourinho, em sua primeira passagem, a partir de 21 de fevereiro de 2004 a equipe não foi derrotada em Stamford Bridge – um recorde que, inclusive, terminou apenas em 26 de outubro de 2008, quando o treinador já não era mais José.

Ainda em 2004/05, os Blues estabeleceram o recorde de menos gols concedidos em uma temporada: foram apenas 15 gols sofridos nos 38 jogos de Premier League. Sendo nove desses gols sofridos fora de casa (o que é o recorde para menos gols sofridos fora de casa em uma temporada).

Juntamente com Petr Cech, John Terry, William Gallas, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira formaram uma das melhores e senão a melhor defesa da história da Premier League. Além dos números acima, vale ressaltar o recorde de 25 jogos sem sofrer gols na campanha do campeonato inglês de 2004/05.

Didier Drogba, Cech, Frank Lampard, Mourinho, Terry e Paulo Ferreira celebram o título da PL 2004/05 (Reprodução: LDNfootball/Twitter)

26 e faixa

Mesmo ainda jovem, com Mourinho no comando, Terry se consolidou como o grande líder do Chelsea. Bem como se tornou uma das grandes figuras do time dentro de campo, assumindo responsabilidade e liderança.

Mais ainda, o camisa 26 se tornou um dos símbolos da mudança de patamar da equipe, que, desde a temporada história de 2004/05, passou a participar com frequência das competições europeias. Nesse sentido, levando em conta as três temporadas da primeira passagem de José Mourinho no Chelsea, John Terry acumulou os seguintes números:

  • 2004/05 – 53 jogos, 8 gols e 1 assistência
  • 2005/06 – 50 jogos, 7 gols e 2 assistências
  • 2006/07 – 45 jogos, 1 gol e 4 assistências

Nesse ínterim, além dos títulos da primeira temporada sob comando do português, Terry liderou a equipe dentro de campo na conquista da Premier League em 2005/06. Assim como, nas conquistas da Community Shield de 2005 e das duas copas nacionais na temporada 2006/07.

A obsessão pela Liga dos Campeões

Com a saída de José Mourinho, alguns nomes tiveram curtas passagens no comando dos Blues. Porém, Terry seguiu como o capitão e grande líder da equipe.

Depois de muito lutar com o português comandando nas linhas de lado, foi finalmente na temporada 2007/08, com Avram Grant, que o Chelsea chegou em sua primeira semifinal de Liga dos Campeões na história.

Em uma baita disputa contra o Manchester United no Luzhniki Stadium em Moscou, as equipes inglesas disputaram 120 minutos. Mas, seguiram empatadas no 1-1. Com isso, a decisão da Champions foi decidida nos pênaltis. É incomum ver um zagueiro cobrando o último pênalti, contudo, com Drogba expulso no final da prorrogação, Terry assumiu a responsabilidade da penalidade decisiva.

A chuva caia forte em Moscou, o capitão dos Blues foi para a bola, porém, escorregou na hora da cobrança e isolou o pênalti. Assim, a disputa seguiu nas alternadas e, na sétima cobrança Nicolas Anelka parou em Van der Sar, o que garantiu o título para o United.

John Terry é consolado por Frank Lampard após derrota na final da UCL (Créditos: Martin Rickett/PA Wire)

Reencontrando o caminho dos títulos

Depois de Grant, passaram pelo Chelsea, sem muito sucesso, Luiz Felipe Scolari e Guus Hiddink, até que Carlo Ancelotti assumiu o clube para a temporada 2009/10.

Terry e Lampard comemoram a conquista da FA Cup 2008/09 quando a equipe estava sob o comando de Hiddink (Reprodução: Reuters)

Sob o comando do italiano esperava-se títulos e uma melhora nas performances do time. Assim, Ancelotti organizou o esquema e a tática dos londrinos, favorecendo a movimentação dos jogadores em todos os setores para criar chances claras. Nesse sentido, a dupla Terry e Carvalho, mesmo na defesa, tinham papel central para o funcionamento do esquema.

Com Ancelotti no comando, o camisa 26 dos Blues fez duas de suas melhores campanhas em termos ofensivos até então:

  • 2007/08 – 37 jogos, 1 gol e 1 assistência
  • 2008/09 – 51 jogos e 3 gols
  • 2009/10 – 52 jogos, 3 gols e 6 assistências
  • 2010/11 – 46 jogos, 4 gols e 2 assistências
Além disso, sob o comando de King Carlo, Terry conquistou uma Premier League, uma Copa da Inglaterra e uma Community Shield (Créditos: Tom Hevezi)

No entanto, a falta de sucesso na Liga dos Campeões permaneceu e a melancólica segunda metade da Premier League em 2010/11 levou à demissão de Ancelotti ao fim daquela temporada. O italiano relembrou a postura que Terry e outras lideranças do elenco tiveram após sua saída:

No último jogo do ano, fomos superados pelo Everton por 1 a 0. Ouvi dizer que o CEO do clube estava indo para casa quando recebeu um telefone dizendo: ‘Dê meia-volta e diga a Carlo que ele está demitido’. Ao menos pude despedir-me dos jogadores. Naquela noite, os jogadores mais experientes — Didier Drogba, John Terry, Frank Lampard e os demais — levaram-me para jantar e beber alguma coisa. Nunca havia presenciado aquilo em minha carreira“, Ancelotti, no livro Liderança Tranquila.

No topo da Europa

Finalmente, em 2012, a Liga dos Campeões foi para Londres. Mas o caminho até a conquista não foi tranquilo. Além da necessidade de reverter placares amplos, André Villas-Boas, contratado depois da saída de Ancelotti, durou pouco como treinador dos Blues.

Sendo assim, Roberto Di Matteo assumiu como interino e, com o time progredindo na competição europeia, seguiu no seu cargo. Ainda assim, a mudança de comando em um momento delicado da temporada fez com que a liderança de Terry se fizesse ainda mais necessária.

Em uma série de tweets, Drogba relembrou a conversa que as lideranças do campo tiveram com o resto do elenco após a demissão de Villas-Boas – que aconteceu em termos não muito bons. Logo, como não podia ser diferente, relembrou que o capitão  reforçou sua liderança e responsabilidade e se comprometeu com a busca pelo título continental.

Como todos sabem, os Blues tiveram sucesso na sua empreitada. Contudo, John Terry não esteve em campo naquela final. O capitão da equipe foi expulso no jogo de volta da semifinal por uma joelhada desnecessária em Alexis Sanchéz e assistiu a final das arquibancadas.

Apesar de não estar em campo na decisão, ele foi um dos responsáveis por marcar no jogo de volta contra a Napoli, ajudando a reverter o placar de 3-1 do jogo de ida. Lógico, que sua liderança também foi vital durante toda a campanha e sua performance defensiva no jogo de ida das semifinais não pode passar despercebido.

Depois de assistir o jogo nas arquibancadas, por conta da suspensão, Terry foi a campo celebrar o título com o restante do elenco (Reprodução: Eurosport)

Dupla conquista europeia

Além da Liga dos Campeões, na mágica temporada 2011/12, os Blues também conquistaram a Copa da Inglaterra. Entretanto, a sequência do clube depois de tamanho feito foi conturbada.

Nomes centrais do elenco campeão deixaram o clube e o início da temporada seguinte foi complicado. Mais ainda, em novembro de 2012, Terry teve uma lesão no joelho que o deixou fora por 14 jogos. Nesse ínterim, Di Matteo deixou o comando do Chelsea e foi substituído por Rafa Benítez. Além disso, os Blues caíram na fase de grupos da Champions e perderam o Mundial de Clubes para o Corinthians – o camisa 26 não jogou as rodadas decisivas na Liga dos Campeões nem o Mundial por conta de sua lesão.

Sendo assim, os londrinos foram disputar a Europa League e, pela segunda temporada seguida, levantaram um título europeu. Apesar da boa participação ao longo de toda a campanha, o zagueiro, como na temporada anterior, ficou de fora da final. Dessa vez, Terry teve uma lesão menor que o deixou fora do plantel.

A Europa League foi o 14º troféu na caminhada de Terry em azul (Reprodução: BBC)

Desse modo, o camisa 26 do Chelsea teve os seguintes números nas temporadas das conquistas continentais:

  • 2011/12 – 44 jogos, 7 gols e 2 assistências
  • 2012/13 – 27 jogos e 6 gols

O retorno de quem o fez brilhar

Com uma sequência de passagens ruins de treinadores, o Chelsea recorreu a alguém conhecido e que teve sucesso no passado: José Mourinho. Então, o português assumiu o comando dos londrinos depois da demissão de Rafa Benítez e fez sua segunda passagem pelo clube do dia 3 de junho de 2013 ao dia 17 de dezembro de 2015.

Em um outro momento de sua carreira, John Terry, novamente, se mostrou como um dos homens de confiança de Mourinho, acumulando nas duas temporadas com o português:

  • 2013/14 – 47 jogos, 2 gols e 2 assistências
  • 2014/15 – 49 jogos, 8 gols e 2 assistências

Além disso, o capitão levantou mais duas taças: a Copa da Liga e a Premier League. Ambas na temporada 2014/15.

Com mais uma baita performance defensiva sob o comando de The Chosen One, Terry ergueu seu quarto título de Premier League. Mais ainda, foram 17 jogos sem sofrer gols ao longo da campanha (Reprodução: GOAL)

Um início de temporada difícil, em 2015/16, Mourinho foi sacado mais uma vez do comando dos Blues. Steve Holland (por dois dias) e Guus Hiddink dividiram o comando da equipe no restante das campanhas:

  • 2015/16 – 33 jogos, 1 gol e 1 assistência

Portanto, para a temporada seguinte, os Blues trouxeram Antonio Conte buscando retomar o caminho das conquistas, que passaram em branco desde a Premier League de 2014/15.

A despedida em Stamford Bridge

No dia 17 de abril de 2017, o Chelsea emitiu um comunicado confirmando que John Terry deixaria a equipe no final da temporada 2016/17 – a primeira de Conte no clube. Sendo assim, o camisa 26 estabeleceu um vínculo de mais de duas décadas, se tornando um dos principais produtos da Academia e um dos maiores ídolos da história do clube.

Por conta de lesões recorrentes, Terry jogou poucos jogos em sua temporada de despedida. Contudo, nos bastidores, sua liderança seguiu vital para a adaptação do novo técnico e, sobretudo, para a conquista da sexta Premier League dos Blues – e a quinta do capitão. Logo, o camisa 26 terminou sua última temporada como jogador do Chelsea com 15 jogos disputados e um gol marcado.

Em alusão ao número que usou durante todo o seu tempo no clube, Terry foi substituído aos 26 minutos de jogo em sua partida final pelos Blues (Reprodução: Daily Record)

Ao longo de 19 temporadas como jogador profissional do Chelsea, foram 717 aparições com a camisa do clube. Além de 17 títulos conquistados. Fora os prêmios individuais:

  • Prêmio de comprometimento especial do Chelsea 2009
  • Jogador do Chelsea da temporada 2001 e 2006
  • Jogador do ano da PFA 2005
  • Melhor defensor da UEFA 2005, 2008 e 2009
  • Nomeação para o time do ano da FIFA/FIFPro 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009
  • Segundo lugar na lista de futebolista do ano da FWA 2005 e 2006
  • Chairman’s Award 2002
  • Jovem jogador do Chelsea da temporada 1998

Enfim, apesar do grande número de conquistas, vale ressaltar os vice-campeonatos de Terry pelos Blues. Mesmo alguns tendo um gosto bem amargo, sua liderança foi evidente em todos eles e, de alguma forma, marcaram sua trajetória no clube:

  • Liga dos Campeões 2008
  • FA Cup 2002 e 2017
  • Copa da Liga 2008
  • Super Copa da Europa 2013
  • Community Shield 2006, 2010, 2012 e 2015

Marcas em Blue

Os 717 jogos de Terry pelo Chelsea estabeleceram o camisa 26 como o terceiro jogador que mais vestiu a camisa do clube em sua história. Portanto, estando atrás apenas de Ron Harris (795) e Peter Bonetti (729).

De forma mais específica, então, foram 717 partidas, 441 vitórias, 157 empates e 119 vitórias vestindo a camisa dos londrinos. Apenas pela Premier League, foram 492 jogos e outros 111 foram pela Champions League. Além disso, Terry teve 11 aparições na Europa League, uma na Super Copa da Europa e uma na extinta Taça dos Vencedores de Taça da UEFA. Enfim, foram mais 58 jogos de Copa da Inglaterra, 37 de Copa da Liga e seis Community Shield.

Portanto, os jogos que marcaram suas aparições no clube foram:

  • 100º jogo: Chelsea 0 x 0 Southampton 26/12/2002
  • 200º jogo: Tottenham 0 x 2 Chelsea 15/01/2005
  • 300º jogo: Chelsea 2 x 1 Arsenal (Final da Copa da Liga) 25/02/2007
  • 400º jogo: Chelsea 3 x 1 Fulham 02/05/2009
  • 500º jogo: Chelsea 2 x 1 Tottenham 30/04/2011
  • 600º: Chelsea 2 x 1 Liverpool 29/12/2013
  • 700º jogo: Everton 2 x 0 Chelsea 12/03/2016

Mais ainda, com 67 gols marcados, o zagueiro é o maior defensor artilheiro do clube de todos os tempos.

Como capitão

100º jogo: Chelsea 2 x1 Arsenal (Community Shield) 07/08/2005

200thº jogo: Hull City 0 x 4 Chelsea 26/09/2007

300thº jogo: Porto 0 x 1 Chelsea 25/11/2009

400thº jogo: Chelsea 1 x 3 Aston Villa 31/12/2011

500º jogo: Crystal Palace 1 x 2 Chelsea 18/10/2014

Dessa forma, Terry se tornou o jogador com mais aparições e troféus conquistados enquanto capitão da equipe do Chelsea em sua história. Enfim, foram 580 jogos capitaneando o time.

Pela Seleção Inglesa

Conforme se desenvolveu e ganhou protagonismo, Terry passou a figurar entre os convocados para a Seleção Inglesa. Logo, ele esteve presente em duas Copas do Mundo (2006 e 2010). Bem como em duas Euros (2004 e 2012). Pelos Three Lions, portanto, foram 78 partidas e seis gols.

O retorno para casa

Depois de deixar o oeste de Londres em 2017, John Terry seguiu para Birmingham, onde jogou pelo Aston Villa. Assim, encerrando sua carreira ao final da temporada 2017/18, na qual fez 36 aparições. Bem como marcou um gol e deu uma assistência e, sobretudo, ajudou os Villans a voltarem à elite do futebol inglês.

Ainda enquanto jogador, trabalhou para tirar licença de treinador. Logo, depois de sua aposentadoria dos gramados, se tornou assistente de Dean Smith ainda no Aston Villa. Terry ficou no cargo até o fim da temporada 2020/21, quando decidiu se afastar para passar mais tempo com sua família.

Inclusive, o eterno camisa 26 fez seu retorno a Stamford Bridge quando o Villa visitou o Chelsea, na época, comandado por Frank Lampard. Em 4 de dezembro de 2019, o ex-zagueiro foi recebido com muitos aplausos e gratidão no estádio onde jogou por mais de 20 anos.

Ex-companheiros estavam em lados opostos e Lampard comandou o Chelsea na vitória por 2-1 (Reprodução: BeSoccer)

Após um tempo afastado da beira dos campos, Terry retornou ao Chelsea como consultor técnico das categorias de base. Desse modo, desde dezembro de 2021, a lenda do clube voltou a viver o dia-a-dia de Cobham:

Estamos muito felizes em receber John de volta a Cobham em uma função que envolverá treinar e mentorear a próxima  geração de jovens jogadores da nossa Academia. Não é preciso dizer o quanto John tem experiência no jogo – tanto como um jogador de ponta e, mais recentemente, como assistente técnico na Premier League. Logo, ele vai ter um grande valor para todos no recinto e será um grande mentor para nossos jogadores e crucial para nosso staff“, disse Neil Bath, o diretor da Academia do Chelsea.

Mas, neste momento, sob uma perspectiva diferente. A grande ambição do ex-jogador é, um dia, assumir um time como treinador principal e, a volta para os Blues, é um passo importante nesse sentido – e o clube faz de tudo para que ele possa seguir em sua jornada.

Atravessando mais um momento histórico

Como em muitos momentos antes, o ex-capitão dos Blues atravessa mais um evento marcante do clube: o estabelecimento de uma nova administração. Em outras palavras, ele já era um Blue quando Abramovich chegou. Em seguida, se tornou um dos grandes nomes do tempo em que o russo esteve no comando. Agora, ele vê Abramovich, com quem dividiu muitas conquistas, se despedir.

A questão é que, mesmo com uma nova Era prestes a começar, a importância de Terry para e no Chelsea jamais será esquecida. Por isso, é bastante possível que ele siga em sua função no clube. Acima de tudo pelo reconhecimento mútuo. Mas também pelas relações que já estabeleceu com alguns dos jogadores que estão se desenvolvendo em Cobham.

Sem dúvidas, Todd Boehly pode se aproveitar muito da presença de uma figura tão marcante para basear sua administração. Ainda mais levando em conta as pretensões do americano em aproximar a torcida e trazer ex-jogadores para ajudar na nova fase do clube.

Portanto, é possível que John Terry siga ligado ao seu clube do coração por muito mais tempo. Sua despedida do Chelsea aconteceu há cinco anos, contudo, desde então, nunca parou de demonstrar seus sentimentos pelos londrinos. Da mesma forma, retornou para os mesmos campos que o formaram para ajudar outros jovens que têm o mesmo sonho que ele teve um dia: ganhar títulos com a camisa Blue.

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Article by: Nathalia Tavares