Em meio à pressão e falta de acordo, consórcio da família Ricketts desiste de comprar o Chelsea

A última quinta-feira (14) marcou o dia final para os consórcios interessados em comprar o Chelsea enviarem suas propostas finais para assumir o clube. Nesse sentido, nos momentos finais, os consórcios buscaram se aproximar dos torcedores para entender melhor suas demandas e melhorar seus projetos de administração e financiamento. Dentre os quatro grupos que chegaram à fase final, sem dúvidas, o que mais buscou vocalizar suas pretensões e fortalecer-se diante dos torcedores foi o consórcio liderado pela família Ricketts.

Isso porque, de antemão, os torcedores e figuras importantes para o clube, como o ex-jogador Paul Canoville, se mostram contra atitudes e discursos passados e presentes de membros da família que continham ideias discriminatórias. Desse modo, os Ricketts buscaram fortalecer seu grupo de investimento – no sentido financeiro, principalmente. Da mesma forma, depois de protestos da torcida em frente a Stamford Bridge, assumiram um compromisso e garantias para com os torcedores.

Contudo, não apenas pelas pressões por parte da torcida, mas também por conta de divergências entre os investidores, o consórcio liderado pela família decidiu retirar sua oferta para comprar o clube londrino.

Anúncio discreto da desistência

O setorista Nick Purewal, da PA Media Sport, anunciou na manhã desta sexta-feira, que os Ricketts desistiram de seguir no processo de compra do Chelsea. Junto com o anúncio, o jornalista compartilhou a declaração do consórcio sobre a retirada da oferta:

O grupo Ricketts-Griffin-Gilbert decidiu, depois de muita consideração, não submeter uma proposta final para o Chelsea FC. No processo de finalização da proposta, ficou cada vez mais nítido que certos problemas não poderiam ser endereçados dado a dinâmica incomum do processo de venda. Nós temos grande admiração pelo Chelsea e seus torcedores e desejamos bem aos novos donos“.

Apesar dos acontecimentos recentes, o consórcio quis deixar a entender que os protestos dos torcedores não tiveram influência. Sendo assim, Purewal expôs que o grupo liderado pelos Ricketts desistiu pelo fato de os membros do consórcio não conseguirem acordar uma composição final para sua oferta.

Portanto, agora, restam apenas três interessados em comprar os Blues. Dois liderados por americanos, sendo eles o consórcio de Todd Boehly e o de Stephen Pagliuca. Além de outro liderado pelo empresário britânico Martin Broughton.

Reações da torcida

Logo após o anúncio de Purewal no Twitter, os torcedores do Chelsea já começaram a fazer suas demonstrações. A grande maioria demonstra estar muito feliz com a desistência. O que, em última instância, deixa claro que, mesmo tentando, os Ricketts não conseguiram se aproximar da torcida.

Mais uma vez, vale destacar que, publicamente, a razão da desistência não foi por pressão. Porém, é impossível dizer com certeza que esse fator não teve influência.

De qualquer forma, a reação da torcida foi instantânea e está tomando as redes sociais:

https://twitter.com/CarefreeYouth/status/1514923050382340097?s=20&t=AazkmiePqvwg-9YJ2TNibw

Próximos dias prometem

Com as propostas finais em mãos, a expectativa é de que o Raine selecione a melhor delas já na próxima semana. Contudo, não depende apenas do banco a decisão final: em última instância, a decisão de quem será o novo dono do Chelsea será feita pelo conselho do clube.

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Consórcios restantes no processo de venda do Chelsea. Da esquerda para direita: Boehly, Ricketts (riscado) Broughton e Pagliuca (Créditos: CFCDaily/Twitter)

Sem dúvidas, a parte financeira das três propostas é sólida. Caso contrário, não seriam selecionadas para a fase final. Ademais, os consórcios restantes também asseguraram a reforma de Stamford Bridge para que os Blues seguissem na comunidade de Fulham Road.

Então, a grande questão a ser analisada agora, ao que parece, é o impacto no longo prazo. Administrar um clube de futebol, ainda mais um do tamanho do Chelsea, demanda capital para que seja possível um pleno funcionamento. No sentido de, especialmente, manter o elenco e os funcionários, a estrutura do clube, em especial o estádio e o centro de treinamento, e, acima de tudo, garantir investimentos constantes para o desenvolvimento das equipes. Tanto do futebol masculino como feminino.

Portanto, os Blues estão cada vez mais próximos de saber quem será seu novo dono. E, sobretudo, estão ansiosos para saber o que o futuro os reserva. De acordo com Ben Jacobs, da CBS Sports, os consórcios restantes terão uma resposta sobre suas propostas ainda neste fim de semana. Logo, a próxima semana deve ser bastante agitada no oeste de Londres, ainda mais por ser aberta com uma semifinal de FA Cup no domingo.

Category: Chelsea Football Club

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Article by: Nathalia Tavares