Chelsea convence no difícil grupo E (foto: reprodução Evening Standard)

Champions League: Chelsea supera 1ª fase com defesa sólida

Cada vez mais próximo da final da Champions League, a Semana Blue do Chelsea Brasil traz textos especiais sobre o grande confronto deste sábado (29)!

Para início destas lembranças, vamos começar começa a recordar a trajetória dos Blues na Champions League, pela fase de grupos, com Rennes, Krasnodar e Sevilla.

Na chave E, os Blues iniciariam esse percurso ainda sob comando de Frank Lampard, tendo como grandes expectativas as vindas de Timo Werner, Kai Havertz, Thiago Silva e cia.

Diante de algumas incertezas no elenco, o Chelsea chegava para o torneio já com Kepa encostado e Mendy – até então aposta – no gol. Zouma ganhava nova oportunidade e teria Thiago Silva ao seu lado. A juventude de Chillwell, Pulisic, Havertz e Mount se juntaria com as experiências de Jorginho, Azpilicueta e Kanté.

Mendy assume titularidade de Kepa (foto: Kevin Quigley/ Daily Mail)
Mendy assume titularidade de Kepa (foto: Kevin Quigley/ Daily Mail)

A Champions League

No grupo do atual campeão da Europa League – Sevilla, o Chelsea teria como missão principal, avançar de fase. Apesar do elenco promissor, os Blues teriam mais dois desafiantes respeitáveis: Stade Rennes e Krasnodar, ambos 3º lugar em suas ligas nacionais.

Portanto, os londrinos, que naquela altura oscilavam na Premier League, passariam a concentrar forças na Champions League a partir de 20 de outubro de 2020.

Turno

Sevilla – A estreia não foi das melhores, em casa um empate sem gols com o principal concorrente. Lampard perde a chance de dar o salto no grupo e atuação não convence. Apenas 44% de posse e seis finalizações. Por outro lado, em seu primeiro desafio, a zaga passaria em branco.

Krasnodar – Após uma semana, o Chelsea viajara à Rússia. No frio de lá, aconteceria a primeira grande atuação no torneio. Com gols de Hudson-Odoi, Werner, Ziyech (o trio titular ofensivo) e Pulisic, eis a vitória convincente por 4 a 0. Naquela altura seria o terceiro jogo seguido sem levar gols (0-0 Sevilla; 0-0 Man. Utd; 4-0 Krasnodar).

Rennes – Em alta, após vencermos o Burnley (3-0), mais uma grande exibição na Champions League. Em casa, vitória por 3 a 0 sobre os franceses, com gols de Abraham e dois de Werner. A atuação da defesa garante a incrível marca de mais de 500 minutos sem sofrer gols – e a certeza de Mendy titular absoluto.

Sendo assim, já líder do grupo, o saldo era positivo na primeira metade da chave. Nenhum gol sofrido, duas goleadas e três gols do principal atacante. A estabilidade deixaria Frank Lampard seguro, mesmo com críticas da torcida e imprensa.

Returno

Rennes – Longe de repetir as atuações recentes, o Chelsea fez um jogo sólido e na França, conseguiu uma pragmática vitória. Mesmo sem brilhar, o 2 a 1 sobre o Rennes seria fundamental para a liderança do grupo E. Hudson-Odoi e Giroud, nos acréscimos, trariam mais três pontos para Londres. Pela primeira vez no torneio, a defesa seria vazada, com gol de Guirassy.

Sevilla – Já na reta final de 2020, no mês mais exigente da Premier League – dezembro – os Blues fariam a partida mais memorável da primeira fase. Na Espanha, um 4 a 0 diante do forte Sevilla, com quatro gols de Olivier Giroud. O francês, inspirado, atropelou a defesa do Sevilla, com gols aos 8, 54, 74 e 83 minutos de jogo.

A exibição de Frank Lampard sobressaiu à de Lopetegui, em um de seus últimos grandes momentos no Chelsea.

Giroud anota 4 gols em Sevilla (foto: David Ramos/ Getty Images)
Giroud anota 4 gols em Sevilla (foto: David Ramos/ Getty Images)

Krasnodar – Em início de ritmo frenético na Premier League, o já classificado Chelsea tirou o pé na última rodada. Com um elenco mesclado, um empate em 1 a 1 com os russos em Stamford Bridge fechou a memorável primeira fase dos Blues. Ganharam minutagem Christensen, Emerson, Kovacic, Gilmour e Anjorin.

Por fim, com 14 gols marcados e apenas dois sofridos, o Chelsea com 14 pontos teria uma das melhores campanhas da 1ª fase.

Com o Atlético de Madrid pela frente nas oitavas-de-final, em 26 de janeiro o ídolo e treinador seria substituído por Tomas Tuchel, devido aos maus resultados na Premier League. Contestado mesmo levando o PSG à final na temporada anterior, o alemão seria o grande mentor do time na próxima fase.

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Article by: Gabriel de Oliveira

Jornalista, natural do Rio de Janeiro, possuo 23 anos de idade e bagagens pelas editorias de futebol nos sites Vavel Brasil, Ludopédio e Esfera Esportiva. Também integrei a equipe de editores da página Bate-Bola Inglês no Facebook e sou autor de dois livros: A importância das mídias alternativas no jornalismo moderno e Vizinhos Distintos: o caos no Haiti e o paraíso dominicano.