Após ter feito sua 100ª partida em competições europeias, Terry fala sobre sua trajetória continental (Parte Final)

Londres tem o seu campeão. John Terry (Foto: Reuters)
Londres tem o seu campeão. John Terry
(Foto: Reuters)

Dando sequencia na histórica carreira ‘europeia’ de John Terry, o capitão conta-nos um pouco da história mais recente, de 2008 até 2012 …

Na primeira parte, John nos levou às frustrações de 2007. Em seguida falou sobre 2008, onde bateu o Liverpool no mata-mata, pela primeira vez …

“Foi uma noite muito especial para nós. Com Frank marcando o penal, foi muito emocionante. Havia muita tensão, e até hoje eu não sei como ele conseguiu chegar até aquela marca e converter o penalti. Ele é um personagem inacreditável.”

Então veio Moscou, John Terry era uma grande dúvida para o jogo …

Senti uma lesão no cotovelo no ultimo jogo da Liga. Disseram-me que levaria de três ou quatro semanas para me recuperar. Eu olho para ela agora, eu gostaria que tivesse sido três ou quatro semanas, porque talvez teríamos ganho o jogo. Eu realmente gostaria. Eu nunca vou esquecer o que aconteceu depois. Claro que 99% dessas más lembranças foram apagadas em Munique, porque os fãs, o clube e os jogadores todos mereciam. Tivemos nossos altos e baixos, mas nós fomos e conquistamos a Europa no final.”

“Voltando a Moscou, lembro-me de ter sido um bom jogo. Eu ainda quero apagar as más lembranças por causa de como terminou, mas eu não me sentia confortável desde o início, jogando contra um Man. United que tão bem conhecíamos por enfrenta-los toda semana.”

“No jogo, eles realmente cansaram no final. Nós continuamos empurrando, e eles estavam lutando contra as próprias cãibras. Didier acertou a trave, em seguida, foi expulso, e depois penaltis. Se ele não tivesse sido expulso, ele teria o quinto a cobrar, não eu. Não era para ser.”

Pode-se comparar este sentimento à derrota para o Barcelona em 2009?

Não existe comparação alguma.. Foi bizarro. Eu ainda me lembro reação Michael Ballack no final, não posso, não consigo olhar para trás e rir. As pessoas trabalham todas as suas carreiras para jogos e competições como estas, os fãs têm que viajar, acompanhando o clube por todo o lado para vê-lo. Claro que os árbitros cometem erros, mas foram penalidades flagrantes. Não se pode esquecer.

Finalmente, depois de algumas eliminações desestimulantes em outras temporadas, chegamos à 2012. Você desempenhou um grande papel e ajudou na caminhada do Chelsea à semi-final, particularmente com a cabeçada contra o Napoli, e o primeiro jogo contra o Barcelona …

Eu tinha viajado para Napoli sabendo que teria uma cirurgia no joelho no dia seguinte, apenas para transmitir uma ideia errada sobre quem iniciaria jogando. Não funcionou porque eles nos venceram por 3-1! Então eu tive minha operação no joelho e estaria de volta em três semanas. Todo mundo tinha nos eliminado virtualmente, mas a noite antes do jogo em Stamford Bridge eu fui à conferência de imprensa e Robbie Di Matteo e eu fomos brutalmente honestos, e saímos de lá acreditando que poderíamos dar a volta por cima. As pessoas estavam metendo o pau no nosso time, mas não estávamos preparados para deixar mais um ano passar por nós.

Depois disso, na semi-final com 2×0 pro clube espanhol, sendo honesto, eu fiquei em lágrimas no vestiário do Camp Nou. Não conseguíamos desvendar como eles duas vezes. Mas depois Ramires fez um lindo gol, então eu me lembro de ter pensado que poderíamos conseguir a vitória, e conseguimos.

O que você se lembra das celebrações em Munique?

As celebrações foram brilhantes. Didier subiu na mesa e fez um grande discurso, Roman estava lá, todos estavam. Essas lembranças dos bastidores, com o troféu, não há nada como aquela taça. Você espera a sua vida por ela, e você se senta com ela nas mãos… Você realmente tem que se esforçar para não chorar, olhos lacrimejando. Aquilo me afastou por toda aquela noite.

Big Pete (Petr Cech) foi testado pelo anti-doping, e não estava nas celebrações. Gostaria que a UEFA repensasse esse tipo de teste, se possível, porque ele não pode estar com a gente aquela noite. Ele foi o herói da noite, salvou um penalti no jogo, três no nas cobranças alternadas, e não pode comemorar com a gente. Esperamos muito tempo para que ele fosse ao banheiro, e não voltamos para o hotel até cerca das três horas da manhã. A essa altura todos já tinham sua energia drenada, então não foi uma grande festa. Mas as memórias de campo e no vestiário são maravilhosas.

Dói que não ter jogado?

Logicamente, você quer jogar. Mas eu sentia que ainda tinha um grande papel naquele jogo. Eu tinha muito a oferecer alem do meu uniforme naquele banco de reservas, mas desde o início que estávamos todos indo para tirar fotos também. Esses momentos, essas fotos, são para uma vida de trabalho e não queria estar lá apenas com os uniformes de treino. Nós sentimos que havíamos desempenhado um papel importante. Os rapazes, titulares daquela noite, foram soberbos, mas nós estávamos no elenco, ajudamos na construção da equipe, parte dessa brilhante história, e ninguém pode tirar isso de nós.

Finalmente, uma série de perguntas rápidas. O futebol europeu mudou desde a sua estreia em 1999?

Em uma palavra, sim. Tem sido bem mais rápido, assim como a Premier League. Em todos os lugares temos um jogo difícil agora. As equipes têm têm estudado muito para as grandes noites da Champions League.

Qual é o seu estádio favorito na Europa, além de Stamford Bridge é claro?

Camp Nou.

E mais difícil de se jogar?

Camp Nou!

Qual foi o melhor desempenho, como equipe, de um jogo do Chelsea que você se lembra?

Todo o ano de 2012, eu não consigo escolher um único jogo.

E seu melhor desempenho pessoal?

Qualquer jogo contra o Barcelona. Eu sempre gostei de me testar contra os melhores jogadores e sempre escolho esses jogos como os de destaque para mim.

Category: Chelsea Football Club

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Article by: Chelsea Brasil

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