Guus Hiddink demorou, mas enfim tomou uma atitude correta quanto a disputa (ou falta dela) da Premier League. Sem grandes objetivos a serem cumpridos há cerca de dois meses, o treinador raramente propôs rotatividade, diferente do que ocorreu hoje. Miazga estreou na zaga, assim como Alexandre Pato, que substituiu o lesionado Remy ainda no primeiro tempo. Destaque ainda para uma linha de meio-campo inédita, formada por Kenedy, Loftus-Cheek e Pedro, com Willian sendo poupado e Oscar no banco.
O Aston Villa começou promovendo uma forte pressão, empurrando o Chelsea taticamente. Entretanto, como último colocado na tabela, é de se imaginar que a criatividade na armação de jogadas não seja das melhores. Sendo assim, a única grande oportunidade veio com Ayew, em chute de fora.
Aos 22 minutos, Remy deixou o campo para a entrada do (aleluia) estreante Alexandre Pato. A alteração promoveu uma maior movimentação ofensiva, mesmo que a participação do brasileiro ainda fosse discreta. Como no lance do gol de Loftus-Cheek, aos 25. A jogada nasceu nos pés do atacante, aberto pela esquerda, passando também por Mikel, Pedro e Azpilicueta até chegar em Loftus, que finalizou para o fundo da rede.
A reação do Villa foi evidente nos primeiros minutos pós-gol. Mas essa, por sua vez, mais parecia um monólogo de Ayew. Principal talento da equipe mandante, o ganês levou perigo em três oportunidades, fazendo Courtois trabalhar. O Chelsea só voltou a ter êxito ofensivo no final da etapa inicial. Loftus Cheek, atuando com liberdade e sendo o grande destaque do jogo, quase fez o segundo. No lance seguinte, Pato foi derrubado dentro da área, pênalti. O próprio pediu a bola e bateu com muita eficiência, no canto esquerdo de Guzan. Confiança em dia e primeiro gol pelos Blues.
No segundo tempo, o Chelsea voltou para matar de vez a partida. Novamente, participação de Pato. Logo com um minuto, Oscar, que havia acabado de entrar, tabelou com o compatriota e rolou para Pedro, que finalizou com tranquilidade. Já sem forças a essa altura, o Aston Villa deixou de lado seu volume de jogo, aceitando a situação. Melhor para o Chelsea: finalização de Pato, espalmada de Guzan e gol de Pedro. 4 a 0.
O que procedeu essa sequência de eventos foi uma apatia do time mandante aliada ao conformismo do Chelsea, que preferiu não aumentar seu ritmo para conseguir mais gols. O destaque ficou por conta de Clarke-Salter, defensor vindo da base, que também estreou pelos Blues. No mais, permanência do placar e vitória mais que assegurada.
Notas:
Courtois – 7,0
Azpilicueta – 6,5
Miazga – 6,5
Ivanovic – 6,0
Baba – 6,0
Mikel – 6,5
Fàbregas – 6,0
Pedro – 8,0
Loftus-Cheek – 8,5
Kenedy – 5,5
Remy – sem nota
Alexandre Pato – 7,5
Clarke-Salter – 6,0
Oscar – 6,5