Diante de líderes acima da média, Chelsea precisa definir seu rumo na temporada

Onze vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas é uma campanha digna de aprovação. No entanto, com os líderes Liverpool e Manchester City acima da média, sobra ao Chelsea, no atual momento, a quarta colocação da Premier League 2018/2019, a dois pontos do terceiro colocado Tottenham.

Os resultados negativos ocorreram contra os Spurs (3 a 1, na 13ª rodada, em Wembley) e Wolverhampton (2 a 1, de virada, na 15ª, também fora de casa). Este último é o único jogo que pode ser tratado como grande tropeço, apesar da boa campanha do time do Molineux Stadium, que ocupa a sétima posição. Bastaria ter vencido este duelo para ter, hoje, uma diferença encurtada para cinco pontos em relação ao topo da tabela.

Outros confrontos que não terminaram da melhor maneira foram os clássicos em Stamford Bridge, diante de Liverpool e Manchester United. Houve empate em ambos. Nada fora do normal, pela dificuldade de enfrentar esses fortes oponentes. No entanto, a equipe do agora demitido José Mourinho não se encontrou ainda na temporada, desde que ela se iniciou, e os Reds são justamente os líderes. Ou seja: um triunfo sobre o clube de Anfield deixaria o campeonato totalmente aberto neste fim de ano. Não que já seja algo perdido. Longe disso. Mas as tarefas de eliminar oito pontos de desvantagem para um rival e sete para outro são extremamente ingratas, principalmente pelo fato de os concorrentes em questão terem elencos que proporcionam mais opções do que o dos Blues.

Em suma, uma única decepção em 17 duelos é perfeitamente suportável. Só que, diante de um nível tão elevado como se apresenta a PL 18/19, o Chelsea precisa definir qual será a realidade da sua temporada: o futebol apresentado contra o Wolverhampton ou o do jogo diante do Manchester City. Vale a reflexão tanto para o distante título, quanto para a vaga na próxima Uefa Champions League, já que, neste último caso, a tendência é que um G5 siga na briga ao longo da liga, com um deles sobrando no fim.

Patrick Monteiro