Colunas: Qual é o problema?

Fàbregas aplaude as escolhas magníficas feitas pela FA (Foto: Independent)

Em sua festa de gala anual, a FA premiou os principais destaques da Premier League na temporada 2014/15. O Chelsea foi o time mais vencedor. Teve o craque da competição, Eden Hazard, além de emplacar seis nomes na seleção do campeonato. Mas estava faltando alguma coisa.

Quando a federação divulgou os finalistas para o prêmio de jogador da temporada, uma ausência já foi sentida. Diego Costa, Eden Hazard, Coutinho, De Gea, Aléxis Sanchez e Harry Kane. Será mesmo que Cesc Fàbregas não merecia o seu lugar?

A situação se agravou no último domingo, quando a seleção da Premier League foi divulgada. Fàbregas novamente foi ignorado. O “onze” foi formado por: De Gea, Ivanovic, Cahill, Terry, Bertrand, Sanchéz, Matic, Coutinho, Hazard, Kane e Diego Costa.

Se a eleição de melhor do campeonato ficasse restrita a três finalistas, Fàbregas mesmo assim mereceria estar lá (ao lado de, provavelmente, Hazard e Sanchéz/De Gea). O espanhol chegou aos Blues e se destacou pela sua técnica refinada e seu ritmo de jogo, que permitiu ao Chelsea ser mais controlador na maioria dos jogos. É a peça vital na conquista iminente do título. Realmente não é possível que isso seja ignorado.

Além disso, seus números são estupendos. Quando olhamos os escolhidos da FA, o jogador ofensivo mais questionável é Coutinho. Em uma breve comparação, feita pelo site de estatísticas “Squawka”, Fàbregas dá um baile no brasileiro. Em assistências, passes-chave, chances criadas, desarmes, finalizações certas e no ranking ofensivo e defensivo no geral. Coutinho ganha nos gols e nos dribles. Muito pouco para tanta badalação.

Apesar dessa (clara) injustiça, o Chelsea não pode sair da premiação se queixando por total, visto que algumas escolhas foram questionáveis.

Cahill fez uma grande temporada em 2013/14, mas teve uma queda imensa em questão de meses. Seu desempenho melhorou desde a eliminação para o PSG, mas ainda é impossível comparar. Não merecia estar na seleção. José Fonte, que lidera a melhor defesa da Premier League (26 gols sofridos, ao lado do Chelsea) com o Southampton, foi unânime entre quase todos os analistas.

Na direita, Ivanovic é figura questionável. Clyne, também do Southampton, foi o lateral-direito mais efetivo defensivamente nessa PL, enquanto Ivanovic não teve solidez no setor. No entanto, essa vaga estava mais aberta a discussões, e não podemos dizer que foi “injusto”.

A mesma situação se aplica ao ataque. Diego Costa teve um início de temporada brilhante, mas a queda de rendimento foi aparente, além do envolvimento em muitas confusões desnecessárias dentro de campo. Aguero, que foi esquecido nas duas eleições apesar de sua excelente temporada, jogou mais do que Costa em 2014/15 (sendo superior, inclusive, a Kane). Merecia vaga na seleção e entre os seis finalistas para o prêmio de craque. No entanto, como existiam três boas opões para duas vagas, a “injustiça” pode ser mascarada, e até debatida.

No prêmio de jovem da temporada, Kane levou com méritos, principalmente pelo seu desenvolvimento assustador em relação a temporadas anteriores.

Diferentemente da temporada passada, a FA teve muitas decisões questionáveis. Para você, blue, quem merecia entrar para o time? Já para você, FA, fica o conselho: Meça suas escolhas, parça. Estamos todos de olho.

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

Gabriel Belo