Cinco maiores perdas da ‘Era Abramovich’

A temporada 2018/19 chega a sua reta final. O Chelsea ainda briga para chegar a próxima UEFA Champions League em duas frentes. Na Premier League, os Blues estão em 6º, mas está com um jogo a menos que seus principais concorrentes (Tottenham, Arsenal e Manchester City). Na Liga Europa, os azuis de Londres conseguiram nessa quinta-feira avançar às quartas de final ao eliminar o Dinamo de Kiev.

Para que a diretoria abra os cofres do clube, é preciso conseguir se classificar para a Champions. Mas, caso isso realmente aconteça, é necessário não só contratar, mas também manter os principais jogadores do elenco.

Nessa semana, Zinedine Zidane reassumiu o comando do Real Madrid. A julgar pelos acontecimentos dos últimos meses, é bem provável que Eden Hazard rume para o time da capital espanhola.

Neste espaço, vamos relembrar transferências que doeram no coração do torcedor londrino e fizeram muita falta em Stamford Bridge.

Ricardo Carvalho

Junto com Terry, o português formou uma das melhores duplas de zaga da história recente dos Blues (Foto: whoateallthepies.tv)

Com o status de melhor defensor da UEFA Champions League 2003/04, o português Ricardo Carvalho veio para o Chelsea em julho de 2004. Junto com John Terry, ele formou uma das maiores duplas de zagueiros que os Blues já tiveram.

Ao todo, foram seis anos de Ricardo Carvalho com a camisa azul. Nesse período, ele fez 210 jogos, marcou 11 gols e impediu outras dezenas. Infelizmente não conseguiu vencer a Champions com o Chelsea, mas levantou títulos da Premier League e das copas nacionais.

Em 2010, foi transferido para o Real Madrid.

Matic

Sérvio foi contratado e vendido. Anos depois, o movimento voltou a acontecer (Divulgação)

O sérvio é um daqueles jogadores que o Chelsea não sabe bem o que fazer com ele. Foi contratado em 2009 (a preço de banana) e logo foi emprestado ao Vitesse, da Holanda. Em seu regresso, não convenceu e foi vendido ao Benfica. Em terras lusitanas, arrebentou. Resultado? Foi novamente contratado em 2014(agora custando milhões) e teve grande protagonismo com a camisa azul.

Em suas três temporadas com os Blues, ele formou grandes duplas no meio-campo com Fàbregas e Kanté. Principalmente com o francês, ele dominou os adversários na temporada 2016/17, de título da Premier League para o Chelsea.

Sua saída para o Manchester United abriu grande lacuna no meio-campo que até hoje não foi preenchida.

Ramires

Ramires foi um dos brasileiros mais queridos pela torcida (Foto: Reuters)

Talvez o brasileiro que mais caiu nas graças da torcida londrina. Ramires foi contrato em 2010, vindo do Benfica e não demorou muito para conquistar seu lugar entre os titulares.

Seu ápice veio na temporada 2011/12. O título da UEFA Champions League teve participação fundamental do brasileiro. Mesmo não jogando a final contra o Bayern, ele foi um dos responsáveis por eliminar o Barcelona, na semifinal. No jogo de ida, deu o passe para o gol de Drogba. Na volta, fez um golaço por cobertura em pleno Camp Nou. Além do protagonismo, sua polivalência ofensiva e defensiva fez com que ele caísse nas graças do torcedor e do então treinador, Roberto Di Matteo.

Ramires deixou o Chelsea em 2015, rumando para o então promissor futebol chinês.

Robben

Robben chegou no Chelsea ainda como promessa e saiu como uma realidade (Divulgação)

A aparição de Robben no futebol foi explosiva. Com uma grande Eurocopa de 2004, o Chelsea, que acabava de ser comprado por Roman Abramovich, investiu suas fichas na jovem (e já calvo) promessa do futebol holandês.

Foram três temporadas com a camisa dos Blues. Ao todo, os torcedores viram por 67 oportunidades Robben infernizar as defesas adversárias e fazendo 15 gols.

Desde que saiu, em 2007 para o Real Madrid, o Chelsea nunca mais encontrou um ponta direita que fizesse trabalho semelhante ao do holandês.

Diego Costa

Pelo bem ou pelo mal, Diego Costa marcou história nos Blues (Divulgação)

Esqueça as polêmicas. Esqueça as rusgas que fizeram ele deixar o clube. Diego Costa foi um extraordinário atacante com a camisa do Chelsea. Tanto com Mourinho, quanto com Hiddink e Antonio Conte, ele balançou as redes e empolgou demais a torcida londrina.

Em 120 jogos, ele fez 59 gols, sendo muitos decisivos. Seu retorno para o Atletico de Madrid fez com que os Blues penassem para encontrar um substituto. Somos ainda viúvas de Diego Costa. É inegável.

Extra

Vale destacar ainda outras saídas importantes que deixaram lacunas no elenco dos Blues. Kevin De Bruyne, Salah, Veron, Ballack, Crespo e Gudjohnsen são algumas delas que deixaram saudade no coração e nas táticas de nossos treinadores.

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

Willian Guerra