Chelsea - Campeão da Champions 2011-2012

A UCL de 2011/2012 e Ryan Bertrand

Todo torcedor do Chelsea sabe da temporada 2011/2012 que culminou com a incansável luta pelo título inédito da UCL. Mas, não apenas a vitória, (nos pênaltis), contra o Fußball-Club Bayern, München e. V., no estádio Allianz Arena que materializou a vitória.

Dentre as equipes com mais chances, o Chelsea era uma das maiores incógnitas.

O Chelsea se classificou para a UCL de 2011/2012, em virtude de ter alcançado o vice-campeonato na temporada anterior na Premier League; o Chelsea terminou com nove pontos a menos do Manchester United, o que acabou em uma rescisão de contrato com o ex-técnico Carlo Ancelotti. Para o seu lugar, o Chelsea contratou o jovem André Villas-Boas, que tinha sido campeão português com o Porto.

A história começou a mudar no dia 11 de fevereiro de 2012, quando o Chelsea deixou o 4º lugar, após perder vergonhosamente para o Everton por 2-0 (neste dia o Chelsea deu apenas três chutes ao gol).  Villas Boas cancelou o dia de folga de seu time, o que fez com que os líderes do Chelsea (Cech, Terry, Drogba, Lampard, Essien e Cole) fossem falar diretamente com Roman Abramovich.

Em outras palavras, o clima esquentou em Stamford Bridge.

No dia 21 de Fevereiro de 2012, seria a estreia do Chelsea nas oitavas-de-final da Champions League, iríamos visitar o Napoli, que havia se classificado em segundo lugar, em um grupo que tinha o próprio Bayern de Munique, o Villareal e o Manchester City.

Neste dia (derrota de 3-1), Villas-Boas deixou Cole, Essien e Lampard no banco, o que fez com que o próprio diretor técnico do clube, pedisse uma explicação em nome do próprio Abramovich.

E então, ocorreu a cartada final. No derradeiro 4 de março de 2012, o Chelsea perdeu para o West Brom, por 1 a 0 ficando três pontos atrás do Arsenal (que estava em 4º lugar), o que fez com que Villas-Boas fosse dispensado, e seu assistente-técnico assumisse a vaga: Roberto Di Matteo.

Incrivelmente, agora com os titulares em campo, o Chelsea virou um resultado de 3 a 1, vencendo o Napoli por 4 a 1 (na prorrogação), passando para as quartas-de final, e pegando o Benfica. Apenas para se ter uma ideia, na fase de grupos, o Napoli perdeu apenas para o Bayern de Munique, na Alemanha, e ainda por 3 a 2.

Pronto! Com duas vitórias (1-0 e 2-1), o Chelsea mais uma vez estava na semi-final da competição. O problema é que das quatro equipes (Chelsea, Real Madrid, Barcelona e Bayern), o Chelsea era o maior azarão para vencer a UCL. Nas casas de apostas europeias, a lógica para uma final era:

  • Real Madrid X Barcelona (65% chances)
  • Barcelona X Bayern (23% chances)
  • Real Madrid X Chelsea (10% chances)
  • Bayern X Chelsea (2% chances)

Dizem os periódicos ingleses que o Chelsea só foi campeão, porque os líderes é que ditavam como era para ser jogado (táticas), e, inclusive, quem seriam os titulares.

Se foi verdade ou não, jamais saberemos; porém, o que é um fato, é que, a partir do 2º jogo com o Napoli, os jogadores deram realmente “o sangue“, principalmente nos dois jogos contra o Barcelona e na final contra o Bayern de Munique.

Ryan Bertrand - UCL 2011-2012
Ryan Bertrand – UCL 2011-2012

Ryan Bertrand e a final da UCL 2011-2012

O fato inusitado foi a escalação da final da Champions quando o Chelsea foi campeão. O Bayern não podia contar com David Alaba, Holger Badstuber e Luiz Gustavo. Porém, do lado do Chelsea, as perdas eram bem maiores: Branislav Ivanovic, Raul Meireles, Ramires John Terry estavam indisponíveis.

O Chelsea, através de Roberto Di Matteo, escolheu começar como titular o jovem jogador Ryan Bertrand, ao invés de entrar com Florend Malouda, Fernando Torres ou mesmo Essien.

Novamente as “más linguas” dizem que foi uma resposta do treinador para os líderes, para saber realmente “quem mandava“.  Bertrand, que sequer tinha ficado no banco em todos os jogos do Chelsea pela UCL (inclusive em dois deles, – contra o Bayern Leverkussen e contra o Genk -, estava jogando com a equipe sub-21 do Chelsea), jogou até os 28 do segundo tempo, sendo substituído por Florend Malouda.

Nos 73 minutos que jogou sua única partida pelo Chelsea, pelo campeonato da UCL 2011-2012, Bertrand teve uma partida pífia, sem nenhum cruzamento ou mesmo alguma jogada que pudesse fazer com que o narrador lembrasse o seu nome. Era o típico jogador que só foi lembrado quando foi substituído.

Bertrand seria a aposta de Di Matteo, porém, o treinador só avisou que Bertrand seria o titular, momentos antes da escalação.  Na campanha da UCL 2012-2013, Bertrand foi titular (novamente com Di Matteo) em dois jogos: no empate contra a Juventus (2-2) em Stamford Bridge, e na vitória contra o Shaktar (3-2) também em Stamford Bridge.

Menos de quatro meses depois de iniciado a Premier League de 2012-2013, Di Matteo foi demitido, sendo substituído pelo técnico mais odiado que já passou pela gestão de Abramovich: Rafael Benitez.

#GoBlues

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Category: Opinião

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Article by: Dalton Gerth

Torcedor do Chelsea desde a época em que Vialli era técnico E jogador, advogado e estudante de licenciatura em Matemática.