A insatisfação com o trabalho de Antonio Conte

Pode ser o último jogo do Chelsea na Premier League sob o comando de Antonio Conte. Recentemente, o italiano voltou a expor sua opinião sobre a saída de Michael Emenalo, ocorrida em novembro, do clube londrino. Na sexta-feira (11/05), Conte afirmou que “perder Michael (Emenalo) foi uma grande perda para nós […] Ele fez um grande serviço neste clube por muitos anos, me ajudou muito na temporada passada. Nesta temporada, ele me ajudou muito, até sair”, afirmou o treinador.

Inicialmente, devemos relembrar que Conte tinha a missão de defender o título inglês. Além de aspirar sonhos mais prósperos na UEFA Champions League. Desta forma, o Chelsea começou a temporada com a marca de ter sido o segundo maior investimento na temporada de uma equipe inglesa. Um índice inferior apenas ao Manchester City. Portanto, o lado econômico, que seria uma propulsor do time londrino, fez o sentido inverso – mais pressão – com os resultados insatisfatórios.

A reflexão sobre Emenalo, tendo em mente o viés de Antonio Conte, é um ponto esquecido por parte considerável da torcida. Desta forma, a frase do italiano ganha um significado implícito que o ocorrido pode ter sido um fator-chave na improdutividade do Chelsea. Seria leviano pensar que a saída dele é a única razão, mas existe um ponto interessante sobre o Chelsea desde sua saía do clube.

Na data da saída do ex-diretor do clube, a equipe de Stamford Bridge estava no Top 4 e acima do Liverpool. Neste domingo, quis o destino que o Chelsea dependesse do resultado da equipe de Merseyside para se classificar ao principal torneio de clubes europeus.

Além disso, a incômoda lista de técnicos com passagens curtas durante o reinado de Roman Abramovich só aumenta. Não entrarei no mérito do saudosismo quanto alguns comandantes que passaram pelo banco de reservas de Stamford Bridge. Por outro lado, devo ressaltar que muitos treinadores saíram do cargo em situações muito mais incômodas que o ex-treinador da Juventus.

Vamos aos nomes os ex-treinadores. Claudio Ranieri, José Mourinho (duas passagens), Avram Grant, Luiz Felipe Scolari, Guus Hiddink (duas passagens), Carlo Ancelotti, André Villas-Boas, Roberto Di Matteo, Rafa Benitez. Ou seja, são nove treinadores em 15 anos e Era Abramovich.

Deste modo, compactuo com a insatisfação sobre o desempenho o Chelsea nesta temporada, mas nem tudo é tão simples quanto parece. O capítulo de Emenalo nesta novela dramática tem sua importância e relevância. O modo conflitivo de Conte administrar certas questões também deve ser ressaltado. Portanto, são muitos questionamentos pendentes na campanha do Chelsea. Muito por isso, a equipe não depende somente de suas pernas na Premier League.

Pergunta de hoje

Em adição, proponho uma associação com o que foi dito por Juan Mata, ex-Chelsea e atualmente no Manchester United. O espanhol afirmou que a temporada do Manchester não será ruim, caso o United vença o Chelsea na final da Copa da Inglaterra. Mas se o Chelsea conseguir a taça da FA Cup e não conseguir a classificação para a “UCL”? Em outras palavras, a temporada será abaixo do esperado, mas ela será desastrosa?

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

João Vitor Marcondes

Taubateano e jornalista.