Três zagueiros e muitas formações possíveis

O esquema de três zagueiros de Antonio Conte segue firme nesta temporada. Após tanto sucesso em 2016/17, muitos pensaram que o italiano abriria mão de seus marcadores para não ficar tão ‘previsível’ contra seus adversários. Errado. Da escola italiana de marcação, Conte adaptou seus defensores para jogarem nessa linha de três.

Os nomes disponíveis para o treinador são: Rudiger, David Luiz, Azpilicueta, Cahill e Christensen. Além da zaga, é preciso pensar o que fazer a partir de sua composição. E é isso que pode definir uma partida. Fora o já conhecido 3-4-3, como a equipe pode ser formada a partir do meio-campo?

3-1-4-2

Talvez essa seja a opção mais arriscada – mas muito usada por Conte. Na frente dos três zagueiros, Kanté aparece como o único volante de marcação. A linha de quatro jogadores no meio-campo tem, em suas pontas, Marcos Alonso e Moses, que costumam apoiar muito no ataque, mas também fazem o papel de laterais, caso seja necessário.

Kanté fica como único homem de marcação neste esquema

Completam a linha de quatro jogadores mais dois meias – criativos, na maioria dos casos. Fábregas e Hazard são os mais cotados para as posições. Mais à frente, um atacante de movimentação e um fixo. Normalmente, os que fazem estes papéis são Pedro e Morata.

Com essa formação, o Chelsea fica solto para construir jogadas ofensivas e de criatividade. Hazard tem liberdade para subir ao ataque e, caso necessário, trocar de posição com Pedro durante o jogo. Na parte de trás, David Luiz tem que se conter e não pode subir para a posição de volante – como gosta de fazer.

3-5-2

Esta tem sido uma tática muito usada, também. No esquema com cinco meias, a opção é por ter dois volantes de marcação que possam sair jogando com os alas. Normalmente é composto por Bakayoko e Kanté alternando entre primeiro e segundo marcadores. Alonso e Moses, pelas alas, fazem o papel de linha de fundo – tanto no ataque como na defesa.

Com a entrada de Bakayoko, a marcação fica reforçada (Foto: Independent.uk)

Hazard fica como único homem centralizado, sempre voltado ao ataque. Assim como no 3-1-4-2, os dois jogadores de frente costumam ser Pedro e Morata, com o camisa 9 fixo. A posição de Hazard e Pedro é trocada constantemente, dependendo das circunstâncias do jogo.

Bakayoko ou Kanté – alternados – aparecem como elementos surpesas próximos à área da equipe adversária, já que a marcação fica contida com o trio de zaga e a dupla de pontas. Além disso, vale ressaltar: Hazard pode fazer a função de segundo atacante, enquanto Pedro dá a Fábregas uma vaga no meio-campo. Conte fica livre para escolher nessas circunstâncias.

3-2-4-1

Pouco usada mas existente, a formação torna a equipe um pouco mais defensiva, deixando Morata como único homem de referência para o ataque. À frente do trio de zaga, dois volantes (Kanté e Bakayoko), e quatro meias. Neste caso, Willian costuma pintar como titular por sua velocidade. As alas não mudam, e o brasileiro faz a aproximação à frente junto com Hazard.

A escalação de Willian dá velocidade ao ataque (Foto: Getty Images)

Durante o jogo, neste esquema, Hazard pode ser um homem de criação no meio, deixando Willian flutuar no ataque pelos dois lados. Bakayoko sobe um pouco para ser o elemento surpresa, criando jogadas pelo meio-campo e com lançamentos.

Mesmo com tantas variações, a conclusão é única: com três zagueiros, Conte sabe muito bem como se virar.

Lucas Olivan

Jornalista, 22 anos. Apaixonado pelo Chelsea desde 2006 e fã de segundos-volantes que sabem sair jogando. Luto todos os dias pelo objetivo de trabalhar com jornalismo esportivo.