Terceiro Tempo: A confiança para os momentos decisivos

A vitória do Chelsea por três a zero contra o Burnley em Stamford Bridge pela Premier League foi uma boa oportunidade de usar o seu Codigo bonus Bet365 e um ponto de mudança na confiança do time na temporada, principalmente em relação aos jogos em casa.

Apesar de a escalação apresentar algumas mudanças e ajustes, o desempenho coletivo foi mais parecido com aquele que o treinador Frank Lampard quer ver na equipe.

Porém, as mudanças constantes na equipe não têm sido feitas apenas para rodar o time titular e poupar jogadores. Elas também são fruto da dificuldade de Lampard em definir seu time titular.

Primeiro Tempo: O jogo contra o Burnley

Lampard, fez duas mudanças em relação ao time que empatou em um a um com o Brighton na rodada anterior da competição nacional. O volante N’golo Kanté sofreu uma lesão que permitiu a introdução do meio-campista Ross Barkley em seu lugar. Na linha de frente, o americano Christian Pulisic também sofreu uma lesão, o que permitiu que o jovem Callum Hudson-Odoi fosse titular.

Um dos pontos fortes do Blues foi o meio-campo. Esse é o setor onde o Chelsea possui mais opções. Kanté, Jorginho, Barkley, Matteo Kovacic, Mason Mount (que também joga como ponta), o lesionado Ruben Loftus-Cheek e o jovem Billy Gilmour. Neste jogo, Lampard optou por utilizar a profundidade do elenco. Com Kanté fora e Kovacic no banco novamente, vimos um novo meio-campo, que não havia sido testado.

O trio do meio-campo consistia em Jorginho na base, com os ingleses Mason Mount e Ross Barkley acompanhando as outras duas posições. Barkley jogou um pouco mais recuado do que Mount, e era difícil saber como esse trio funcionaria.

Barkley jogou mais recuado do que está habituado (Foto: Reprodução Twitter Oficial Chelsea)

Uma das fraquezas do Chelsea nesta temporada tem sido a incapacidade de quebrar defesas que jogam muito recuadas. Existem algumas equipes na Premier League que jogam dessa maneira, e o Burnley é uma das melhores no quesito. O treinador Sean Dyche, ao longo dos anos, treinou seus jogadores para que sempre fechem todos os espaços.

A mudança tática no meio-campo do Chelsea foi essa diferente utilização de Barkley. Muitos assumiram que ele, junto com Mount, seria um meia mais ofensivo. No entanto, Lampard utilizou o inglês mais próximo de Jorginho.

Mas Barkley não jogou a partida toda ao lado de Jorginho. Em vez disso, Barkley foi instruído a ficar entre as linhas do Burnley, atacando os espaços com infiltrações. Esse movimento foi útil no Chelsea na construção do ataque, porque criou espaço nas linhas do Burnley, que são muito estreitas.

Vale destacar o talento de Hudson-Odoi. Ele fez com que os jogadores do Burnley fossem atraídos por ele. O drible e velocidade de Odoi permitiram ao Chelsea uma incisão na defesa adversária, que  teve o efeito de afrouxar a rigidez das linhas de Burnley. Assim, o Chelsea poderia criar espaço, já que o Burnley estava sendo arrastado várias vezes para posições difíceis.

Hudson-Odoi marcou seu primeiro gol na Premier League e foi um dos destaques (Foto: Sky Sports)

É importante lembrar que Reece James se conectou muito bem com Odoi e também foi um dos melhores em campo, mostrando muita força física e competência nos cruzamentos.

Willian e Abraham também mostraram inspiração. O brasileiro foi responsável por grande parte das armações ofensivas, enquanto o inglês teve uma atuação típica de centro-avantes, segurando bem a bola, mostrando sua força e ocupando bem os espaços.

De forma geral, pode-se dizer que foi uma boa partida dos Blues, principalmente no tocante à confiança.

Segundo Tempo: A fraqueza em casa e as constantes mudanças

O time entrou neste jogo com uma péssima forma em casa. Os Blues haviam perdido três dos últimos quatro jogos em Stamford Bridge. Todas as três derrotas foram contra equipes que lutam na metade inferior da tabela.

Porém, depois de superar um começo de jogo preocupante, a atitude do time se mostrou mais confiante. A equipe cresceu após assumir a liderança e jogou com a liberdade e leveza que muitas vezes não tem.

Essa forma de jogar será muito bem-vinda em Stamford Bridge, com o Chelsea recebendo o Arsenal, o Manchester United, o Tottenham e o Bayern de Munique nos próximos quatro jogos em casa.

A temporada dos Blues reflete claramente um time em formação. Mas afinal, qual é o time titular? Hoje, é difícil dizer.

Kanté, Jorginho e Kovacic. Quem é titular? (Foto: Tribuna.com)

No gol, Kepa Arrizabalaga é o óbvio titular. Na lateral direita, James e César Azpilicueta são utilizados com frequência, mas não há um titular absoluto. Na esquerda, o próprio espanhol tem sido improvisado como titular, mas Emerson e Marcos Alonso também brigam pela posição, que também não tem dono inquestionável.

Na zaga, pode-se dizer que o único titular é o alemão Antonio Rüdiger. Ele retornou de lesão e recuperou seu lugar no time. Seu parceiro pode ser Kurt Zouma, que tem jogado bastante, Fikayo Tomori, que joga regularmente, mas não está tão bem quanto no início da temporada, ou Andreas Christensen, que até hoje não mostrou a segurança necessária para jogar todos os jogos.

O setor do meio campo, onde o Chelsea tem mais opções, também não está definido. Jorginho, Kanté, Kovacic e Mason Mount estão tendo ótimos momentos na temporada, mas o torcedor não sabe dizer quais deles são intocáveis. Jorginho e Kovacic começaram a temporada em alta e continuam bem, mas mesmo assim não são sempre titulares.

Kanté está convivendo com lesões e acaba não estando sempre disponível, o que também atrapalha o planejamento da estrutura do time de Lampard. Mount, por sua vez, altera bons e maus jogos e ainda não descobriu seu posicionamento ideal, apesar de ser muito promissor.

No ataque, Abraham e Willian são titulares de fato, enquanto Odoi e Christian Pulisic brigam pela outra vaga. Nessa disputa, o norte-americano parece estar um pouco à frente.

Dessa forma, fica claro que, por incrível que pareça, os únicos titulares absolutamente inquestionáveis da equipe são Kepa, Rüdiger, Willian e Abraham.

Kanté, Jorginho e Kovacic, por exemplo, estão entre os melhores jogadores do Chelsea na temporada, mas o torcedor não sabe dizer quais deles são de fato titulares. Isso acontece porque todos eles já estiveram fora da formação inicial em diferentes momentos.

No caso de Kanté, pode-se dizer que é muito provável que o francês fosse titular em todos os jogos caso as lesões não se fizessem tão presentes.

Prorrogação: Os próximos desafios

A temporada está chegando a seus momentos decisivos, e Lampard precisa ter uma ideia melhor de qual é o seu conjunto ideal. Mesmo que uma ou duas posições não sejam imutáveis, a base precisa estar mais construída.

Resta saber também se alguma contratação de peso irá ser feita. Algumas posições, como as laterais, a zaga e o ataque, precisam ser reforçadas.

Os próximos jogos do Chelsea são:

18 de Janeiro: Newcastle vs Chelsea (Premier League)

21 de Janeiro: Chelsea vs Arsenal (Premier League)

25 de Janeiro: Hull City vs Chelsea (FA Cup)

01 de Fevereiro: Leicester vs Chelsea (Premier League)

17 de Fevereiro: Chelsea vs Man Utd (Premier League)

22 de Fevereiro:  Chelsea x Tottenham (Premier League)

25 de Fevereiro: Chelsea x Bayern de Munique (Champions League)

O momento mais importante da temporada se aproxima, é a hora de separar os jogadores úteis dos jogadores cruciais.

Bruno Pizarro