Especial: Uma década de glórias – Parte II

José Mourinho conquistou seis títulos pelo Chelsea, mas deixou a equipe em 2007 (Foto: Chelsea FC)
José Mourinho conquistou seis títulos pelo Chelsea, mas deixou a equipe em 2007

Depois de faturar de forma inquestionável o segundo campeonato inglês de sua história, e primeiro da “Era Abramovich”, o Chelsea viveu, nos anos seguintes, tempos felizes, com a conquista de mais um título inglês, uma Copa da Inglaterra, uma Community Shield e outra Copa da Liga. Porém, uma parceria que todos achavam que duraria muitos anos, e que os torcedores dos Blues gostariam que tivesse durado para sempre, acabou sendo rompida, até de forma surpreendente. José Mourinho deixou o cargo de técnico do Chelsea em setembro de 2007, ainda no inicio da temporada, e colocou o que parecia um fim na história de glórias que construíram juntos.

Este segundo capítulo do Especial que fala sobre a primeira década do Chelsea sob a tutela de Roman Abramovich, considerada por muitos a década de ouro da equipe, conta exatamente a história deste período entre a alegria pela conquista do segundo título inglês da história dos Blues e a tristeza da saída de Mourinho.

Contudo, o que poucos imaginavam, é que na temporada em que o Special One deixava Stamford Bridge, os Blues chegariam a primeira final de UEFA Champions League de sua história, mas isto é conto para outro capítulo.

A temporada 2005/2006 começou com a empolgação da conquista da Premier League na temporada anterior e com a chegada de novos reforços. Se Mourinho abriu mão de um volante titular, Tiago, que deixou o Chelsea rumo ao Lyon, da França, o português foi logo buscar um jovem e promissor volante ganês: Michael Essien, que veio do mesmo time francês. O Chelsea também foi atrás da revelação inglesa Shaun Wright-Phillips, que defendia o, até então, modesto Manchester City. Cada um deles custou 20 milhões de libras.

Além deles, o Chelsea trouxe de volta Hernán Crespo, que havia tido boa temporada com a camisa do Milan. O jogador veio para rechear ainda mais as opções de centro avante dos Blues, que já contavam com Gudjohnsen e o ídolo Drogba, mostrando que a preferência de Mourinho pela presença de três matadores no elenco é antiga.

Já na primeira partida da temporada o Chelsea conquistou um título, a Community Shield, em vitória por 2-1 sobre o Arsenal, em Cardiff, no País de Gales, já que o famoso Wembley ainda se encontrava fechado para reformas. Ambos os gols daquele título foram marcados pelo matador dos grandes jogos, Didier Drogba. O então camisa 15 fez um tento em cada tempo e garantiu mais um troféu na galeria azul. O gol do Arsenal foi marcado por um garoto de 19 anos, um tal de Cesc Fàbregas.

Durante a temporada a equipe se comportou da mesma forma como na anterior, num 4-3-3 que se transformava em um 4-2-3-1 quando o Chelsea tinha a posse de bola. Porém, a entrada de Essien no meio campo aumentou a força no setor e adicionou mais marcação e mais uma opção para o chute de fora da área, que o ganês proporcionava em seus melhores momentos.

No centro das ações do time continuava um talentoso e esforçado Lampard, que não só novamente foi o artilheiro da equipe, com 20 gols, como esteve em 49 dos 54 jogos da equipe na temporada. Terry também atingiu este número de jogos na temporada, dois ídolos que nunca abandonavam o campo de batalha.

Diferentemente da temporada anterior, Gudjohnsen teve uma participação mais discreta, com apenas três gols na temporada, em 36 jogos. Porém, Drogba e Crespo deram conta do recado e marcaram 14 e 13 gols nas campanhas, respectivamente. Joe Cole marcou 10 e foi o quarto artilheiro da equipe. Além disso, o ponta inglês passou a ter papel ainda mais importante na equipe, se posicionando pela ala direita e participando de quase todas as jogadas ofensivas, além de ter melhorado consideravelmente sua capacidade tática sob o comando de Mourinho. Seu desempenho com a camisa azul lhe rendeu uma vaga entre os titulares da seleção da Inglaterra que chegou a Copa de 2006, na Alemanha, como uma das favoritas.

Joe Cole foi destaque no bicampeonato inglês (Foto: Chelsea FC)
Joe Cole foi destaque no bicampeonato inglês

Robben, que ainda tinha algum cabelo, continuou a demonstrar excelente futebol e conquistou de vez a vaga de titular na equipe, atuando pela esquerda e se mostrando rápido e habilidoso. Fez sete gols na temporada. Porém, Damien Duff, um destaque da temporada anterior, acabou caindo bastante de rendimento, o que lhe rendeu não só uma posição no banco durante toda a temporada como o fez ser negociado com o Newcastle ao fim da temporada.

O Chelsea precisou de apenas três rodadas na Premier League para alcançar a liderança e de lá não mais saiu. Não perdeu o primeiro lugar por sequer uma rodada, foi uma caminhada sólida para o título.

No total, a equipe perdeu apenas cinco jogos na Premier League, sendo que duas derrotas ocorreram depois que o Chelsea já havia garantido o título inglês. Nestes jogos, Mou utilizou jogadores reservas, como Geremi, Lassana Diarra e Wright-Phillips. Sendo que este último, apesar de ter sido contratado com grande expectativa, não conseguiu mostrar bom futebol e passou a temporada sem marcar gols.

Entretanto, um dos grandes jogos da temporada, se não o maior, foi exatamente o que antecedeu estas duas derrotas. Chelsea e Manchester United eram os líderes do campeonato e a equipe londrina precisava apenas de um empate para garantir o título antecipadamente. Mas o confronto em Stamford Bridge foi além das expectativas, com os Blues conseguindo um brilhante 3-0, gols de Gallas, Cole e Carvalho.

Os torcedores azuis que lotaram sua casa não só viram uma vingança para a derrota por 0-1 no primeiro turno, jogo que encerrou uma série invicta de 40 jogos dos Blues na Premier League; mas viram também seu time conseguir um bicampeonato histórico, superando novamente a barreira dos 90 pontos, desta vez 91, oito a frente do segundo colocado.

Terry levanta a Premier League pela segunda vez seguida (Foto: Getty Images)
Terry levanta a Premier League pela segunda vez seguida (Foto: Getty Images)

Na Champions League, que àquela altura já era obsessão de Abramovich, o Chelsea não conseguiu repetir os bons resultados da temporada anterior e foi eliminado nas oitavas de final, em duelo apertado contra o Barcelona de Ronaldinho e Deco.

Já na FA Cup, o Chelsea parecia que chegaria ao título, mas foi eliminado para o Liverpool nas semi-finais, por 2-1. Na Copa da Liga, os Blues foram eliminados ainda em sua estreia, nos pênaltis, para o Charlton. Huth, que até então era considerado promessa da zaga azul, errou o pênalti que custou a vaga do time na competição.

Com o fim da temporada, mais uma com pratarias na galeria do Chelsea, veio a Copa do Mundo, vencida pela Itália, e novamente o mercado de transferências. E Mou não ficou para trás e foi bem ao mercado.

Mesmo após os dois títulos ingleses, uma posição se mostrava carente no elenco azul, a lateral esquerda, que vinha sendo revezada por Gallas, Wayne Bridge e Asier del Horno, sendo que os dois últimos não convenceram tanto e acabaram deixando o clube. O primeiro por empréstimo ao final da temporada 2004/2005 e o segundo em definitivo ao fim da temporada seguinte, sendo que del Horno acabou por ficar apenas uma temporada em Londres, apesar das esperanças que se depositava nele.

Para esta posição, Mourinho foi atrás do melhor lateral inglês em atividade e titular de sua seleção: Ashley Cole, que jogava no Arsenal. E se você acha que Abramovich gastou um caminhão de dinheiro para tê-lo, você está enganado. Foi preciso apenas William Gallas, mais cinco milhões de libras.

A transferência foi um espanto à época e causou grande comoção nos torcedores gunners que até hoje tratam Ashley como um traidor. E se Gallas nunca conseguiu demonstrar um bom futebol nos vizinhos londrinos, Cole foi peça fundamental da equipe por anos e é considerado no lado azul de Londres um dos grandes ídolos da história do time. Olhando em retrospectiva, a imprensa britânica trata a transferência de Cole para o Chelsea com uma das maiores pechinchas do futebol inglês.

Joe Cole chegou para ser titular e virou ídolo no Chelsea (Foto: Julian Finney/Getty Images)
Ashley Cole chegou para ser titular e virou ídolo no Chelsea (Foto: Julian Finney/Getty Images)

O lateral Bridge, que havia sido reserva de Ashley Cole na Copa do Mundo, retornou de empréstimo, depois de ótima temporada no Fulham, e seguiu como boa alternativa para a lateral.

Além de Gallas, outro importante jogador dos anos recentes que deixou o elenco foi Gudjohnsen, que rumou ao Barcelona, por oito milhões de libras. Crespo também deixou o Chelsea e voltou ao futebol italiano, desta vez para jogar na Internazionale, por empréstimo de dois anos, que, coincidentemente, durou até o fim de seu contrato.

Para a temporada 2006/2007 não veio apenas o lateral, mas também outros grandes nomes. Andriy Shevchenko chegou a Londres por 30 milhões de libras e envolto em uma áurea imensa de esperanças, depois de se consagrar como um dos maiores atacantes do mundo com a camisa do Milan.

Outra adição de peso foi Michael Ballack que, acreditem se quiser, chegou ao Chelsea de graça, oriundo do gigante alemão Bayern de Munique.

Sheva e Ballack chegaram a Londres com status de craques (Foto: Chelsea FC)
Sheva e Ballack chegaram a Londres com status de craques (Foto: Chelsea FC)

Contudo, a temporada não começou tão bem como a anterior. O Chelsea perdeu a Community Shield para aquele que talvez tenha sido o maior rival desse período, o Liverpool de Rafa Benítez. O jogo terminou 1-2, porém Shevchenko, que iniciou a partida como titular, marcou o gol solitário dos Blues, deixando os torcedores esperançosos para a temporada que viria.

Não foi o que se viu em campo. E apesar da marca de 13 gols em 50 jogos, apenas quatro deles foram marcados na Premier League, em 30 jogos. Na realidade, a maioria de seus tentos foram marcados em jogos menores, de competições menores.

E se um goleador se sobressaiu na temporada, foi ele, Didier Drogba, que, pela primeira vez, conseguiu uma temporada acima dos 20 gols. E foi muito além: 33 gols, se tornando o artilheiro máximo da equipe na temporada e tirando todas as dúvidas que se colocava em torno de seu potencial. O marfinense, que passou a utilizar a famosa camisa 11 naquela temporada, foi o artilheiro da Premier League pela primeira vez, integrou a equipe do ano do mesmo campeonato e foi eleito jogador africano do ano. Uma temporada de redenção para o atacante.

Apesar de triste, o momento que talvez mais tenha ficado marcado naquela temporada foi a confusa partida contra o Reading, em outubro de 2006. A partida contou com duas expulsões, um gol contra, que deu a vitória ao Chelsea, e dois goleiros lesionados, sendo ambos dos Blues.

Logo no primeiro minuto, Petr Cech, titular absoluto da equipe, chocou-se com o irlandês Stephen Hunt em sua pequena área e foi ao chão.  O que inicialmente parecia um choque comum, acabou causando grande temor em quem estava no estádio, ou, como eu, via o jogo pela televisão. Cech não se levantou, foi atendido cuidadosamente por vários minutos posteriormente retirado de campo.

Mais tarde, descobriu-se que Cech havia sofrido uma grave fratura no crânio e, anos depois, Mourinho e médicos do Chelsea afirmaram que a pancada por pouco não custou a vida do arqueiro. Pela contusão, o goleiro passou por cirurgia e ficou três meses fora dos gramados. Quando voltou ao combate, em janeiro de 2007, Cech ostentava um capacete de rugby, que nunca mais deixou de usar e que se tornou sua marca registrada.

O que poucos se lembram é que naquele jogo Cudicini, reserva imediato e que havia entrado na vaga do lesionado Cech, a um minuto do fim do jogo recebeu forte trombada do zagueiro Ibrahima Sonko pelo alto e foi ao chão, inconsciente. E assim como seu titular, acabou sofrendo uma lesão na cabeça, porém em grau mais leve. Terry foi para o gol nos minutos finais, já que não havia outros goleiros no banco, como de costume.

Cech passou a utilizar o famoso capacete após a lesão (Foto: Reuters)
Cech passou a utilizar o famoso capacete após a lesão (Foto: Reuters)

Curiosamente, o Chelsea perdeu apenas três partidas na Premier League, duas a menos do que na temporada anterior, em que foi campeão. Todavia, a equipe de Mourinho empatou 11 na competição, o que acabou custando aos azuis o título, já que a equipe londrina ficou apenas seis pontos atrás do campeão Manchester United.

Dos 11 empates da equipe na Premier League, cinco ocorreram entre a lesão de Cech e sua volta, exatamente no período das festas natalinas, que, muitos acreditam, acaba sendo o período que decide o campeonato. Hilário, que ocupou a vaga de goleiro titular na ausência dos dois preferidos, falhou em jogos seguidos e foi bastante criticado pela torcida.

O estilo de jogo da equipe foi modificado para a temporada, mas o time continuou contando com jogadas pelos lados campo, aproveitando a velocidade de Robben e Joe Cole, que apesar de terem jogado bem, não foram tão decisivos quanto nas temporadas anteriores, o que fez com que o recém chegado Salomon Kalou recebesse várias chances na equipe.

E a alteração na equipe foi a entrada de Ballack no time titular, fazendo com que a equipe se comportasse mais como um 4-4-2. Robben e Cole revezavam uma vaga ao lado de Drogba e o meio de campo era formado por Makélélé, Essien, Lampard e Ballack.

Com isso, o Chelsea passou a jogar um futebol menos criativo e mais pragmático, o que talvez tenha sido decisivo para a perda do título inglês. Para muitos, isso daria mais segurança ao time, que até chegou às semi-finais da UEFA Champions League, sendo eliminados para o Liverpool por 4-1 nos pênaltis. Depois de vitórias simples de cada um dos times em casa. Mas a verdade é que o time de Mou perdeu bastante em criatividade e sofreu para conseguir abrir espaços das defesas adversárias em jogos considerados fáceis, como contra Fulham, Reading e Aston Villa.

Se na Premier League e na UCL a história dos Blues foi triste, na FA Cup a equipe obteve grande sucesso e alcançou a final após cinco anos de ausência. A partida, ponto alto esportivo do Chelsea na temporada, marcou a reinauguração do novo Wembley, o que elevou o confronto a status de jogo mais esperado da temporada. Até porque estavam frente a frente um Chelsea que havia conquistado o bicampeonato inglês nas temporadas anteriores contra um Manchester atual campão.

O confronto foi recheado de emoções e jogadas violentas. Pênaltis foram reclamados de ambos os lados e o jogo contou com grande atuações de Cech e Van der Saar, que fecharam o gol, o que levou o confronto para a prorrogação, após um 0-0 no tempo normal.

Aos 116 minutos de jogo, 25 do segundo tempo da prorrogação, Lampard fez belíssimo passe curto pelo alto, deixando Drogba cara a cara com Van der Saar. O atacante, em finalização difícil, colocou a bola para o fim das redes e garantiu para os Blues mais um troféu.

Drogba, que em sua história pelo Chelsea se notabilizou por marcar gols decisivos e em grandes finais, marcou naquele jogo o seu 33º gol na temporada e, certamente, o mais importante deles.

O Chelsea conquistava em 2007 a primeira das 4 FA Cups da era Abramovich (Foto: Getty Images)
O Chelsea conquistava em 2007 a primeira das 4 FA Cups conquistadas sob o mando de Abramovich (Foto: Getty Images)

Os Blues já haviam chegado a uma outra final em âmbito domestico na temporada, a da Copa da Liga, em fevereiro, contra o rival Arsenal. A partida foi disputada em Cardiff e ficou marcada mais pela briga que aconteceu no finzinho do jogo do que mesmo pelo futebol jogado. Com a partida se encaminhando para o fim, o novato John Obi Mikel se envolveu em um lance ríspido com Kolo Touré, o que levou a uma briga generalizada, que deu origem, inclusive, à clássica briga entre Lampard e Fàbregas. Com o fim da confusão, Mikel e Touré foram expulsos, além de do atacante Emmanuel Adebayor.

Com bola rolando, o Chelsea venceu por 2-1, de virada e ficou com a taça. Novamente ele, Didier Drogba, foi decisivo, marcando os dois gols dos Blues e sendo eleito o melhor em campo.

Mais uma temporada terminava e mais dois títulos iam para a galeria dos Blues, mas muito questionamento era levantado em torno do futebol pragmático apresentado na temporada. A imprensa avaliava que a quantidade de craques no meio de campo obrigava Mou a botá-los em campo, o que sacrificava as chances de se usar o 4-3-3 favorito do treinador.

Foi noticiado na imprensa, também, que as contratações dessas estrelas haviam sido feitas sem o aval do português e que isso, aliado a necessidade de não deixar de fora jogadores do porte de Shevchenko e Ballack, estaria atritando a relação entre Abramovich e o Special One.

Para a temporada seguinte, a 2007/2008, o Chelsea contou, pela primeira vez em sua história, com jogadores brasileiros. O zagueiro Alex veio do PSV, retornando de empréstimo, e recebeu a camisa 33. O jogador havia sido contratado anos antes mas não conseguia visto de trabalho na Inglaterra. O lateral Juliano Belletti veio do Barcelona para lutar por uma vaga no time e assim começava a bela história dos brasileiros nos Blues.

Florent Malouda foi contratado para a vaga de Robben, que rumou ao Real Madrid, por quantia próxima aos 22 milhões de libras, o que chateou bastante os torcedores dos Blues, tanto pela perda do jogador, quanto pelas declarações do mesmo de que queria deixar o clube.

A temporada começou e Mourinho voltou a utilizar o 4-3-3, com Kalou e Joe Cole pelos lados, deixando Ballack e Sheva no banco, o que irritou mais Abramovich e fez a relação entre os dois se deteriorar de vez.

Com apenas seis partidas disputadas na Premier League, três vitórias, dois empates e uma derrota, foi anunciado, no dia 20 de setembro de 2007, que José Mourinho não era mais treinador do Chelsea. Um choque para os torcedores dos Blues e para todo o mundo do futebol. Mou ainda tinha três anos de contrato a cumprir, mas acabou partindo e deixando os blues em momento instável.

Durante sua primeira passagem por Londres, a imprensa britânica chegou a afirmar que o Mourinho seria para o Chelsea o que Sir Alex Ferguson era o Manchester United. Imaginava-se que ele ficaria a frente dos Blues para sempre, mas num passe de mágica ele se foi, e deixou o Chelsea órfão não só de um treinador, talvez o maior de sua história, mas do símbolo de uma agremiação vencedora.

Mourinho ganhou seis títulos em três anos e se foi, deixando saudades (Foto: Richard Heathcote/Getty Images)
Mourinho ganhou seis títulos em três anos e se foi, deixando saudades (Foto: Richard Heathcote/Getty Images)

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Article by: Márcio Canedo