Chelsea pode ter 22 atletas à disposição de suas seleções na Copa da Rússia

O ano de 2017 ainda não acabou, a temporada européia sequer chegou a metade, mas as atenções no mundo do futebol já começam a se voltar para a Copa do Mundo de 2018. E este é um assunto que também diz respeito aos Blues.

Com a definição das seleções classificadas e dos grupos que iniciam a disputa da competição, 22 jogadores do Chelsea tem presença quase certa no mundial. Esse é um novo recorde para o clube londrino, que até então havia mandado o número máximo de 14 atletas para uma mesma edição da Copa do Mundo, em 2006.

A grande quantidade de jogadores de seleção compondo o elenco dos Blues, no entanto, é mais uma das heranças da Era Abramovich. Na década de 90, somente 14 atletas alcançaram este status somando as três edições do torneio mundial organizado pela FIFA – 1990,1994 e 1998. Desde a aquisição do clube pelo magnata russo, porém, a menor quantidade já alcançada foi a de 12 em um mesmo ano.

Garantidos e cotados: quem já carimbou o passaporte para 2018

Na Rússia, se todos os 22 jogadores cotados para fazerem parte da lista de selecionados forem confirmados, o Chelsea abastecerá um total de nove plantéis – e alguns deles já se enfrentarão na primeira fase da competição. Entre os países europeus, estarão 17 dos comandados de Antonio Conte, enquanto os outros cinco se dividem entre Brasil e Nigéria.

Mesmo com a improvável convocação de Fàbregas, a Espanha pode ser a seleção a receber o maior número de jogadores do Chelsea (Foto: Jean Catuffe/Getty Images)

Àlvaro Morata, Cesar Azpilicueta, Cesc Fàbregas e Pedro defendem a seleção espanhola, componente do Grupo B ao lado de Portugal, Marrocos e Irã. O camisa 9 dos Blues tem presença praticamente certa na seleção, já que além de convocado nas listas do último ano, viu um de seus principais concorrentes, Diego Costa, ser descartado por não estar atuando após a saída conturbada do Chelsea. Azpilicueta e Pedro, apesar não terem sido chamados pelo treinador Julien Lopetegui para os dois últimos amistosos do ano têm chances muito remotas de não estarem no mundial, e Fàbregas – entre todos os espanhóis -, é que tem a maior possibilidade de não ser convocado, já que não jogou pela seleção nenhuma vez este ano.

Kanté e Bakayoko
Kanté e Bakayoko a serviço da França (Foto: Getty Images)

No Grupo C, N’Golo Kanté, Tiemoue Bakayoko e Kurt Zouma (atualmente emprestado pelo clube) integrarão a equipe francesa, que enfrenta na primeira fase a Dinamarca do também Blue Andreas Christensen. Enquanto a presença do último dos franceses fica na incerteza, Kanté e Bakayoko garantem suas permanências como destaques do plantel. Já Christensen, que recentemente se tornou peça de grande importância no clube, não é o mais cotado para a equipe titular em sua posição, mas também deve compor a lista do técnico norueguês Age Hareide.

Fundamental na conquista do título da Premier League na última temporada, Moses é a principal estrela da seleção nigeriana (Foto: PIUS UTOMI EKPEI/AFP/Getty Images)

Os nigerianos Victor Moses e Ola Aina tem espaço garantido na equipe que disputa vaga no Grupo D, contra Argentina, Islândia e Croácia.  O defensor Kenneth Omeruo, por sua vez, não tem chances tão grandes de se juntar a seus colegas no mundial, já que a defesa da seleção africana tem sua base praticamente definida, bem como seus reservas. Além dos três jogadores, Mario Pasalic, que compõe o elenco croata, também disputará vaga no grupo, com presença quase certa entre os comandados de Zlatko Dalic.

A dupla brasileira já havia marcado presença na Copa de 2014, e no próximo ano voltará a atuar pela seleção em um mundial (Foto: JUAN MABROMATA/AFP/Getty Images)

Willian e David Luiz, constantemente convocados por Tite para defender a seleção brasileira, devem garantir mais uma ida a Copa no próximo ano. Fazendo parte do Grupo E, terão pela frente confrontos contra Suíça, Costa Rica e Sérvia.

Presente nas listas da seleção alemã para os amistosos e titular na Copa das Confederações, Antonio Rüdiger também deve se garantir como opção defensiva no combinado de Joachim Löw. A última campeã da Copa do Mundo enfrenta na primeira fase da competição México, Suécia e Coréia do Sul, formando o Grupo F.

A ttão falada geração belga chegará a Rússia com o objetivo de provar que taletos individuais podem funcionar em conjunto (Foto: REMY GABALDA/AFP/Getty Images)

Outro confronto entre companheiros de equipe acontece no Grupo G, onde inclusive está concentrada a maior quantidade de Blues – seteEden Hazard, Michy Batshuayi e Thibaut Courtois, presenças certas na seleção belga, enfrentarão a Inglaterra pela última rodada da primeira fase. A equipe da terra da rainha, selecionada por Gareth Southgate, deve contar com Danny Drinkwater, Ruben Loftus-Cheek e Tammy Abraham, os dois últimos atuando em outros clubes por empréstimo. Garry Cahill, que vem sendo convocado para a seleção como suplente, deve manter as mesmas condições para participar do próximo mundial.

Se confirmado na convocação para a Copa, Gary Cahill irá ao mundial pela terceira vez em sua carreira (Foto: Clive Rose/Getty Images)

Histórico das Copas

O aumento avassalador no investimento em jogadores de ponta a partir de 2003 levou os Blues a uma maior visibilidade nas Copas do Mundo.

Para efeito de comparação, em 2002, o Chelsea havia mandado apenas cinco atletas ao mundial: o meia dinamarquês Jesper Grønkjær; os franceses Marcel Desailly e Emmanuel Petit; Celestine Babayaro, meia natural da Nigéria; e o croata Mario Stanic. Quatro anos depois, em 2006, na Alemanha, o número de jogadores cresceu quase três vezes, fazendo com que o clube londrino fosse o segundo a ceder mais profissionais para as seleções.

Ao todo, o Chelsea mandou ao mundial 14 atletas, mesmo número que havia conquistado em toda a década de 90. Foram selecionados o alemão Robert Huth; os ídolos nacionais John Terry, Frank Lampard, Joe Cole e Wayne Bridge; Hernán Crespo; o marfinense Didier Drogba; Arjen Robben; Petr Cech; Michael Essien; a dupla portuguesa Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho; e os franceses William Gallas e Claude Makélélé. O único clube a superar esse número naquele ano foi o Arsenal, que contava com um atleta a mais.

As duas Copas seguintes também contaram com uma quantidade significativa de atletas contratados pelo Chelsea, mas não chegavam a superar 2006. Tanto em 2010 na África do Sul, quanto em 2014 no Brasil, 12 atletas convocados para atuar por seus países faziam parte do plantel do clube londrino. Na última, inclusive, um dos contratados de Abramovich fazia parte da seleção campeã do mundo.

O meia André Schürrle fazia parte da equipe alemã, dirigida por Joachim Löw, que conquistou o título no Brasil, e teve importância significativa na conquista. Além dele, estiveram presentes naquela edição Fernando Torres e César Azpilicueta na tentativa de defender o título espanhol; David Luiz, Oscar, Ramires e Willian junto à seleção da casa; Samuel Eto’o; Gary Cahill e Frank Lampard; John Obi Mikel; e o atual camisa 10 belga, Eden Hazard.

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Article by: Gabriela Bustamante

Estudante de jornalismo, 20 anos, apaixonada pelo Chelsea. Nunca superou o gol do Torres no Camp Nou.