A história do Chelsea em seis jogos: A final da Champions de 11/12

Recentemente, o The New York Times publicou em coluna do jornalista Rory Smith uma lista dos seis jogos que moldaram a história do futebol. Não os melhores ou mais memoráveis jogos, mas sim os que ajudam a explicar o futebol como conhecemos hoje.

O Chelsea Brasil resolveu pegar um gancho na temática e produzir uma série, dividida em seis partes, sobre os seis jogos que definem a história do clube. Assim, cada parte será dividida em três atos: Contexto Histórico, O Jogo e Repercussão. Logo, o jogo escolhido será justificado, detalhado e colocado em perspectiva.

A sexta e última parte da série começa agora: A semifinal da Champions de 11/12.

Contexto Histórico: Comandados de dentro de campo

Após grande temporada de estreia na terra da rainha, Carlo Ancellotti viu o seu time cair de produção. Mesmo com os investimentos de mais de 70 milhões de libras em Torres e David Luiz, o Chelsea não conseguiu engrenar. Assim, logo após o final do campeonato, o italiano foi demitido. Ancellotti foi então o quarto técnico a comandar os Blues em quatro anos.

Juan Mata foi o camisa 10 dos Blues por três anos (Foto: Planet Football)

O seu sucessor não obteve o mesmo sucesso. Apesar de trazer jogadores como Courtois e Mata, o português André Villas-Boas foi sacado com nove meses de trabalho devido a decisões de elenco controversas. Villas-Boas bateu de frente com jogadores importantes do elenco. Aliando isso à falta de resultados dentro de campo, foi a receita perfeita para a demissão.

Assim, o português caiu em maio. Logo em seguida foi anunciado, como interino, Roberto Di Matteo. O italiano era grande conhecido da torcida azul de Londres. Ex-jogador e ídolo, o então auxiliar técnico assumiu a ingrata missão de ajudar o time a sobreviver às competições até a temporada seguinte.

Pelo Chelsea o italiano venceu as FA Cup de 1997 e 2000.

Como jogador Di Matteo fez parte do período referido como “Renascença Italiana” dos Blues nos anos 1990. Suíço de nascença, ele formou um meio campo de respeito com Gustavo Poyet, Dennis Wise e Dan Petrescu no terceiro lugar da temporada 1998/99. Se aposentou cedo, aos 31 anos, com 175 jogos pelo Chelsea e 26 gols, além de inúmeras assistências.

Clima favorável no clube

Di Matteo foi indicado como auxiliar técnico de Villas-Boas no início da época. Porém, em 4 de março de 2012, assumiu como interino até o fim da temporada. O italiano trouxe seu antigo companheiro de equipe, Eddie Newton, para ser seu auxiliar na nova empreitada. Assim, o Chelsea mais uma vez estava sem um treinador de expressão no seu banco de reservas. Logo, a temporada não trazia muitas esperanças para o torcedor.

Entretanto, Di Matteo impressionou a todos ao ganhar os primeiros jogos no comando. As suas vitórias sobre o Birmingham City na 5ª rodada da FA Cup e Stoke City pela Premier League demonstravam que o time o havia adotado. Ele, por sua vez, levantou a moral dos atletas e restaurou a confiança de um elenco qualificado mas desacreditado.

Branislav Ivanovic mandou o Chelsea para as quartas (Foto: TalkSport)

Apesar da importância das primeiras vitórias, o jogo definiria o tom até o final da temporada seria a virada contra o Napoli pelas oitavas da Champions. O time comandado por Villas-Boas havia perdido a primeira partida por 3-1 na Itália. Assim, a aposta nos medalhões deu resultado e, na prorrogação, Ivanovic deu o resultado aos Blues. O jogo dramático em Stamford Bridge terminou 4-1 para os ingleses ainda com gols de Drogba, Terry e Lampard.

Final da temporada

Assim, o Chelsea se mantinha como o único representante inglês em competições europeias. Arsenal e os dois clubes de Manchester haviam sido nessa fase. A boa fase continuou com a classificação para as semifinais da FA Cup com grande atuação de Fernando Torres. O espanhol não marcava há 24 partidas e foi eleito o Homem do Jogo com dois gols e duas assistências.  Logo após o Tottenham foi a próxima vítima na copa doméstica com um acachapante 5-1. Com isso os Blues chegavam à final.

Pela terceira vez em quatro temporadas o clube estava em uma final de FA Cup. Desta vez os adversário seria o Liverpool, rival de muitas partidas de mata-mata nos anos recentes. O Chelsea acabou saindo com o troféu da competição pela sétima vez em sua história. Os azuis derrotaram os Reds por 2-1, com direito a gol de Drogba, o quarto em finais da FA Cup – um novo recorde.

Raul Meireles comemora seu gol na partida de volta contra o Benfica (Foto: Zimbio)

O caminho até a final da UEFA Champions League de 2011/12 não foi fácil. Logo após a vitória de virada sobre o Napoli nas oitavas, o time encarou o Benfica de Portugal. Apesar do placar no agregado ter terminado 3-1 para os ingleses, os encarnados não venderam barato a derrota. Assim, o Chelsea chegava a sua sexta semifinal de UCL nas últimas nove temporadas.

A batalha das semis

Os dois jogos da semifinal contra o Barcelona naquele ano se propuseram a testar de todas as formas o time de Di Matteo. Na época, os espanhóis eram um dos melhores times do planeta e contavam com jogadores como Messi, Xavi e Iniesta, todos em franca ascensão física e técnica. O técnico emergente Pep Guardiola já demonstrava sinais da sua genialidade e suplantava outros times com imensa facilidade.

Entretanto, um aspecto do confronto tomou os holofotes: a rivalidade. Os dois times haviam se enfrentado cinco vezes em oito anos na competição. Em algumas ocasiões, como em 2005, por exemplo, os Blues haviam levado a melhor. Em outras, entretanto, os blaugranas haviam frustrado as chances azuis do sonho da UCL. Foi o caso na derrota nas semis de 2008/09, jogo com vários pênaltis não assinalados em favor dos londrinos.

O time comemora a revanche contra os espanhois (Foto: nationalturk)

Na primeira partida de 2011/12, entretanto, os Blues se defenderam como nunca. O time conseguiu o gol solitário no apagar das luzes devido a Drogba. Com o empate a seu favor, na segunda partida a sorte parecia não estar com o time de Londres. O torcedor viu dois gols barcelonistas em sequência e o Chelsea ainda teve seu capitão, John Terry, expulso entre os tentos. Entretanto, em jogada de genialidade e determinação, Lampard acionou Ramires, que encobriu o goleiro e garantiu mais uma vez a vantagem, nos acréscimos do primeiro tempo. Em partida gigante de Drogba, foi Fernando Torres quem decretou a eliminação dos compatriotas. Em jogada solitária, o espanhol caminhou em direção a Valdés, driblou o arqueiro e completou para o fundo das redes.

O Jogo: Davi e Golias

Assim, o Chelsea passou de desacreditado para postulante ao título da maior competição europeia de futebol. Entretanto, o seu problema era enfrentar o Bayern de Munique, o dono da casa. A final aconteceria no Allianz Arena, lar dos alemães. Apesar da má forma na temporada anterior, o time da Baviera vinha reformulando o seu elenco e chegava mais forte que os Blues à final.

O Bayern vinha de uma boa temporada com o lendário treinador Juup Heynckes. O elenco contava ainda com estrelas como Lahm, Ribery, Robben, Mario Gomez, Schweinsteiger e um jovem Neuer. O chelsea, em contrapartida, vinha desfalcado. O time de Di Matteo havia perdido seu capitão por expulsão na semifinal. Além dele, Ramires, Ivanovic e Raul Meireles estavam impedidos de atuar por acúmulo de amarelos.

O capitão John Terry deixou o time desfalcado na final (Foto: Getty)

Apesar da bela vitória contra o Barcelona, o Chelsea era tido como zebra nas casas de apostas de todo o mundo. O técnico interino tinha dificuldades para montar o seu 11 inicial inclusive por conta de lesão prévia de David Luiz. Tudo caminhava para uma vitória fácil dos alemães, assim como foi presumido na fase anterior em favor dos catalães.

O quebra-cabeça

Os alemães entraram em campo naquela final com a sua tradicional formação 4-2-3-1, com Neuer, Lahm, Boateng, Tymoschuk e Contento, Robben, Schweinsteiger, Kroos e Ribery, Muller e Mario Gomez. Já os azuis conseguiram montar um quebra-cabeça com as peças disponíveis e entraram em campo com um time mais defensivo ainda. Foram com Cech, Bosingwa, Cahill, David Luiz e Ashley Cole, Kalou, Mikel, Lampard, Bertrand e Mata, e Drogba. O lateral esquerdo Bertrand fazia a sua estreia na Champions League improvisado pela ponta esquerda para conter os avanços da dupla Lahm e Robben. O inglês se tornou o primeiro jogador na história a estrear diretamente na final da competição.

11 iniciais do Chelsea para a final contra o Bayern (Foto: The Guardian)

Com muitos desfalques e mantendo a proposta defensiva de jogo, o Chelsea vinha disposto a defender a sua meta a qualquer custo, abdicando inclusive de possíveis contra-ataques. Assim, o único jogador mais avançado dos Blues era o artilheiro Drogba, que fazia uma competição impecável até então.

A luta na Alemanha

Assim, como era esperado, o Bayern começou atacando. Logo aos 12 minutos Mario Gomez desperdiçou a primeira das muitas tentativas na noite. Só no primeiro tempo foram três. Mas, na primeira, ganhou de David Luiz e cabeceou por cima do gol. Logo em seguida veio a melhor chance do Bayern na primeira etapa. Assim, Robben ganhou espaço na área e conseguiu arrematar da esquerda para defesa acrobática de Cech, que viu a bola ainda desviar na trave após desviar na sua perna direita.

Os bávaros continuavam com o seu estilo típico alemão de “rolo compressor”, que ficaria famoso nas temporadas seguintes. Até o intervalo, Muller foi outro que ficou muito perto do gol, além do próprio Gomez em outra tentativa. O primeiro chute a gol do Chelsea veio em jogada pivoteada por Drogba e chute de Kalou para defesa difícil de Neuer no canto esquerdo.

Na segunda etapa o jogo permanecia nos mesmos contornos. Robben e Ribery movimentavam-se muito para tentar penetrar a defesa bem postada dos Blues. Mas sem sucesso. Ambos os pontas tiveram chances para inaugurar o marcador mas ora saiam ao lado ora batiam na defesa. Os londrinos só voltaram ao campo de ataque aos 73 minutos com remate fraco de Drogba para defesa segura do arqueiro alemão.

Muller abriu o marcador para o Bayern (Foto: The Guardian_

Em seguida, três tentativas distintas foram necessárias para que Muller abrisse o placar. Depois de um chute que passou ao lado e uma cabeçada para fora, o alemão aproveitou cruzamento de Kroos vindo da esquerda e surgiu sozinho para cabecear na primeira trave, colocando a bola entre as mãos de Cech e o travessão após quique no relvado.

A reviravolta

Faltando poucos minutos para o fim do tempo regulamentar, mais uma vez a situação não era nada boa para os Blues. Juup Heynckes, logo após o tento, colocou o zagueiro Van Buyten no lugar de Muller para segurar o resultado. Contudo, no único escanteio que teve em toda a partida, Mata levantou para a área e Drogba se antecipou à zaga para desferir um golpe de testa que encontrou espaço entre Neuer e a trave para igualar o jogo.

O marfinense deixou tudo igual nos últimos minutos (Foto: The Guardian)

Assim, na prorrogação, a dinâmica de ataque versus defesa se resumiu. Logo aos quatro minutos o Bayern teve a chance de definir a competição. Em lance com Ribery, o mesmo Drogba “calçou” o adversário dentro da área de defesa. O árbitro Pedro Proença não hesitou em marcar e ainda amarelou o marfinense. Robben foi o escolhido para a cobrança. Entretanto, as esperanças azuis reacenderam quando Cech pegou o chute mal colocado do holandês. Portanto, o jogo se encaminhou para as penalidades máximas.

Cech defendeu a cobrança de Robben para garantir o empate (Foto: The Guardian)

Nas cobranças da marca de cal, Mata perdeu pelos Blues, mas Olic permitiu a defesa de Cech empatando o resultado parcial. Foi quando Schweinsteiger acertou o poste esquerdo que a chance estava novamente nos pés de Drogba. O marfinense, que fora expulso na final de 2008, em Moscou, escreveu seu nome na história da competição e trouxe a taça para o aguerrido time de Roberto Di Matteo. Além disso, ainda foi eleito melhor jogador em campo na oportunidade.

Drogba se despediu do Chelsea como lenda (Foto: The Guardian)

Repercussão: A reestruturação

Poucos dias após a conquista do título europeu inédito, o clube anunciou a saída de Drogba para o futebol chinês. O atacante então com 34 anos se despedia da melhor forma possível da torcida. Outro que se beneficiou da vitória na Alemanha foi o interino Di Matteo, que assinou por dois anos. Entretanto, a vida de técnico não foi gentil com o italiano. Assim, quatro meses depois ele foi demitido após não conseguir se classificar para a segunda fase da Champions League, com oito meses de trabalho e dois títulos, inclusive o maior da história do clube.

O time de Di Matteo conquistou o título inédito europeu (Foto: Getty)

Logo depois, o Chelsea anunciou outro interino na figura de Rafael Benitez, que não foi bem recebido pela torcida devido a sua associação ao Liverpool. Assim, teve uma recepção hostil no primeiro jogo em casa. Após maus resultados, Benitez conseguiu a sua primeira vitória contra o Nordsjaelland na UCL. Apesar disso, o clube ainda ficou marcado como o campeão eliminado na fase de grupos da temporada seguinte.

Outro evento que ajudou a “queimar” ainda mais a imagem de Benitez foi a derrota para o Corinthians no mundial de clubes 2012. Ainda no calvário do espanhol, o Chelsea foi eliminado nas semifinais da Copa da Liga e da FA Cup. Em fevereiro de 2013, estavam 16 pontos atrás do líder Manchester United, 12 a mais que quando Benitez assumiu. Apesar disso, Lampard garantiu o Chelsea na UCL da temporada seguinte marcando o gol que o tornou o maior artilheiro da história do clube.

Lampard se tornou o maior artilheiro da história do clube contra o Aston Villa (Foto: Zimbio)

Resultados divergentes

Apesar de toda a hostilidade dispensada ao técnico espanhol, o Chelsea terminou em terceiro lugar na Premier League. Além disso, se tornou o primeiro time a ter, ao mesmo tempo, dois troféus europeus. Também acabou por ser o único britânico a ter ganho todas as três maiores competições da UEFA até 2017, quando o United ganhou a primeira Europa League.

A mesma oscilação aconteceu na segunda passagem de José Mourinho pelo clube de 2013 a 2015. O clube carecia de nomes de impacto na primeira temporada da volta do português, o que levou à primeira temporada sem títulos desde 10/11. Apesar disso, o elenco ainda rendeu o suficiente para chegar ao terceiro lugar, somente quatro pontos atrás do campeão Manchester City.

Diego Costa e Cesc Fàbregas formaram uma das parcerias mais prolíficas da Premier League (Foto: Goal)

As duas temporadas seguintes de Mourinho foram opostas. Enquanto a segunda temporada foi de glórias e títulos caseiros incontestáveis, a terceira viu o prestígio do técnico se esvair do vestiário. O clube terminou a temporada em décimo, pior colocação desde 1995/96. Jogadores que haviam chegado como Cesc Fàbregas e Diego Costa, além da estrela Eden Hazard, não renderam o esperado. O Chelsea já não tinha a experiência de Lampard nem Ashley Cole, e a base defensiva estava envelhecida. Mourinho foi demitido em Dezembro de 2015 e Guus Hiddink chegaria para sua segunda e melancólica passagem.

Seca de ídolos

Os resultados oscilantes continuaram, temporada após temporada, enquanto o clube tentava achar a sua própria identidade. Os ídolos de outrora, que trouxeram a maior honraria europeia para Stamford Bridge já haviam saído ou já não estavam no seu auge. Os problemas de vestiário continuaram e ainda renderam mais uma demissão por “motim” nos anos seguintes.

Hazard foi um dos expoentes técnicos do time nos últimos anos (Foto: Daily Post)

Assim, pode-se dizer que o impacto que a geração de Lampard, Terry, Drogba, Cech e Cole deixou é sem precedentes na história do clube. Até os dias de hoje os Blues buscam um substituto à altura do marfinense para o ataque sem sucesso. Os ídolos recentes dos londrinos, apesar de excelentes jogadores, não conseguiram preencher o vazio deixado pela liderança dos “Senadores”. Eden Hazard, Azpilicueta, Diego Costa e Fàbregas foram importantes nas conquistas pós-2012 e figuram no Hall da Fama do Chelsea. Entretanto, foram o prelúdio da nova geração que está por vir.

Ascensão da base

Notadamente o Chelsea não “trata bem” os seus ídolos. Os torcedores viram seus Senadores saírem principalmente devido à política de contratos curtos para jogadores mais velhos. Assim, o hiato de figuras representativas dentro de campo causou oscilação nos resultados e queda de treinadores. Entretanto, o Chelsea ainda continuou um clube eficiente, sempre ganhando títulos. O fato de 18 dos 33 títulos oficiais do clube terem acontecido no século XXI e dentro da Era Abramovich demonstra isso. Portanto, em 16 anos, o clube tem uma média de mais de um troféu por ano.

Entretanto, um clube também é construído pelos atletas, não só pelos resultados. E o Chelsea sempre foi um famoso comprador, que não aproveitava as “crias” da categoria de base – uma das mais fortes do mundo. Foi então que, com a chegada de Frank Lampard, desta vez como treinador, as coisas começaram a mudar. A visão do antigo manager dos anos 1950, Ted Drake, passou a ser realidade dentro do clube com diversos jogadores criados vestindo as cores do time subindo para o elenco principal.

Hudson-Odoi, Mount e Abraham são o futuro (Foto: Standard)

Nomes como Tammy Abraham, Mason Mount, Ruben Loftus-Cheek, Fikayo Tomori, Andreas Christensen, Reece james e Callum Hudson-Odoi agora são realidades. Praticamente um time inteiro direto da base. Além desses, as contratações de Jorginho, Kepa, Kovacic, Rudiger e a permanência de Azpilicueta dão rostos aos quais o torcedor pode se identificar.

Tudo o que o time de 2012 fez foi e será uma das maiores glórias da história do Chelsea. Mas para continuar vencendo troféus e alegrias para o torcedor, é necessário que uma nova geração de ídolos se forme. Nada melhor do que a prata da casa para tomar o seu lugar.

Lucas Jensen

Jornalista que ainda acredita que o futebol pode ser apreciado sem torcer (mas não se segura e torce mesmo assim). Fã de tática e do jogo reativo, se deleita nos contra-ataques e toques 'de primeira'. Amante racional da Premier League e nostálgico do Calcio, seus hobbies incluem teorias mirabolantes e soluções inusitadas.