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2015-2016, uma temporada para se esquecer

Há um ano, o Chelsea já era campeão inglês pela quinta vez com três rodadas de antecedência. Em uma temporada doméstica quase perfeita, o time de José Mourinho não encontrava muitas dificuldades para ganhar seus jogos. Com essa temporada em mente, dirigentes mantiveram a base da equipe sem contratações, apenas substituições de peças perdidas. O resultado não foi outro: time entrou em colapso interno, muitas crises, troca de treinador e a pior campanha na história na Premier League.

Com as saídas de Petr Cech e Didier Drogba, o Chelsea trouxe para repor o elenco nomes como Asmir Begovic e Radamel Falcao García. Filipe Luis voltou para o Atlético de Madrid após uma temporada e Baba Rahman foi contratado junto ao Augsburg. Quando os resultados não começaram a chegar e o final da janela de transferência se aproximava, Pedro Rodriguez foi contratado para reforçar o setor ofensivo.

A pré-temporada teve início em 22 de julho de 2015, em amistoso válido pela International Champions Cup contra o New York RedBulls e começou perdendo por 4 a 2. O Chelsea ainda participou de mais três partidas do torneio amistoso, além da Community Shield, antes do início da busca pelo bicampeonato da Premier League: empates contra Paris Saint-Germain e Barcelona, derrotas para Fiorentina e Arsenal.

Crise após primeiro jogo oficial

O começo do fim (Foto: Getty Images)
O começo do fim (Foto: Getty Images)

Uma semana após a derrota na Community Shield, começava a Premier League. O Chelsea estrearia em casa contra o Swansea na partida que ficou marcada como o maior episódio do fim da segunda Era Mourinho no Chelsea, quando o treinador português ofendeu a equipe médica chefiada por Eva Carneiro ao entrar em campo e atender Eden Hazard, deixando o time no momento com dois jogadores a menos nos minutos finais e com um empate ameaçado. No restante do mês, o Chelsea perdeu para o Manchester City por 3 a 0, venceu o West Brom por 3 a 2 e perdeu em casa para o Crystal Palace por 2 a 1 e terminou o mês com apenas quatro pontos na 13ª posição.

Em setembro, o Chelsea estrearia na Capital One Cup, competição que defendia o título, e também começava a campanha em busca do bicampeonato na Champions League, porém, na Premier League os bons resultados ainda não apareciam: derrota para o Everton por 3 a 1 fora de casa. A segunda vitória no campeonato veio no dia 19 em cima do Arsenal em partida polêmica protagonizada por Diego Costa.

A estreia na Champions League veio com goleada por 4 a 0 contra o Maccabi Tel-Aviv, enquanto na Capital One, o Chelsea venceu o Walsall por 4 a 1. De volta a Premier League, os Blues enfrentariam o Newcastle fora de casa e rendeu um empate por 2 a 2. No dia 29, o Chelsea voltava a campo pela competição europeia e perdeu para o Porto, fora de casa, por 2 a 1.

Outubro foi um péssimo mês para o time do Chelsea e as críticas para Mourinho só aumentaram. Foram três derrotas na Premier League: 3 a 1 para o Southampton, 2 a 1 para o West Ham e 3 a 1 para o Liverpool. Eliminação na Capital One no pênaltis após empate em 1 a 1 contra o Stoke City. Na Champions League, o time também não conseguiu vencer, apenas empate contra o Dinamo Kiev. Única vitória do mês veio em partida contra o Aston Villa, por 2 a 1.

Novembro começou com derrota por 1 a 0 pro Stoke, mas no restante do mês, o time se manteria invicto com direito a duas vitórias importantes na Champions League, contra Dinamo Kiev e Maccabi Tel-Aviv.

Pressão era forte e Mourinho se despedia do Chelsea

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Mourinho foi demitido durante a temporada (Foto: Getty Images)

Dezembro começou com uma derrota para o Bournemouth e cada vez mais a pressão em cima de Mourinho era maior. Nem a vitória contra o Porto e classificação em primeiro do grupo amenizavam a situação do lendário técnico e, após a derrota para o Leicester por 2 a 1, chegava ao fim a segunda passagem de José Mourinho pelo Chelsea. Sem treinador e a uma posição acima da zona de rebaixamento, os Blues contratavam Guus Hiddink para ser o treinador até o fim da temporada.

Com o treinador holandês, o Chelsea abriria uma invencibilidade no campeonato inglês que duraria 15 partidas. Durante a maratona de fim de ano, vitória contra o Sunderland por 3 a 1 e empates contra Watford e Manchester United. Na virada do ano, o Chelsea começava a ganhar pontos, mas os empates eram constantes: contra West Brom e Everton.

Em janeiro, o Chelsea estrearia na FA Cup e, ao longo da temporada, seria a única esperança real de título para a equipe de Guss Hiddink. Estreia com vitória contra o Scunthorpe United pro 2 a 0 e na fase seguinte, 5 a 1 contra o MK Dons. Ainda na Premier League, o Chelsea conseguiu vitórias contra Crystal Palace (3 a 0) e Arsenal (1 a 0) e já afastava o fantasma improvável do rebaixamento.

Em Fevereiro, a invencibilidade na Inglaterra continuava (dois empates e duas vitórias ), porém, a primeira derrota de Hiddink chegou nas oitavas de finais da Champions League, 2 a 1 contra o Paris Saint-Germain.

Eliminações e o Chelsea cumpriria tabela no restante da temporada

Mais uma eliminação para o PSG (Foto: Getty Images)
Mais uma eliminação para o PSG (Foto: Getty Images)

O mês de março começou com vitória conta o Norwich por 2 a 1, fora de casa e dava esperanças para o jogo de volta do torneio europeu. Porém, o Chelsea não conseguiu vencer o Paris e foi eliminado pelo segundo ano seguido pela equipe francesa após nova derrota em Stamford Bridge por 2 a 1. Março contou também com a eliminação do Chelsea na FA Cup, após derrota para o Everton por 2 a 0. Com isso, o Chelsea já não tinha mais pretensões na temporada ainda na primeira metade de março.

Já rodando mais jogadores e dando chance aos jovens, o Chelsea perdia sua invencibilidade na Premier League desde a chegada de Guus Hiddink na 32ª rodada, após derrota por 1 a 0 para o Swansea. Na rodada seguinte, o City foi até o Stamford Bridge e venceu por 3 a 0.

Em Maio, a única alegria do torcedor do Chelsea foi decretar o fim das esperanças do título inglês pro Tottenham, após empate em 2 a 2 em Stamford Bridge. O mês foi de mais dois empates (1 a 1 Liverpool, 1 a 1 Leicester) e uma derrota para o Sunderland (3 a 2). E assim, chegava o fim de uma temporada agoniante para o torcedor do Chelsea.

O que pode acontecer com Antonio Conte?

Sem títulos e sem vaga na Europa, o Chelsea teme perder alguns de seus grandes jogadores, como o caso de Thibaut Courtois, Eden Hazard e Diego Costa, que vem tendo inúmeros rumores sobre seus futuros vinculados na mídia britânica.

Antonio Conte será o novo treinador do clube e com ele, a torcida ficará esperando resultados, o que não aconteceu em toda temporada.

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