Chelsea estreia na UEFA Europa League com vitória magra diante do PAOK

Magrinho. Pelo placar de 1 a 0, o Chelsea bateu o PAOK nesta quinta-feira (20), na estreia da UEFA Europa League no Toumba Stadium, em Salonika. O único gol do capitão Willian colocou os Blues na segunda colocação do Grupo L, atrás do BATE Borisov, que venceu o Vidi FC pelo placar de 2 a 0.

Agora, os comandados de Sarri voltam a campo no domingo, pela Premier League, quando enfrentam o West Ham no Estádio Olímpico. A próxima partida do Chelsea pela Europa League é só no dia 04/10 diante do Vidi FC, em Stamford Bridge

Gol cedo no jogo e domínio do Chelsea sobre o PAOK

Morata teve 7 finalizações no jogo, nenhuma no alvo. (Foto: Chelsea FC)

O Chelsea iniciou o jogo com cinco mudanças na equipe titular do último fim de semana. Hazard, David Luiz e Kovacic foram preservados e não viajaram para a partida. Se esperava que algum dos garotos, como Hudson-Odoi ou Ampadu, pudessem ter minutos na estreia pela competição, mas estes sequer foram relacionados para a partida.

Os primeiros minutos de jogo já demonstravam as estratégias que cada time ia adotar na partida. Os Blues, tinham o domínio da posse de bola e pressionavam alto a defesa adversária, enquanto o PAOK jogava de forma reativa, tentando acionar Léo Jabá no duelo individual contra Marcos Alonso pelo lado direito, apostando em um contra-ataque letal.

A estratégia dos comandados de Sarri funcionou de forma rápida. Aos 7′, o Chelsea trocou passes rapidamente para Jorginho acionar Barkley, e o meia arrancou até deixar Willian cara a cara com o goleiro. O brasileiro, capitão no jogo, não teve dificuldades para abrir o marcador, 1 a 0.

A vantagem no placar deu tranquilidade para o time londrino executar sua filosofia de jogo: troca de passes e pressão na marcação logo após perder a bola. O domínio resultou em 13 finalizações do Chelsea contra apenas uma do PAOK. Dessas 13 finalizações, seis partiram do atacante Morata – mas nenhuma atingiu o alvo. Aproveitamento um tanto abaixo, mas diferente das partidas anteriores do espanhol, já que muitas oportunidades surgiram para o camisa 29 deixar sua marca contra os gregos. Além das chances de Morata, Pedro teve ótima oportunidade aos 37′ em lindo contra-ataque puxado por Alonso, mas o atacante esbarrou no goleiro Paschalakis.

Substituições mudam o panorama do jogo no segundo tempo

Pedro foi um dos mais ativos na partida. Saiu lesionado no fim da partida (Foto: Chelsea FC)

Chelsea e PAOK voltaram do intervalo no mesmo ritmo do primeiro tempo, os Blues dominando as ações e perdendo muitas chances de gol, enquanto o PAOK tava tentando se encontrar na partida e criar situações de perigo no campo adversário, coisa que o time de Sarri não permitia.

A primeira boa chance do segundo tempo só veio aos 57′. Barkley tentou a finalização de cabeça em jogada na área, mas a bola esbarrou no Morata, Willian pegou a sobra e mandou pra fora. Naquele momento o Chelsea tinha total controle do jogo, com algumas escapadas de Léo Jabá pelo lado direito, mas não conseguia concluir as chances criadas. Morata até conseguiu botar pra rede, mas o bandeirinha marcou impedimento no lance.

Sarri descansa Jorginho e Alonso, Lucescu aposta no banco de reservas

Warda e Prijovic foram as apostas do PAOK para o segundo tempo. Razvan Lucescu queria tentar agredir o time de Sarri, que também não ficou parado e mexeu no time. O comandante italiano tirou Jorginho e Alonso para o lugar de Fábregas e Azpillicueta. Muito se especulava quem seria a 2ª opção na função que o Jorginho faz, e o meia espanhol entrou no jogo dando características diferentes a função. Azpillicueta voltou a jogar em um posicionamento que era habitual nos tempos de Mourinho na temporada 2014/15.

As mudanças deixaram o time grego mais exposto. Esses espaços foram bem explorados pelos Blues, que continuavam tendo muito volume de jogo. Mas o atacante Morata não conseguia boa sequência nas jogadas ou escolhia uma jogada que não era adequada, o que custava o ataque do time.

O tempo passou e o Chelsea não conseguiu matar a partida, no total do segundo tempo foram 12 finalizações, três no alvo. Os donos da casa aos poucos ganhavam confiança e com a torcida inflamada acreditavam que era possível o empate, mas estatisticamente os números foram bem parecidos que o primeiro tempo, poucas chances de fato e apenas 1 finalização no alvo.

Morata substituído depois de atuação bem abaixo

Giroud entrou nos 10 minutos finais para tentar suprir a ineficiência no ataque deixada por Morata. Demorou apenas cinco minutos pro francês colocar o goleiro Paschalakis pra trabalhar. Morata não teve um chute no alvo durante 80 minutos, Giroud conseguiu em cinco minutos.

O final do jogo teve ainda chances do PAOK conseguir algo a mais na bola parada. Mas o Chelsea soube administrar a vantagem com alguns sustos, e alguns cartões amarelos. Pedro teve chance no contra-ataque e foi parado com falta, mas o atacante caiu de mal jeito e no choque com o goleiro acabou machucando o braço, para preocupação da torcida pois vinha em bom momento. No último lance, Giroud chutou para longe a cobrança de falta.

Ficha técnica:

Chelsea (4-4-3): Kepa, Zappacosta, Rudiger, Christensen, Marcos Alonso (Azpillicueta 64′); Kanté, Jorginho (Fábregas 64′), Barkley; Pedro, Morata (Giroud 80′), Willian (C).

Reservas não-utilizados: Caballero, Cahill, Moses e Loftus-Cheek.

PAOK (4-4-2): Paschalakis, Vierinha (C), Kacheridi, Fernando Varela, Tosca; Maurício, Wernbloom, Léo Jabá (Biseswar 81′), El Kaddouri; Shakov (Prijovic 68′), Pelkas (Warda 62′).

Reservas não-utilizados: Rodrigo Rey, Ángel Crespo, Cañas e Limnios.

Gols: Willian 7’ (CHE)

Cartões Amarelos: Wernbloom 87′ (PAOK), Barkley 89′ (CHE), Warda 90′ (PAOK) , Rüdiger 90′ (CHE) e El Kaddouri 90′ (PAOK)

Árbitro: Alberto Mallenco.

Estádio: 28.703 – Toumba Stadium (Salonika – GRE)

Alessandro Amorim