Opinião: Contratamos de maneira correta nesta temporada?

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Contratamos? (Reprodução)
Os períodos de transferências, principalmente os de meio de ano, são marcados por especulações e suposições. As dúvidas sobre quem contratar e quem tirar do plantel são recorrentes, e é a partir desse momento que uma temporada pode ser fechada de forma vitoriosa ou vexatória. Os grandes clubes, sobretudo os que possuem maior caixa, semestralmente sofrem pressões da imprensa para que busquem um ou mais nomes de peso no mercado. Mas será que pagar cifras milionárias em um jogador é o melhor caminho de se buscar uma temporada vitoriosa?
Os grandes clubes do mundo, diferentemente dos clubes brasileiros, não sentem tanto a necessidade de recorrer às divisões de base, pois normalmente estão munidos de uma boa quantidade de dinheiro para realizar contratações. Salva algumas exceções, um jovem jogador europeu oriundo de alguma categoria de base desses grandes clubes, geralmente é emprestado ou vendido a um clube menor para que possa ter rodagem ou espaço no mundo do futebol.
Pensemos agora no caso do Chelsea FC, o clube vinha de uma temporada 14/15 memorável, onde nem os mais pessimistas poderiam pensar em uma temporada 15/16 até então desastrosa. A direção pouco alterou o plantel atual campeão da Premier League, mas se a frase “Em time que esta ganhando não se mexe” fosse verídica, os Blues não estariam na situação em que se encontram. A grande maioria estava convicta de que todos os jogadores permaneceriam jogando em alto nível e esqueceram que qualquer jogador pode passar por uma má fase. Contudo, quando a fase de um titular não é das melhores, os reservas aproveitam desse momento para mostrarem seu valor, ou pelo menos deveriam.
Os “grandes nomes” contratados para essa temporada, Falcao e Pedro, pouco acrescentaram ao time, e o pior, mesmo antes da chegada deles, muitos já sabiam que não seriam titulares. Mas, se jogadores desse tipo, que possuem um alto custo beneficio, são contratados para serem reservas, não seria melhor dar oportunidade a jogadores já pertencentes ao Chelsea e que já mostraram algum valor. Os defensores Tomas Kalas e Andreas Christesen fazem boa temporada por Middlesbrough e Borussia Mönchengladbach, respectivamente. Nathan Aké, emprestado ao Watford, é outro com qualidade considerável. O meia Mario Pasalic é titular no time do Monaco, e o atacante Bamford já demostrou seu potencial em algumas outras ocasiões.
O Chelsea pecou nesse ano ao investir em jogadores renomados, mas que não estavam em sua melhor fase, e ao preterir alguns bons jovens jogadores que poderiam agregar valor a um time que sofre com a falta de peças. Os titulares se sentem confortáveis, pois sabem que o banco de reserva não oferecesse perigo às suas titularidades. Os Blues precisam, caso ainda queiram algo de relevante nessa temporada, buscar na janela de janeiro um ou dois nomes que cheguem para serem titulares. Para as próximas temporadas, fica o aprendizado que se for pra gastar, que seja com alguém no auge e que mude o paradigma do time, não com jogadores que vão só completar plantel. Se for para preencher plantel, que suba alguém da base.
“As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil”.

Category: Opinião

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Article by: Renan Oliveira