Danny Drinkwater

Drinkwater é o híbrido que o Chelsea precisava

No apagar das luzes do mercado de transferências europeias, o Chelsea finalmente fechou duas novas contratações. Primeiro, foi confirmada a chegada de Davide Zappacosta, lateral direito que atuava no Torino; e, aos 45 do segundo tempo, anunciou-se o acordo que garantiu a incorporação do meio-campista Danny Drinkwater, ex-Leicester. O inglês chega aos Blues com contrato até 2022.

Já com 27 anos, é difícil dizer que o atleta não viva o auge de sua carreira. Além disso, reencontra nos Blues o melhor parceiro que teve em toda a sua trajetória, N’Golo Kanté. O mais interessante, no entanto, é, diante do contexto da última temporada, notar porque sua chegada é tão boa. Na vitoriosa campanha de 2016/17, talvez a mais perene das dúvidas de Antonio Conte tenha sido a utilização de Nemanja Matic ou Cesc Fàbregas na meia cancha. É fácil entender a razão: o sérvio entregava mais força ao setor e menos fluidez ao jogo, ao passo que o espanhol representava a via contrária.

Drinkwater é um híbrido.

Tudo bem, o Leicester não era um time primaz no passe, mas, dentre as opções regulares dos Foxes, apenas Riyad Mahrez apresentou índices de aproveitamento de toques superior ao do novo jogador do Chelsea no último ano. Certo é também que o jogador foi a peça de seu clube que mais passes em média ofertou, com 60,2 por jogo; muito mais que os 40,5 do segundo colocado da estatística, Wilfred Ndidi. Ao mesmo tempo, o inglês foi o segundo atleta de sua agremiação que mais recuperou bolas em média; foram 2,9 desarmes e 1,3 interceptações por encontro (perdendo apenas para o citado Ndidi).

Como comparação, em média, Fàbregas ofereceu 45,7 passes por jogo e Matic 53,3 — evidentemente, com mais acerto. Tal tem muito a ver com as filosofias de jogo intentadas por Chelsea e Leicester. Por outro lado, enquanto o primeiro apontou um desarme e 0,6 interceptação, o segundo não passou dos índices de 1,5 e 1,4, nos respectivos critérios.

(Foto: Tonny Marshall/Getty Images)

Ou seja, em termos de equilíbrio do meio-campo, Drinkwater parece uma contratação perfeita. Somando às suas habilidades o fato de que voltará a contar com a parceria do onipresente Kanté, a margem para seu sucesso tende a aumentar ainda mais.

“O Leicester foi muito bom para mim […] mas quero conquistar mais troféus, o que o Leicester entendeu e onde melhor do que o Chelsea? […] Joguei com N’Golo por uma temporada e não houve um jogo em que não desfrutei jogar a seu lado. Espero que continuemos de onde paramos […] Ele é um grande cara, a pessoa mais pé no chão que você vai conhecer […] Estou ansioso para o encontrar novamente”, disse o recém-chegado ao site oficial do Chelsea

Com isso, o time passa a ter também quatro alternativas válidas para duas posições. Não é que sejam fartas as possibilidades, mas o elenco ganha corpo com a contratação de Danny. Ele tem tudo para começar a atuar assim que se recuperar da lesão que o acomete, o que não deverá tardar. Além disso, o fato de já vir procedente de outra equipe da Premier League diminuiu muito o risco de inadaptação. Isso dá ainda mais valor ao negócio.

Drinkwater tem presença física, bom passe, visão de jogo e é altamente competitivo. Em 2015/16, forjou com Kanté a parceria que possibilitou a Mahrez e Jamie Vardy intenso brilho. Não há motivo para não acreditar que a dupla não consiga fazer o mesmo em Londres. Mas, dessa vez, privilegiando jogadores como Eden Hazard, Pedro, Willian e Álvaro Morata.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Category: Opinião

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Article by: Chelsea Brasil

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