
Saudações azuis!
A Premier League está de volta e o Chelsea fez a lição de casa ao vencer Burnley e Leicester City. Não foram duas partidas impecáveis e os Blues ainda têm muito a crescer – com certeza melhorarão. Será uma temporada difícil e equilibrada como a anterior, no entanto quele algo a mais decidiu chegar a Stamford Bridge. Fàbregas deu um toque de classe ao meio de campo e Diego Costa vem se mostrando o atacante que nos faltava. Schürlle e Ivanovic são os veteranos de melhor desempenho neste início de competição.
Não pretendo dissertar mais sobre os dois primeiros jogos oficiais, mas sim de outra coisa que chamou nossa atenção: Courtois venceu a disputa com Petr Cech e é o goleiro titular. Todos esperavam isso desde o anúncio do retorno do belga ao elenco após três anos no Atlético de Madrid. Com o bom desempenho do jovem arqueiro, nosso ídolo tcheco precisará trabalhar muito para retomar o espaço perdido. Isso se ele continuar em Cobham.
A possibilidade de perder Cech é real. Aos 32, nosso arqueiro está entre os melhores do mundo e pode render em alto nível por muitos anos. Caso opte por respirar novos ares, com certeza defenderá um clube de ponta. A decisão está nas mãos dele e precisamos respeitá-la, por mais doloroso que seja ver um dos jogadores mais importantes da história recente dos Pensioners vestindo outra camisa.
Mourinho sabe o que faz e precisamos confiar nele. O objetivo do português é montar um Chelsea competitivo e com potencial de reinar no futebol britânico e europeu por anos. Courtois é uma aposta válida e condizente com esta meta, afinal estamos falando de um dos melhores goleiros do mundo – e ele só tem 22 anos. Não seria bom perder este jovem valor para um adversário – e convenhamos, aconteceria se o belga não ganhasse uma oportunidade.
Ídolos são importantes para o futebol, mas não podemos colocá-los acima do clube. Impedir a ascensão de jogadores com o potencial de atingirem este patamar é um erro. Nosso comandante está dando a Courtois a merecida oportunidade de tentar e não é falta de consideração com o Cech, afinal ele pode reconquistar sua vaga. Resta saber se ele lutará para isso ou preferirá mudar de time.
Vai, Chelsea!
As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil