Chegada e Primeiras Impressões

Minha estadia em Londres começou da pior forma possível, “levantei” a desconfiança de parte da imigração do Heathrow, aeroporto de Londres. Tal fato acarretou um “disparo” de perguntas como: “aonde iria viver em Londres, quanto dinheiro estava levando para a viagem, qual era escola que estava matriculado e como o inglês me ajudaria no currículo”.

Foi o primeiro dia, e o mais desmotivante que tive, a alfândega inglesa fez o papel que é atribuído a ela pelo mundo todo, o de rígida. Com exceção desse caso, os 30 dias que fiquei na Terra da Rainha foram incríveis, descobri lugares novos, pessoas novas e o melhor, meu crescimento pessoal. Fazendo ações que gosto de fazer, e para isso, não há palavra que descreva o quão prazeroso é.

Hospedei-me em uma “host family”, que nada mais é do que uma família “adotando-te” por um período, e confesso que me surpreendi em reação ao comportamento dela. A frieza pré-conceituada aos britânicos foi rapidamente cancelada quando eu conheci a Mrs. Spriggs, a dona da casa. Durante os meses de abril e maio fui tratado como um filho pela mesma, e tal acontecimento levou a chamá-la de “Second Mom”.

Vamos ao que interessa que é o futebol, residi em um bairro chamado Lee Green, no sudeste de Londres. Os times que predominavam na região eram o Arsenal, Chelsea, Charlton Athletic e Millwall. (Os dois últimos pela proximidade dos estádios) Tive a oportunidade de visitar o “nosso” Stamford Bridge, Emirates Stadium, White Hart Lane e o Wembley Stadium.

Na primeira e segunda semana, não tinha me habituado ao sistema ferroviário de Londres, logo, não havia a possibilidade de deslocar-me até os estádios. Decidi assistir em um Pub próximo a minha casa, o Old Tigers Head foi prova das alegrias futebolísticas que tive em Londres. A vitória por 5-1 contra o Tottenham na semifinal da FA Cup e na classificação diante do Barcelona, fora de casa. Esse segundo episódio foi o mais marcante e será lembrado nos próximos capítulos do “CNB Londres”.

A minha “família” torcia pelo Chelsea, mas não eram fanáticos, sequer acompanhavam os jogos e só optaram pelo Chelsea, por simpatia. A partir da segunda semana, eles perceberam que eu realmente era fã dos Blues e não um estrangeiro que achava o futebol da Inglaterra, “legal”.

O que deixou a paixão evidente foram as constantes leituras da parte esportiva dos jornais britânicos, além das saídas para Pubs e a utilização semanal do “manto sagrado”.

Conversar sobre futebol com eles e com os britânicos em geral foi uma experiência inesquecível. Por diversas vezes deixei claro que escrevia para um site do Chelsea no Brasil, e que muitas pessoas seguiam o Chelsea lá, praticamente uma sub-sede do maior clube de Londres. Essa conexão é que faz o futebol tão especial.

Prestes a voltar, conversando com um nigeriano sobre o Futebol, ele me disse a seguinte frase, frase que me deixou mais orgulhoso por torcer pelo Chelsea: “Não importa se você torce por um time do seu país ou fora. Isso não importa. O futebol é o elo mais efetivo entre pessoas. Uma discussão sadia e comemorar um gol com os seus companheiros é algo que não tem descrição. Por isso, se você torce pelo Chelsea, ou por qualquer time do mundo, que seja verdadeiro… Pois o futebol pode te propiciar coisas inesquecíveis”.

E é isso, galera. Semanalmente, o Chelsea Brasil publicará vídeos, fotos e textos sobre a minha estadia em Londres. Espero que todos os “supporters from Brazil” aproveitem e desfrutem de tudo o que for compartilhado.

Um abraço carinhoso e saudações do atual campeão da Copa da Inglaterra e finalista da UEFA Champions League.

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Article by: João Vitor Marcondes

Taubateano e jornalista.