A visão de um jornalista sobre Didier Drogba e a UEFA Champions League

Escrito por Martin Lipton, jornalista do Mirror Football.

Eles estavam esperando isso há tempos. Já estiveram tão próximos de conquistar, fato que os fizeram pensar que o título já havia sido alcançado, e perderam. Às vezes pelo placar adverso, às vezes em falhas da arbitragem, mas sempre próximo, sempre muito perto.

Quando os jogadores levantaram a taça, fitas azuis e brancas foram anexadas a mesma, dando méritos aos atletas do Chelsea.

Em um lugar do vestiário estava Didier Drogba, um símbolo do triunfo londrino e a maior prova de que todas as mágoas e decepções no clube, valeram a pena. Não foi ele que levantou a “Orelhuda”, como é conhecido o troféu da Champions League, Frank Lampard e John Terry foram os encarregados, mas ele, foi o responsável de entregar o “Santo Graal” para Roman Abramovich.

Minutos após a entrega da taça, já como patrimônio de Stamford Bridge, os companheiros de equipe gritaram dentro do vestiário: “Didier Drogba, queremos que você fique conosco (No Chelsea)”. Foi muito mais que um desejo do grupo, deixou Abramovich ciente do sentimento dos atletas. Como se as peças do elenco soubessem o que Drogba sofreu sem a Champions League.

Drogba observando toda a situação ficou parado por certo tempo, olhando para o troféu e indagou-lhe, em um momento “dele”: “Por que você nos evitou, nos iludiu, por tanto tempo? Por todos esses anos você tem flertado conosco, e em seguida, fugiu. Achei que você viria antes, saiu correndo duas vezes em Anfield. Fez-nos acreditar que iria se juntar a nós em Moscou, mas simplesmente, você virou as costas e foi”.

“Contra o Barcelona, novamente, você nos torturou. Mas ficamos com uma vontade maior de te conquistar”. “E mesmo essa noite, você feriu-nos primeiramente, nos fez temer pelo pior, até o fim… E finalmente, você pertence a nós”.

Bruce Buck , que estava ao lado de Roman Abramovich apenas olhava e emocionado, disse: “Drogba estava rezando com a taça, um momento dele, de desabafo. Praticamente, uma experiência religiosa”.

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Article by: João Vitor Marcondes

Taubateano e jornalista.