Liam Rosenior concedeu entrevista coletiva após a derrota do Chelsea por 1 a 0 para o Arsenal, na noite de terça-feira, resultado que confirmou a eliminação dos Blues na semifinal da Copa da Liga Inglesa.
Com o revés, o Chelsea acabou superado por 4 a 2 no placar agregado e deu adeus à Carabao Cup. A seguir, todas as declarações do treinador dos Blues após o apito final.
O plano de jogo foi executado quase com perfeição?
“Tivemos muitas situações para administrar nos últimos dias, inclusive alguns testes físicos feitos na manhã do jogo. Normalmente, defino a equipe no dia anterior, mas hoje só consegui anunciar a escalação à tarde, quando tive certeza de quem realmente estava disponível.
Tenho que dar muito crédito aos jogadores. O nosso calendário tem sido extremamente pesado e, ainda assim, a energia, a entrega e o espírito competitivo estiveram presentes. Infelizmente, não conseguimos transformar isso em qualidade decisiva no segundo tempo. Tivemos boas oportunidades, mas não aproveitamos.”
Qual a situação de lesões e disponibilidade do elenco?
“O Pedro Neto e o Reece James sofreram pequenas contusões. Eles estavam com bastante dor para atuar hoje. Ambos sempre querem jogar. O Reece é um capitão e um líder incrível. O Pedro é um profissional exemplar e um grande jogador.
Preciso destacar também o Estêvão Willian. Com apenas 18 anos, ele passou por algo muito pessoal, precisou viajar ao Brasil e voltou em apenas dois dias para estar disponível. Isso diz muito sobre o caráter e o espírito que quero neste time.
Sobre o Cole Palmer, ele fez uma partida incrível quando entrou. Foi fundamental contra o West Ham e precisamos cuidar dele. Ele é uma joia. Precisamos garantir que esteja bem durante toda a temporada. Estou desapontado por não termos avançado contra uma equipe muito forte, mas não podemos deixar esse revés afetar nosso futuro.”
Onde essa derrota se encaixa entre as maiores decepções da sua carreira?
“Sempre fico extremamente decepcionado quando perco um jogo de futebol. Quando ganhamos, fico feliz; quando perdemos, não fico. Simples assim.
Há muitos aspectos do nosso desempenho hoje que me agradaram, mas estou aqui com o grupo. Foi possível ver o quanto os jogadores ficaram devastados depois da partida. Eles acreditavam que era possível reverter o resultado.
No segundo tempo, tivemos controle e domínio em vários momentos. Em alguns deles, realmente senti que estávamos perto. Não aproveitamos. Estou magoado, mas precisamos seguir em frente rapidamente, porque temos outro jogo em três dias.”
O plano era manter o jogo controlado e depois soltar a equipe com Palmer e Estêvão?
“Exatamente. Se você sai pressionando alto desde o início, pode fazer 2 a 0, mas também pode sofrer 2 a 0. O aspecto psicológico da eliminatória era muito importante, e senti isso dentro do estádio.
Quando coloquei o Cole e o Estêvão por volta dos 60 minutos, o jogo se abriu. Tivemos chances dentro e fora da área, e houve uma sensação clara de que a eliminatória poderia mudar. Infelizmente, não conseguimos o gol que precisávamos. No fim, o gol deles saiu quando estávamos totalmente expostos, tentando tudo.”
Os testes físicos de última hora influenciaram no sistema adotado?
“A disponibilidade dos jogadores sempre influencia o sistema. Você precisa considerar o adversário, o nível físico, a intensidade necessária.
Contra o West Ham, corremos até os 97 minutos tentando buscar o resultado. Tivemos também as emoções do jogo contra o Napoli. Tudo isso entra na tomada de decisão.
O mais gratificante é ver que os jogadores conseguem se adaptar taticamente em pouco tempo. Isso me encoraja bastante, porque gosto de trabalhar com sistemas diferentes.”
A maior frustração foi o desempenho no jogo de ida em casa?
“No primeiro jogo, enfrentamos um surto de gripe. Não é desculpa, é a realidade. Tivemos que mudar a equipe no próprio dia da partida, e eu estava no clube havia apenas quatro dias.
Minha frustração é não termos avançado. Comparando os dois jogos, vejo uma diferença clara na organização e no controle da equipe. Estou muito satisfeito com a direção que o desempenho do time está tomando, mesmo que o resultado hoje não tenha sido o desejado.”
Alguns comentaristas criticaram a postura ofensiva no primeiro tempo. Você concorda?
“Eu já fui comentarista, então sei como é fácil falar depois do jogo. Se eu pressiono desde o início e sofremos dois gols, todos diriam: ‘O que ele está fazendo?’.
Essa é a realidade do meu trabalho. Se você perde, é criticado. Se vence, vira um gênio. Normalmente, a verdade está em algum lugar entre esses extremos.”
Você já vê uma evolução clara da equipe desde o início do seu trabalho?
“Acho que todos conseguem ver isso. E é gratificante. Estou no clube há menos de um mês e já disputamos oito partidas.
Os jogadores mostraram desempenho, aprendizado, espírito de equipe, união e luta. Há muitos sinais positivos. Agora precisamos ver como reagiremos após esse revés.
Temos um jogo difícil fora de casa contra o Wolves no sábado, e quero ver qual será a resposta da equipe.”
