Piazon: ‘Tenho de fazer algo especial nessa temporada para voltar para o Chelsea e ficar lá’

Piazon durante a pré-temporada pelo Chelsea. (Foto: AP)
Piazon durante a pré-temporada pelo Chelsea (Foto: AP)

O meia-atacante brasileiro Lucas Piazon está emprestado ao Vitesse Arnhem da Holanda e, falando ao jornal Sportsmail esse fim de semana, admitiu que precisa fazer algo de especial se ele quiser fazer parte dos planos de José Mourinho na próxima temporada. Piazon já marcou três gols no Campeonato Holandês e seu time está apenas há quatro pontos dos líderes Twente e PSV. Na temporada passada, o Vitesse terminou em quarto, mas a expectativa do brasileiro é que nesse ano o time vá mais longe e ele espera colaborar diretamente para isso.

O mais importante para mim era encontrar um clube onde eu jogasse muitas partidas. A princípio eu queria ficar na Premier League e ganhar experiência no futebol inglês, mas o Chelsea falou comigo [sobre o Vitesse] e eu vim para conhecer o time. Eu gostei do clube, da cidade e do centro de treinamento. Há muitos jogadores do Chelsea aqui e nós temos uma boa ligação. Todos nós queremos fazer o nosso futuro no Chelsea, mas isso vai depender de nós. Nós somos jovens e estamos emprestados, portanto temos de fazer algo especial nessa temporada para voltar e permanecer no clube [Chelsea]. Nós sabemos que se não fizermos uma boa temporada sairemos em empréstimo de novo,” falou Piazon.

O Chelsea tem dado preferência para fazer negociações de empréstimos com o Vitesse nas últimas temporadas. Além de Piazon outros cinco jogadores atuam pelo clube holandês atualmente: Patrick van Aanholt, Gael Kakuta, Sam Hutchinson, Cristian Cuevas e Christian Atsu. A relação entre os dois clubes é bem próxima e o Chelsea tem certo controle sobre o desenvolvimento de seus jogadores lá. Michael Emenalo – diretor de futebol do clube – revelou recentemente que faz parte dos contratos assinados entre as partes que o clube londrino escolha a posição que seus jogadores atuem pelo Vitesse e até o estilo de jogo, tudo para que as jovens promessas de Stamford Bridge se desenvolvam de acordo com os interesses dos Blues. Especula-se que até os treinadores escolhidos pelo clube sejam sugeridos pelo Chelsea, apesar dos Blues não terem poder para decidir quem joga e quem não joga. Prova disso é que apenas Piazon tem participado frequentemente dos jogos do Vitesse. O brasileiro acha que nessa temporada o time pode conseguir melhor sorte no campeonato holandês e quem sabe até brigar pelo título.

Nós podemos fazer uma temporada melhor que a passada. Nós perdemos os dois últimos jogos, mas podemos fazer melhor e terminar com o título ou algo bem próximo disso. No campeonato holandês os times se armam vindo de trás, tocando a bola, mas na Inglaterra não é assim. Lá o futebol é mais físico e disputado na base da força.

Piazon também está ciente de que a promoção da base para o time principal é um desafio, mas em sua opinião empréstimos facilitam esse processo, principalmente em clubes grandes e fortes como o Chelsea.

Se você está nas categorias de base, mesmo que sejam muito fortes e organizadas, a transição para o time de cima é muito difícil. É muito importante para mim que eu ganhe experiência e jogue partidas. É assim que você se conhece melhor como jogador e aprende as coisas que você faz bem e as que não faz bem, aprende quando deve ir para uma jogada e quando não deve. E se você consegue jogar sempre, você fica mais em forma e mais forte. Eu preciso ficar mais forte fisicamente, trabalhar o meu corpo, e preciso melhorar o meu jogo defensivo e também o ofensivo e é isso que eu estou tentando fazer aqui.

O meia-atacante também falou que desde que foi para o Chelsea ele parou de ser chamado para as categorias de base da seleção e admitiu que entrar no grupo de Luiz Felipe Scolari é praticamente impossível. Perguntado sobre a possibilidade de jogar pela Inglaterra ao invés de jogar pelo Brasil, Piazon admitiu nunca ter cogitado essa hipótese.

Eu nunca pensei sobre isso [se naturalizar inglês]. É mais fácil mudar de nacionalidade quando você é mais novo. Se você vai para outro país para jogar futebol e sua seleção não te chama, você tem de fazer uma escolha que é muito difícil. Se o seu país não te quer, mas há outro que queira te adotar, isso pode acabar sendo uma boa coisa,” concluiu o brasileiro.

Category: Chelsea Football Club

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Article by: Chelsea Brasil

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