Negócio com a Gazprom é uma forma de responder ao Fair Play Financeiro da UEFA

Parceria entre Chelsea e Gazprom será muito vantajosa ao clube inglês.

Em reportagem no site givemefootball.com, o jornalista Pete South destrincha toda a relação da negociação do Chelsea e a empresa de energia russa Gazprom, com o Fair Play Financeiro instituído pela UEFA como forma de conter gastos desproporcionais entre os clubes europeus. A Gazprom já tinha uma relação com o mandatário do Chelsea, o também russo Roman Abramovich, visto que em 2005 o dono dos Blues vendeu suas ações marjoritárias da empresa de petróleo Sibneft para a Gazprom por cerca de £8.4 bilhões.

Na reportagem, o jornalista explica que na temporada 2010/11 o Chelsea  teve um déficit de £72 milhões, e que precisa gerar receita para cumprir as novas regras criadas pela UEFA. Um olhar desatento poderia achar essa parceria, que visa criar uma  imagem de responsabilidade social, estranha, já que a Gazprom é conhecida como “corrupta e secreta”. Mas a necessidade de entrada de dinheiro fez com que o clube precisasse desse tipo de parceria. Se as regras não são cumpridas, as punições podem ser muito severas, mas o negócio com a empresa russa deve aliviar a pressão no aspecto financeiro do clube.

A Delta Airlines também é a outra nova parceira do clube e com a conquista de novos mercados, principalmente os asiáticos, o Chelsea vai criando novas fontes de renda. Também em âmbito nacional, os Blues tem conseguido receita proveniente da televisão, cerca de £55 milhões apenas com a Premier League e na conquista do campeonato europeu de clubes foram embolsado €60 milhões. Outro detalhe que parece aliviar a pressão é o fato de jogadores com salários muito altos terem deixado o clube, caso de Didier Drogba e Salomon Kalou, e, em um futuro próximo Florent Malouda, o que facilita o controle das despesas, já que os novos contratos já são assisnados com o FFP em vigência, coisa que não aconteceu no caso dos jogadores citados acima.

Por outro lado, os altos investimentos na contratação(€15 milhões) e demissão(£12 milhões) de André Villas-Boas atrapalham o Chelsea a balancear essa difícil conta. O negócio com a Gazprom é o primeiro bloco de sustentação para poder fechar a conta e apesar dos números do negócio não terem sido revelados, é provável que o Chelsea receba milhões de euros por essa parceria, provando que não é tão ruim ter um dono tão bem relacionado como o Chelsea tem a Abramovich. O estranho é o clube não cortar gastos mesmo durante o período contábil do FFP e com um déficit de £72 milhões.

Isso tudo demonstra que o Chelsea fará uma abordagem diferente ao FFP do que a UEFA recomenda aos clubes: ao invés de cortar gastos astronômicos os Blues preferem fazer parcerias vantajosas economicamente e espera que o dinheiro investido em grandes astros retorne ao clube em forma de premiações por títulos. Na lista da Forbes o Chelsea aparece como o sétimo clube de futebol mais rico do planeta, valendo algo em torno de $362 milhões. De uma forma ou de outra, ao menos o Chelsea está demonstrando que pretende cumprir as normas do Fair Play Financeiro.

Category: Chelsea Football Club

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Article by: Lucas Carvalho