Em histórica entrevista a Jamie Carragher, Terry fala sobre sua carreira, o atual momento, e a possibilidade de deixar o Chelsea

Terry e Carregher se enfrentaram por quase 15 anos em campo
Terry e Carregher se enfrentaram por quase 15 anos em campo

John Terry chegou àquele ponto da carreira em que é mais que apenas um jogador em atividade, ou mais do que um capitão de um grande time. Terry está num ponto de sua trajetória em que pode ser considerado uma lenda viva do esporte, não epenas do Chelsea ou do futebol inglês. São 17 anos como profissional do Chelsea e, somado seu período na base, 20 de serviços prestados ao clube, com apenas uma breve interrupção de dois meses, quando o capitão defendeu o Nottingham Forest, na temporada 1999/2000.

Em todo este tempo de Stamford Bridge, o atleta formado na base do clube já venceu quatro Premier Leagues, cinco FA Cups, três Copas da Liga, duas Community Shields, uma Europa League, e a tão sonhada UEFA Champions League.

E com seu status de lenda, o jogador recebeu um convite para ser entrevistado por outra, o ex-defensor Jamie Carregher, que como Terry, dedicou sua carreira a servir seu clube de coração, o Liverpool, onde hoje é considerado um dos maiores jogadores da história do clube, tendo vestido vermelho por 17 anos.

Em entrevista guiada por Carragher ao Daily Mail, Terry falou sobre seu passado, sua sua trajetória, sobre como quase foi vendido pelo Chelsea em 2000, sobre o atual momento dos Blues e também sobre a possibilidade de jogar com a camisa de outro clube no futuro. Quanto ao atual momento do clube, Terry afirmou que é tão ruim, que ele tem vergonha de sair de casa. Mas o zagueiro também ressaltou acreditar que Mourinho seja a pessoa certa para devolver o clube a suas rotineiras glórias.

Veja abaixo a entrevista completa:

NOSSAS BATALHAS

Carragher: “John Terry é o melhor zagueiro da história da Premier League.” Quem disse isso?

Terry: (longa pausa) A minha mãe, provavelmente.

Carragher: Fui eu! E eu já dizia isso muito antes de ser comentarista. Vamos voltar a 2005. Você foi nomeado Jogador do Ano na Inglaterra. Você se lembra quando descobriu que Stevie (Gerrard) e eu tínhamos votado em você? Nós nos encontramos num jogo da Inglaterra e você pareceu realmente surpreso. Foi genuíno?

Terry: Sim, claro. Eu não tinha a menor ideia. Foi engraçado. Antes disso eu tinha telefonado para Bobby Barnes, da PFA (entidade de jogadores que concede o prêmio) para conversar sobre isso. Ele me disse que eu tinha alguns votos e que estava na corrida. Mas, mesmo assim, eu nunca sonhei em vencer. Apenas Paul McGrath (em 1993) e Gary Pallister (1992) tinham ganho como defensores. Eu tinha lutado muito naquele por uma chance de ser campeão, e é como eles dizem: os prêmios vêm como consequência. Mas eu disse a Bobby que eu precisava saber se eu tinha ganhado, porque na época eu estava sentindo tanta dor que eu não seria capaz de colocar um par de sapatos! Antes de cada sessão de treinamento e de cada jogo, eu tinha que tomar uma injeção. Então, naquela noite, o médico do clube veio até o hotel, me deu uma injeção que durou três horas para que eu pudesse calçar meus sapatos para subir no palco! Como já era o final da temporada e eu estava com muita dor, o remédio começou a parar de fazer efeito e eu estava lá no palco pensando ‘Eu tenho que sair daqui!’

Carragher: Eu sempre tive um respeito absoluto por você como um jogador, mas, eu vou ser honesto, nós não conseguíamos suportar o Chelsea naquela época. Foi o mesmo para você com a gente? No final da minha carreira, eu já tinha jogado contra o Chelsea 45 vezes. Você vai chegar a um número parecido, já que você está em todos os jogos…

Terry: Quer saber a verdade? Cada vez que eu encaro o Liverpool,  eu penso ‘Vamos acabar com isso’. A rivalidade esta lá e estava lá ainda mais para os fãs naquela época e nós amávamos jogar contra contra você e Stevie. Naquela época a rivalidade era enorme. A semi-final (da Liga dos Campeões) em 2005. Estávamos 30 pontos ou algo assim à frente de vocês na tabela da Premier. Muitos achavam que iríamos acabar com vocês. Mas as coisas contra o Liverpool sempre foram difíceis, vocês sempre tiveram fome, luta. Naquela época a rivalidade foi forte para nós, para os fãs, a paixão. O time tinha você e Stevie. Foi forte.

Carragher: O que você lembra daquela noite? Do gol ‘fantasma’ de Luis Garcia, é claro que…

Terry: (Com um ar muito sério) Gol? Que gol?

Carragher: O gol fantasma! Mas é o fantasma do Chelsea, não nosso! Mas no final do jogo, a primeira coisa que eu queria fazer era te procurar e falar com você. E sabia o quanto você tinha lutado. Cada jogo entre nós era um 0-0 ou 1-0. Como defensor eu pensava: esse é o melhor que eu posso dar de mim.

Terry: Você nunca esquece momentos como esse. Mas você pensa como defensor, nós temos que ter nervos de aço todos os jogos, coisas que meio-campistas e atacantes simplesmente não entendem! Como um defensor, você tem que ser tão forte mentalmente. Você não pode ter dois ou três jogos consecutivos em que você está falhando. Como um meio-campista, se você cair de rendimento por um tempo que ninguém pensa nisso, não é? Mas como defensor se você falha num único lance, a culpa é sua.

Os dois se encontraram em muitas ocasiões
Os dois se encontraram em muitas ocasiões

Carragher: O nível de concentração e a intensidade em torno de jogos dessa grandeza era enorme. Hoje você pensa naquele momento como algo que aconteceu, mas olhando para trás e pensando ‘O Chelsea? Semi-final de Liga dos Campeões?’ Chega a ser assustador.

Terry: Eu posso imaginar o que Rafa (Benitez) tinha dito para vocês fazerem nos dias de antecedência ao jogo. Tendo tido ele como treinador aqui, imagino o quanto ele deve ter motivado vocês. Nós fomos preparados de maneira semelhante também. Depois do jogo, você está morto, não é? Você está explodido em pedaços. Porque você tinha que dar tudo…

Carragher: Eu acho que nós tivemos um vantagem sobre vocês, porque nós derrotamos vocês em seu próprio jogo. Arsenal e Manchester United tentaram jogar futebol contra vocês. Nós não teríamos sonhado em fazer isso, não eramos bons o suficiente. Terímos que atacar por muitas horas para vencer Peter Crouch ou ter vários Dirk Kuyts para pressionar Ashley Cole…

Terry: Como foi bom ter Kuyt nesses jogos? Você podia vê-lo jogar toda semana, mas quando enfrentava ele era diferente. Ele e todos vocês jogavam um nível acima contra nós.

INGLATERRA

Carragher: Como você reflete sobre sua carreira na Seleção da Inglaterra?

Terry: Eu adorei cada segundo do que passei. Mas foi o que mais me decepcionou, mais do que qualquer coisa. Eu olho para trás e penso nos meus 78 jogos e fico incrivelmente orgulhoso. Eu fui o capitão por dois ciclos. É a maior honra que você pode ter no futebol. Como uma criança, é mais do que você sonha. Mas eu fico desapontado com a forma como ele terminou, realmente. Eu nunca me vi indo embora. Levou algo tão grande de mim ter que sair. Assim que chegava a 50 jogos, eu queria 60, e depois 70…Eu tinha uma meta de 100 partidas. Isso é tudo que eu sempre quis fazer. Minha meta número um sempre foi jogar pela Inglaterra, a segunda era ser capitão e a terceira era chegar aos 100 jogos. Eu assisto os jogos de fora e isso me mata. Eu não sinto falta de estar longe de casa, por outro lado. Sem chance. Eu começo a passar mais tempo com os meus filhos, eu consigo vê-los jogar na escola. Recebo uns dias de folga e tenho tempo para a família. Mas eu assisto os jogos da Inglaterra e penso ‘eu poderia estar lá’. Eu poderia ter estado lá na última Copa do Mundo. Eu tinha mais fôlego que Wazza (Wayne Rooney) quando me aposentei. Eu talvez ainda estivesse jogando, e isso me machuca.

Carragher: Fabio Capello renunciou ao cargo em 2012, quando ele discordou da decisão da FA de tirar a capitania de você. Você já falou com ele muito desde então?

Terry: Eu ainda entro em contato com ele. É realmente estranho. Eu não tenho esse tipo de relacionamento com outros treinadores. Você sabe como ele era – ele era duro. Mas nós ainda nos falamos. Trocamos mensagens de texto. É bizarro. Como ele se levantou por mim, dado o caráter que ele tinha, significou tudo para mim. Eu dei tudo pela Inglaterra. Em Portugal, em 2004, eu perdi o nascimento dos meus filhos enquanto eu estava com a Inglaterra. Eu perdi o melhor dia da minha vida. Então a maneira como terminou me entristece, tenho que ser honesto. Foi a melhor coisa que me aconteceu, por tudo que representa a Inglaterra.

Terry foi capitão da Inglaterra entre 2006 e 2012 (Foto: Getty Images)
Terry foi capitão da Inglaterra entre 2006 e 2012 (Foto: Getty Images)

Carragher: Como você superou isso, então? Como você lidou sabendo que as pessoas na última temporada estavam dizendo que você era o melhor zagueiro inglês em atividade e que deveria estar jogando na Seleção? Você sabia lidar com isso?

Terry: Definitivamente era difícil. No fundo da minha mente, algo estava dizendo ‘volte para a Seleção, chegue aos 100 jogos. Mostre que você ainda dá conta’. Esse sempre foi meu tipo de ser: ‘nunca desistir’. É por isso que quando eu era um jogador da Inglaterra eu disse que nunca iria embora. Então, ter que sair foi algo forte. Pensar em tudo que eu já passei para defender a Seleção, realmente me entristece. A luta dentro de mim era para voltar a jogar. Eu queria chegar a 100 jogos. Eles me disseram que eu nunca seria o capitão novamente, mas ainda podia ser o capitão e podia chegar aos 100 jogos. Essa é a mentalidade que eu sempre mantive.

ATUAL TEMPORADA

Carragher: Eu esperava uma dominação novamente do Chelsea nesta temporada. É por isso que tudo isso tem sido um choque. As pessoas não conseguem acreditar que uma equipe gerida por José Mourinho está tendo esta fase.

Terry: Estávamos muito bem na última temporada, as equipes todas ficaram pelo caminho. Mas dois jogos que você perde e depois para um rival (o Manchester City), aí tudo muda. Todo mundo olhou para nós e pensou: ‘nós somos capazes de vencer eles’. Você perde de novo e muda a mentalidade de todo o grupo. As equipes vêm e levam uma vantagem sobre você.

Carragher: Você foi substituído no intervalo contra o Manchester City. O que você achou disso?

Terry: Ouça, você fica surpreso. Eu estava mais chocado do que qualquer coisa. Mas eu entendi e subi para ver o segundo tempo. Eu tenho essa mentalidade, onde você aparece no dia seguinte, trabalha ainda mais duro e diz ‘certo, eu vou lhe mostrar do que eu sou capaz”. Não houve lamentações minhas. Esse não sou eu. Eu sei o que fazer neste ponto da minha carreira, já passei por estas coisas. Então eu fiz o que era certo, porque mais cedo ou mais tarde, ele me colocaria de volta em campo.

Carragher: Mesmo nesta fase de sua carreira, algo é capaz de colocar uma dúvida em sua mente?

Terry: Sim, claro. E aquele jogo era um dos primeiros da temporada. Contra o Swansea no dia da abertura, eu acho que eu joguei bem. Mas eu atuei mal por 45 minutos contra o (Sergio) Agüero, que é um dos melhores atacantes do mundo. Mas se você olhar para os últimos sete ou oito jogos que eu joguei contra ele, ele não teve espaços. Talvez eu tenha ficado um pouco abalado por perder algumas jogadas. Você perde um pouco (de confiança), com certeza. Eu acho que você tem que prestar mais atenção nas críticas, também.

Carragher: As pessoas têm dito este ano que ‘aquele John Terry já ficou no passado, suas pernas acabaram’, mas não acredito nisso. Assim como não acreditava quando falavam de mim…

Terry: Mas são críticas preguiçosas, não é? Você critica as pessoas, mas não apoia elas quando é preciso. Você já esteve lá no campo. Você já jogou. Você sabia que sua forma ainda estava lá. Demora um pouco mais para se recuperar com a idade, mas quando você está pronto e a adrenalina bate,  você se sente bem. As pessoas falam que eu perdi minha velocidade, mas eu nunca fui rápido.

Carragher: Exatamente! Você sempre pareceu que estava puxando um caminhão!

Terry: (muitos risos) Obrigado, Jamie!

Assim como o resto do time, Terry não tem vivido uma boa temporada (Foto: Getty Images)
Assim como o resto do time, Terry não tem vivido uma boa temporada (Foto: Getty Images)

Carragher: Quando a fase é ruim, você chega a um ponto em que começa a pensar duas vezes antes de tomar decisões em campo, você não age mais tão naturalmente

Terry: Sim, você não confia mais tanto seus instintos, que muitas vezes te fizeram ser o que você é. A ansiedade passa a te definir e você acaba batendo no chão. Mas se você consegue algumas vitórias, daí logo você está bem novamente. Mas as críticas a mim nunca tiveram um grande impacto em minha carreira. Eu não me importo com o que alguém diz. Eles sempre vão bater em você.

Carragher: Como você lida com o fato de ir de titular a absoluto a um jogador que não tem lugar garantido?

Terry: É diferente para zagueiros isso. Eu não sei o que você pensa, mas como um meio-campista, você pode perder um jogo e voltar que está tudo bem. Como a zagueiro, contudo, você precisa de ritmo.

Carragher: É isso mesmo. Mas me responda, nesta temporada a equipe não tem jogado bem – o que é diferente está acontecendo que não acontecia antes?

Terry: Não tem nada diferente. A tabela da liga diz que há algo diferente, mas não tem. Se você quiser vasculhar para achar problemas (o que é errado), você vai encontrá-los mesmo que não existam. As pessoas podem, depois dos jogos, encontrar um milhão de motivos para as coisas não darem certo. Mas eu prefiro dizer ‘para o inferno com esse resultado, vamos seguir em frente’. Eu tive alguns treinadores que costumavam analisar demais cada coisa, mas as vezes não tem nada lá. Alguns vão perceber que o time tem sofrido gols em bolas paradas, então vamos lá e treinamos 20 escanteios seguidos. Mas isso não muda nada. No máximo tem um sentido contrário. Isso apenas destaca nossas fraquezas e faz os jogadores se preocuparem ainda mais. Então o nosso treinador (Mourinho) tem tido a mentalidade de apenas seguir em frente. A qualidade está lá no elenco, está tudo lá.

Carragher: A única diferença entre outros momentos ruins do Chelsea é que o treinador não foi demitido!

Terry: Ouça, a estabilidade dele daqui pra frente vai ser ainda maior. O que o clube tem feito é criar um novo precedente e definiu que José é o homem para nos levar neste caminho. Ele vai fazer isso. Este plantel de jogadores ganhou o campeonato na última temporada. Não há diferenças. É um mau momento em nossa forma. Muito ruim. E quando você está acostumado a estar no topo por tanto tempo, é horrível. Você não quer nem sair de casa depois dos jogos, você não quer mostrar o seu rosto em público. É horrível.

O FUTURO

Carragher: O seu contrato acaba ao fim da temporada. Se o Chelsea não oferecer um novo contrato, você sabe qual seu próximo passo? Ou você está apenas esperando para ver o que acontece?

Terry: Eu acho que vou esperar, sim. Eu não sei dizer. Conforme você envelhece, você começa a olhar para este caminho. Estou fazendo meus cursos para ser treinador. Eu estou cogitando trabalhar na TV. Já fiz algumas coisas para a SkySports e para a BT…

Carragher: Nós estamos atrás de alguém para comentar jogos, você sabe! Você está fazendo algo nesta segunda-feira?!

Terry: (risos) Quando você tem a segurança desses contratos de quatro ou cinco anos, você está totalmente focado no campo. Mas quando você tem contratos curtos… Eu ia te fazer uma pergunta, na verdade. Quando você soube que ia se aposentar, quando tomou a decisão?

Carragher: Eu sabia 18 meses antes. Assim que eu passei a não ser mais titular, havia 18 meses ainda no meu contrato. Eu percebi então que eu queria parar. Eu já tinha trabalhado para a ITV na Euro 2012. Eu comecei o curso para ser treinador, e eu não diria que eu adorei, mas eu tinha gostado da TV por outro lado. Quando eu conheci Brendan Rodgers, pela primeira vez, eu lhe disse que faltavam 12 meses em meu contrato e que era isso, que pararia no final da temporada. Ele tentou me manter em atividade, mas eu não podia mais continuar sem jogar.

Terry: Essa sempre foi a minha mentalidade. Eu nunca soube como os jogadores conseguem passar semana após semana sem jogar. Esta é a primeira vez na minha carreira que eu não tenho sido um titular absoluto. Eu não consigo me ver fazendo isso por um ano ou dois. Mas, ao mesmo tempo, eu não consigo pensar em estar em outro lugar ou jogar para outro clube. Chelsea é o meu clube. Estou aqui por 20 anos. Eu penso em treinar, mas não na Inglaterra, talvez.

Carragher: Então você não conseguiria jogar por outro clube na Inglaterra?

Terry: Não. Sem chance. Sem chance. Nos Estados Unidos, talvez. Mas fisicamente eu sinto que ainda posso jogar. Eu quero jogar? Claro que eu quero. Mas as decisões tem de ser tomadas e tenho que pensar na minha família. E se você for jogar em outro time e não der certo? Essas coisas todas vem a mente, não é?

Carragher: Você olha para o seu empréstimo ao Nottingham Forest em abril de 2000 com algum arrependimento? Você jogou seis jogos por um time que não fosse o Chelsea. Se não fosse por esses jogos, você poderia ter sido como um Maldini, Baresi, Giggs, (um riso) Carragher! Você sabe, um jogador de um clube só…

Terry: (risos) É uma história engraçada, na verdade. O Chelsea queria me vender na época. Eles haviam fechado um acordo com Huddersfield, para o final da temporada. Depois do meu empréstimo para o Forest, eu deveria ir para Huddersfield. Steve Bruce era o treinador deles na época. Gianluca Vialli era o nosso treinador e era amigo de David Platt, treinador do Forest. Porém aconteceu que eu fui muito bem nesses jogos, eu comecei cinco e entrei como substituto no outro. O Chelsea então percebeu que eu valia dinheiro, e percebeu também que eu deveria ficar no time, então não me venderam. Eu voltei a tempo ainda de Vialli me colocar no banco para a final da FA Cup de 2000.

Terry defendeu o Nottingham Forest por dois meses
Terry defendeu o Nottingham Forest por dois meses (Foto: Getty Images Archives)

Carragher: Você esteve perto de se mudar para outro clube em qualquer ponto desde então? Isso já passou pela sua mente?

Terry: Não. Nem com aquela proposta do Manchester City. Eles ofereceram 29 milhões de libras por mim em 2009 e o Chelsea recusou. Eu até tive uma reunião com Roman (Abramovich) sobre isso. Eu disse a ele que se o clube não me quisesse, que ele teria de me dizer antes de aceitar a oferta. Porque se o clube não te quer mais, você tem que ir. Mas eles não aceitaram a oferta, e isso me disse tudo o que eu precisava saber. O Chelsea recusou a oferta e foi isso.

Carragher: Uma última coisa: escale o melhor Chelsea que você poderia com os jogadores que defenderam a camisa azul com você?

Terry: Eu nunca fiz isso antes! Mas vamos lá… Eu vou jogar em 4-3-3. Então, vamos com: Cech; Ivanovic, Carvalho, e Ashley Cole…Eu estou me colocando no time, tenho que dizer…(longa pausa) Agora, isso é onde fica difícil… Lampard … Didier (Drogba) … Robben (pensando em pausa), (Damien) Duff era muito bom, não era? Mas tem que ser Hazard nessa posição….Em seguida, Makélélé, além de Zola, é claro. Tem que ser ele, não é? Seríamos uma m**** em jogadas aéreas, mas nós seriamos um bom time de qualquer maneira!

Os eleitos de Terry para seu Chelsea ideal (Imagem: Sky Sports)
Os eleitos de Terry para seu Chelsea ideal (Imagem: Sky Sports)

Category: Chelsea Football Club

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Article by: Márcio Canedo