Coreanos e sauditas disputam vaga no mundial e podem ser adversários do Chelsea

ACL terá campeão inédito em 2012 (Foto: flickr)

Al-Ahli Jeddah e Ulsan Hyundai disputam, nesta sexta-feira, o título de campeão asiático de 2012. Além da inédita conquista, sauditas e coreanos lutam por uma vaga no Mundial de clubes da FIFA deste ano. Após deixarem para trás favoritos como Kashiwa Reysol, Sepahan e Al-Ittihad, as duas equipes travam briga pelo título no maior centro urbano da costa ocidental. Duelo pode ser decidido por brasileiros.

Ulsan Hyundai conta com forças brasileiras para chegar ao Japão em dezembro

Fundado em 1983, com o nome de Hyundai Horang-i FC, o time da cidade que fica no sudeste da Coréia do Sul chega pela primeira vez a uma final da Liga dos Campeões da AFC (Confederação Asiática de Futebol). Tendo conquistado a liga nacional em duas oportunidades (1996 e 2005), o Ulsan é o atual vice-campeão do país e conta com os brasileiros Maranhão e Rafinha.

Para chegar até a final, os sul-coreanos tiveram que enfrentar Beijing Guoan (China), Brisbane Roar (Austrália) e FC Tokyo (Japão) na primeira fase; além de Kashiwa Reysol (Japão), Al Hilal (Arábia Saudita) e Bunyodkor (Uzbequistão) na fase eliminatória.

Na semifinal, contra o ex-clube dos pentacampeões mundiais Rivaldo e Felipão, o time passou com facilidade, vencendo os dois jogos contra o Bunyodkor (1 a 0 e 4 a 0). A equipe tem o melhor ataque da competição, com 24 gols em 11 jogos. Além disso, é a que mais venceu (9) e está invicta no torneio.

Na partida da última quarta-feira, os destaques ficaram por conta de Kim Shin-wook e Lee Keun-ho, que marcaram os dois gols da vitória sobre a equipe uzbeque; e o goleiro Kim Young-kwang, que, com boas defesas, garantiu o resultado. O atacante Rafinha – que no Brasil atuou pelas equipes paulistas do Nacional, Paulista de Jundiaí, Juventus e Votoraty – marcou um dos gols na primeira partida de semifinal.

Ex-atacante do Botafogo tenta levar time árabe a inédita conquista

Duas vezes finalista do torneio continental, o Al-Ahli Jeddah tenta o título inédito e, para isso, terá o apoio de sua torcida. Isso porque, desde a temporada passada, a Champions League asiática deixou de ter sua final realizada em campo neutro, como acontece na competição europeia. Já na edição de 2011, o regulamento previa um sorteio contendo o nome dos estádios das duas equipes finalistas para decidir o palco da grande final, que é realizada em um único jogo.

O clube do ex-botafoguense Victor Simões sobreviveu a um grupo que contava ainda com Al-Nasr (Emirados Árabes Unidos), Lekhwiya (Catar) e Sepahan (Irã). Com 10 pontos em seis jogos, o time classificou-se na segunda colocação, atrás da equipe iraniana.

Nas oitavas de final, sofreu para derrotar o Al-Jazira dos Emirados, nos pênaltis, por 4 a 2, depois do empate em 3 a 3 entre tempo regulamentar e prorrogação. Após o sufoco, eliminou nas fases seguintes Guangzhou Evergrande (China) e Al-Ittihad (Arábia Saudita).

Contra os compatriotas do Al-Ittihad, na semifinal, os sauditas tiveram que reverter a vantagem do rival, que havia vencido a primeira partida pelo placar mínimo. Nos dois a zero do jogo da volta, o atacante brasileiro deixou sua marca ao ampliar para a equipe da casa aos 39 minutos da etapa final.

O antigo clube da cidade de Jeddah foi fundado em 1937 e tem em seu curriculum dois títulos nacionais. A única conquista internacional da equipe foi a Liga dos Campeões Árabes de 2002 (competição não oficial, disputada entre clubes de países de origem árabe do Oriente Médio e do norte da África).

O vencedor do duelo da próxima sexta enfrentará o Monterrey do México, na primeira fase do Mundial de Clubes da FIFA, em dezembro. Desse confronto sai o primeiro adversário do Chelsea no torneio intercontinental.

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Article by: Patrick Monteiro