Análise Tática: como seria o Chelsea se Messi jogasse em Stamford Bridge

Há cerca de um mês, José Mourinho disse em uma entrevista que o Chelsea não faria nenhuma compra na atual janela de transferências devido ao bom momento vivido por seus comandados na temporada. No entanto, nos últimos dias, surgiu uma especulação nada comum para o time azul. Ninguém menos do que o craque do Barcelona, Lionel Andrés Messi, era o nome mais associado aos Blues. Apesar de todo o alvoroço que causou nas redes sociais, a especulação foi prontamente descartada pelo auxiliar técnico Steve Holland.

Imprensa europeia especulou nesta semana a chegada de Messi ao Chelsea  (Foto: Daily Mail)
Imprensa europeia especulou nesta semana a chegada de Messi ao Chelsea (Foto: Daily Mail)

Pensando na hipótese do camisa 10 do Barcelona se mudar para Londres, surgiram algumas dúvidas: a formação mudaria? O time jogaria em função dele? O Chelsea teria que virar o time da posse de bola? Qual jogador titular sairia para Messi jogar? Willian? Oscar? Diego Costa?

É fato dizer que, para explorar o melhor do argentino, o esquema deveria ser um 4-3-3 tendo Messi como falso nove deixando o jogador eleito por quatro vezes o melhor do mundo flutuar entre as linhas dos volantes e da zaga adversária para em poucos movimentos definir uma lance. E foi assim que Lionel Messi viveu seus melhores momentos com a camisa blaugrana.

4-3-3 com Chelsea com Messi atuando de falso 9

No esquema acima, o jogador que perderia a posição seria Diego Costa. A equipe atuaria mais compacta, reduzindo as suas linhas, empurrando o adversário para seu campo, tendo número maior de atletas no espaço do rival, assim como o Barcelona de Guardiola e Messi fazia em seu tempo áureo. Meia central, Oscar seria recuado para atuar como volante com saída para o ataque. Willian, aberto pela direita, cumpriria função semelhante a que faz atualmente. O ponto alto do time seria a dupla Hazard-Messi se movimentando com velocidade e tendo os dribles com mudança de direção como artifício.

Agora, se a ideia fosse deixar o time ainda mais forte no ataque, o esquema poderia ser o 4-2-3-1 com o argentino jogando como meia central quase como um segundo atacante, próximo a Diego Costa, mas tendo a responsabilidade de puxar os contragolpes azuis. Willian e Hazard pelos flancos, e Fàbregas como segundo volante iniciando as jogadas como acontece normalmente. O hispano-brasileiro faria o papel habitual, se movimentando e abrindo espaço no nas defesas rivais para as infiltrações dos pontas e de Messi. Além disso, com Diego no comando de ataque, o Chelsea ganharia mais um reforço na forte jogada aérea, que é tradicional nos times de José Mourinho.

Mapa de calor do argentino na partida contra o Córdoba
Como meia central ou falso nove, a faixa do gramado é a mesma. Mapa de calor do argentino na partida contra o Córdoba no último dia 20 de dezembro

Apesar de todas essas formações, a transferência de Messi para Stamford Bridge não vai acontecer. Os valores são astronômicos e mesmo os 800 milhões de reais – como foi especulado – e uma rixa com o treinador, não devem tirar Messi da equipe catalã. Mas qual amante do futebol não gostaria de ver um jogador como ‘la pulga‘ marcando gols pelo seu time?

Category: Competições

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Article by: Chelsea Brasil

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