Como joga: o Chelsea enfrenta o Wolverhampton neste fim de semana

A fim de contornar a má fase dos últimos jogos, os Blues visitam os Wolves no Molineux Stadium para seguirem vivos na disputa pelo título. Com 3 empates em 6 partidas na bagagem, o Chelsea terá a difícil tarefa de encarar a sólida defesa dos Wolves longe do Stamford Bridge. Apesar de desfalques por lesões e pela COVID-19, a equipe de Tuchel não quer se distanciar de Liverpool e City na tabela da Premier League.

Na manhã do próximo domingo, mais precisamente às 11 horas, o Wolverhampton receberá o Chelsea em seu estádio pela 18ª rodada do campeonato inglês. Conheça agora a fase atual do time de Bruno Lage, seu estilo de jogo e o retrospecto ante os Blues.

A procura pelo equilíbrio

Ao retornarem à 1ª divisão inglesa em 18/19, a principal característica dos Lobos era a segurança defensiva. Comandados por Nuno Espírito Santo, o time administrava eficiência defensiva e contra-ataques rápidos para bater grandes clubes. Dessa forma, a classificação para a Europa League veio como um prêmio. Diante disso, esperavam-se anos vitoriosos na história do Wolverhampton.

Nesse sentido, na temporada 2019/20, a equipe de fato conseguiu uma boa classificação na liga. Mesmo sem classificação para torneio continental. Entretanto, na temporada seguinte, o rendimento do time caiu, assim como sua colocação na tabela. Fora do top-10 e longe de ter aquela solidez na zaga, Nuno deixou o clube para assinar com o Tottenham. Em seu lugar, entrou um compatriota: Bruno Lage.

Bruno resgatou a qualidade defensiva dos Wolves e possui peças ofensivas para aprimorar o ataque, como Traoré, Jiménez e Hwang. Contudo, a equipe ainda sofre para balançar as redes, tendo apenas dois gols nos últimos sete jogos.

As táticas por trás dos Wolves

Postado num 3-4-3 ou 3-5-2 com bola, Lage tem como forte arma os alas em amplitude (Marçal e Semedo). Para que ambos recebam a bola com espaço e tempo, os três zagueiros devem atrair os atacantes adversários por meio da saída de bola ao chão. Ruben Neves, primeiro volante da equipe, é quem distribui a bola nos momentos de posse, além de dar superioridade numérica no lado direito com Kilman e Semedo.

Por sua vez, Marçal, que substituirá o titular Nouri para esta partida, dará apoio ofensivo à Podence na linha de fundo, enquanto João Moutinho ataca por dentro. O português Podence, ao lado de Jiménez e Traoré, completa o móvel ataque do Wolverhampton.

Provável escalação do Wolverhampton para o jogo de domingo.

Apesar dos mecanismos ofensivos, os Wolves tendem a esperar por um contra-ataque mortal durante os 90 minutos. Tendo em vista sua qualidade sem bola, a equipe de Bruno Lage conta com a linha de 5 e os dois volantes para congestionar o meio-campo. A participação de Adama Traoré e Daniel Podence fechando os espaços é também crucial para a segurança do time.

No meio, João Moutinho terá como provável alvo ao decorrer da partida o inglês Loftus-Cheek. De certa forma, é uma peça criativa do elenco do Chelsea que João não pode deixar correr a solta pelo centro do gramado.

Pontos para se explorar

Na atual temporada, o Wolverhampton já provou sua qualidade ao ser uma equipe reativa. No entanto, ao subir suas linhas, correm um grande risco de receber lançamentos perigosos nas costas dos alas. Estes, que se destacam principalmente pelas jogadas de ataque, sofrem quando estão isolados nos lados do campo.

Além disso, os zagueiros dos Wolves não são imunes à manipulações. Muitas vezes são atraídos ao miolo da área devido ao posicionamento dos atacantes adversários e, dessa maneira, tornam as laterais um espaço livre ao oponente. Por mais que a escassez de jogadores de ataque esteja assombrando o Chelsea, Tuchel pode pensar em algo parecido.

Retrospecto

No confronto direto entre os dois clubes, o Chelsea possui a vantagem de 13 vitórias contra quatro dos Wolves. Com três empates ao longo dos anos, os times totalizam 20 partidas entre si.

O último duelo entre as equipes terminou em 0 a 0 após 90 minutos de defesa x ataque. No total, o Chelsea finalizou a partida com 78% de posse de bola e 898 passes completos. Contudo, mal conseguiu furar o bloqueio do Wolverhampton e criou poucas chances de gol. Não seria surpreendente caso o cenário para amanhã fosse desta maneira.

Hudson-Odoi contra os Wolves
Chelsea vai atrás de uma boa atuação contra os Wolves (Foto: Getty)

Escalações

Desfalcados na defesa e no ataque (Nouri e Hwang, respectivamente), os Wolves terão time quase completo para amanhã. O provável onze inicial é: José Sá; Kilman, Coady e Saiss; Semedo, Rúben Neves, João Moutinho e Fernando Marçal; Traoré, Jiménez e Podence.

Já o Chelsea deve contar com: Mendy; Azpilicueta, Thiago Silva e Rudiger; Reece James, Loftus-Cheek, Jorginho e Marcos Alonso; Mount, Pulisic e Ziyech.

Category: Chelsea Football Club

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Article by: Guilherme Néri