Rosenior comenta vitória do Chelsea na FA Cup e destaca atuação de Garnacho

Liam Rosenior falou com a imprensa após a vitória do Chelsea por 4 a 2 sobre o Wrexham, após a prorrogação, pela quinta rodada da FA Cup.
Com o placar empatado em 2 a 2 no tempo normal, os Blues precisaram do tempo extra para garantir a classificação. Alejandro Garnacho e João Pedro marcaram na prorrogação e asseguraram o Chelsea no sorteio das quartas de final, que acontece na segunda-feira.
Após a partida, Rosenior analisou o desempenho da equipe. Confira todas as respostas do treinador do Chelsea.

Garnacho disse que foi um dos jogos mais difíceis da temporada. Você concorda?

“Concordo. É por isso que a FA Cup é tão especial. Acho que eles foram magníficos na energia, na coragem para pressionar e na forma como jogaram. Tivemos que estar em um nível muito alto.
Fomos pressionados durante todo o jogo por uma equipe muito boa. Também é necessário mostrar caráter em partidas assim.”

O que você aprendeu sobre seus jogadores?

“Para ser honesto, nada de novo.
Estávamos perdendo por 1 a 0 contra o Aston Villa e por 2 a 0 no intervalo contra o West Ham. Precisamos encontrar uma forma de não nos colocarmos nessas situações, mas o que os jogadores continuam mostrando é espírito, confiança e determinação para vencer jogos.
Isso será essencial para o restante da temporada.”

O que você acha da fase de Garnacho?

“Ale está em ótima forma.
Os gols e o nível de energia dele durante 120 minutos foram magníficos, especialmente considerando que ele já tinha jogado os 90 minutos completos na quarta-feira.
Ele está em um grande momento e é muito bom ver esse desempenho em uma fase tão importante da temporada.”

Houve duas decisões influenciadas pelo VAR. O que você achou?

“Na minha opinião, ambas foram decisões corretas.
Eu sei que é frustrante. Qualquer entrada perigosa é uma entrada perigosa. E se está impedido, está impedido, não importa o quão pequena seja a margem.
Também precisamos reconhecer que tivemos um pouco de sorte hoje, porque o Wrexham fez uma grande partida.”

A que você atribui a falta de controle em alguns momentos do jogo?

“Foi parecido com o que aconteceu contra o Crystal Palace quando cheguei, cerca de seis semanas atrás.
Jogamos muito bem quando estávamos vencendo por 3 a 0. Temos controle, mas precisamos aprender a administrar melhor as partidas.
Mas jogos de copa são emocionais. Você sente a intensidade da partida e isso torna tudo mais difícil. Não seremos o único time da Premier League a sofrer contra adversários de divisões inferiores nesta fase.
Mesmo assim, são 15 jogos com 10 vitórias até agora. Não é uma posição ruim. Precisamos continuar trabalhando e agora focar no grande jogo de quarta-feira.”

Há a sensação de que o time às vezes não está jogando como equipe?

Acho que estamos jogando como equipe, sim.
Também enfrentamos adversários muito bons. O Wrexham jogou sem medo. É um jogo de copa.
Eles têm Kieffer Moore, têm Josh Windass, bons jogadores. Colocam muitas bolas na área em escanteios e cruzamentos.
Isso é algo que precisamos melhorar, mas também é uma área em que já evoluímos bastante.”

Pode explicar a rotação do time? Houve críticas ao primeiro tempo.

“Esse é sempre um risco.
Estamos entrando em um período de muitos jogos. Romeo Lavia precisa de minutos para recuperar ritmo. Dário Essugo também precisa jogar.
Não são apenas os 11 ou 12 titulares que vão nos levar aonde queremos chegar.
Para que o elenco nos ajude a alcançar nossos objetivos, todos precisam estar prontos e em forma. Esse é o risco da rotação, mas também demonstra a confiança que tenho no grupo.”

Foi um caso de “os fins justificam os meios”?E os 120 minutos preocupam para o jogo contra o PSG?

“Não acredito que isso será um problema para o PSG, principalmente pela forma como estamos fazendo a rotação.
O mais importante é que avançamos de fase.
E também não há garantia de que, se começássemos com os titulares, o jogo seria mais fácil. Esses jogos são difíceis.
Além disso, o número de partidas que este elenco disputou nos últimos 18 meses é um dos maiores do mundo. Em algum momento, preciso confiar no grupo.”

O que achou das atuações de Lavia e Essugo?

“Muito boas.
É excelente que o Romeo tenha jogado 60 minutos, porque adotamos um processo de recuperação diferente com ele, mais paciente.
O mesmo com o Dário. Foi ótimo que ambos tenham jogado esse tempo hoje, porque vamos precisar de todos na reta final.”

Lavia pareceu um pouco abaixo em alguns momentos. Você concorda?

“Quando foi o último jogo dele?”
(Repórter responde: início de novembro.)
“Então estamos falando de quatro meses sem jogar. Nenhum jogador volta perfeito depois de tanto tempo parado.
Mas ele já mostrou o que pode oferecer. Contra o Arsenal foi excelente, contra o Aston Villa também foi muito bem.
Ele é um jogador de alto nível, mas não podemos esperar perfeição imediatamente.”

A falta de controle pode ser complacência?

“Também é importante lembrar que, quando você faz mudanças, leva tempo para criar ritmo e consistência.
Esse é um risco para qualquer treinador. Mas se você não der minutos aos jogadores, nunca vai construir continuidade no longo prazo.Estou no clube há dois meses.

Talvez pareça mais por causa da quantidade de jogos.
Ainda estou aprendendo sobre o grupo: como os jogadores pensam o jogo, como respondem às ideias. Mesmo assim, estamos em uma posição forte em todas as competições. São 15 jogos: 10 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. Não é uma situação ruim. Agora precisamos aproveitar isso.”

Conforme a temporada avança, será mais difícil fazer tantas rotações?

“Sim, as decisões mudam conforme avançamos.
Quando cheguei, prometi ao grupo que tomaria decisões baseadas no que eu visse no trabalho diário.
Você pode estudar tudo antes de chegar, mas só aprende realmente sobre os jogadores quando trabalha com eles.
Tenho jogadores muito bons e um elenco muito forte. Precisamos apenas continuar trabalhando dessa forma para chegar onde queremos.”

Category: Chelsea Football Club

Article by: Chelsea Brasil

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