Três pontos, alívio e paz em Stamford Bridge

A vitória do Chelsea contra o Manchester City expõe novamente a beleza do futebol e o porquê é bem simples. A equipe do Chelsea venceu, mas poderia ter sofridos vários gols na partida contra os Citizens. Esse é o tal de futebol, surpreendente, cativante e, para muitos, traiçoeiro. No sábado, o time de Maurizio Sarri venceu – de longe – o melhor time da Inglaterra. Esperamos que esse triunfo tenha raízes, ou seja, que reflita em pontos positivos de forma prolongada. Após o triunfo, a moral da história consiste no fato de que nem sempre o Chelsea terá um futebol bonito e vistoso. Entretanto, a raça, dedicação, esforço e sorte devem continuar ao nosso lado. Como fazer isso? Concentração, com ou sem a bola, pode ser uma resposta.

Atualmente, o Chelsea está na quarta colocação da Premier League. 34 pontos em 16 jogos, 33 gols marcados e 13 gols sofridos. O quarto melhor ataque da competição e a terceira melhor defesa do campeonato. A vitória contra o City torna as estatísticas ainda mais brilhantes, afinal de contas, a equipe de Manchester é o time a ser batido. E o Chelsea venceu. Independentemente de como foi… Menos posse, mais faltas, menos chutes, menos incisivo. Não importa neste momento. O mais importante são três pontos para Stamford Bridge, a quebra de invencibilidade do rival e a continuidade de um sonho ao Chelsea.

Lucidez

“Eu acho que no momento, eles são a melhor equipe da Europa. Vencemos hoje, mas temos que dizer que tivemos um pouco de sorte nos primeiros 25 minutos. Eles poderiam ter marcado”, disse Maurizio Sarri após a vitória contra o City. Essa lucidez é fundamental para equipe e para a comissão técnica. A equipe de Londres não é a principal candidata ao título e essa é a dura verdade. Entretanto, o 2-0 de sábado deixa um recado aos oponentes. O time londrino tem condições de vencer qualquer adversário. Em outras palavras, o Chelsea é capaz de atrapalhar a vida dos “líderes das casas de aposta”. Bem capaz.

Na minha opinião, David Luiz foi o melhor atleta em campo. Ele foi muito acionado no setor defensivo, iniciou a jogada do primeiro tento com um lançamento primoroso. E claro, o brasileiro foi o autor do segundo gol do Chelsea no embate. A segurança que David Luiz passou aos companheiros – e torcedores – foi fundamental para o resultado. E digo mais, foi uma atuação fundamental para o próprio atleta que é contestado frequentemente por torcedores. Após o jogo, a atmosfera do estádio estava fantástica. Ou seja, era uma vitória necessária, um respiro em meio às incertezas da primeira temporada de Sarri.

Azpilicueta

Não teria um jeito melhor do que uma vitória para comemorar a marca de trezentas partidas para César Azpilicueta. O atual capitão do Chelsea atingiu essa marca no embate contra o Manchester City. Parece que foi ontem, mas Azpilicueta está no Chelsea desde 2012. Na equipe londrina, o espanhol conquistou o Campeonato Inglês de 2014–15 e 2016–17, Copa da Liga Inglesa em 2014–15, a Liga Europa da temporada 2012/13 e a Copa da Inglaterra: 2017–18. Um líder dentro de campo e fundamental na questão tática de Sarri.

João Vitor Marcondes

Taubateano e jornalista.