Próxima adversária do Chelsea, Roma vence, mas mostra erros por desatenção e displicência

O próximo adversário do Chelsea na Champions League teve um duelo mais árduo do que o esperado, porém venceu nesta quarta-feira, fora de casa. Diante do oponente anterior dos Blues, a Roma saiu do gramado com a vitória por 2 a 1, em confronto disputado no Azerbaijão, um pouco antes da maioria dos jogos do dia.

Mesmo atuando em casa, o Qarabag – sabedor da imensa inferioridade técnica que tinha em relação ao oponente – teve como preocupação primordial fechar os espaços do campo para armar uma boa defesa. Com linhas organizadas e esperando o rival, sem permitir ser surpreendido, o time anfitrião obtinha êxito na proposta. O técnico Gurban Gurbanov optou por um sistema defensivo montado no 4-4-1-1, alternando para o 4-4-2.

O centroavante da camisa 9, Dino Ndlovu, era a única aposta para levar pressão e ameaça à saída de bola italiana. Mas a grande dificuldade de ir para o ataque era dos donos da casa, principalmente porque a marcação da Roma já começava nas linhas de zagueiros azerbaidjana. Nesse ponto, os atacantes romanistas contribuíam bem, reduzindo os trabalhos dos seus companheiros de trás a quase zero.

A rede foi estufada pela primeira vez aos 7 minutos. Após cobrança de escanteio pela direita, o goleiro espalmou e Pellegrini, aproveitando a sobra, cruzou de primeira, como se fosse um chute. Manolas, com a cabeça, fuzilou para abrir o placar.

Logo depois do gol, aos 12, um equívoco em jogada ensaiada rendeu ótimo contra-ataque ao Qarabag, pela esquerda da defesa italiana. Só não foi fatal por incapacidade própria da equipe do Azerbaijão.

Do outro lado, os erros causavam mais danos. Uma disputa de corpo vencida pelo ataque visitante culminou no bonito gol de Dzeko: 2 a 0.

Mesmo fora de seu território, a Roma seguia usando a pressão alta para marcar. No ataque, o recurso era buscar os lados do campo para tentar furar o cadeado anfitrião.

Tudo estava tranquilo para aqueles que mandavam no placar. Porém, num erro de Gonalons, que parecia ter dormido no lance, o centroavante Ndlovu roubou a bola próximo à entrada da grande área e rolou para o brasileiro Pedro Henrique. O ex-jogador do Caxias do Sul e do Avenida (que teve passagem pela base do Grêmio) não perdoou e diminuiu o prejuízo, fazendo 2 a 1.

O Qarabag e sua torcida se animaram bastante com o feito. No entanto, o “fogo” durou pouco. A única resistência voltou a ser mesmo a defesa. O setor ofensivo praticamente inexistia. Mas o time desafiador da noite, que tinha o controle total da partida, conseguiu se complicar levando o gol gerado pelo seu próprio deslize e foi para o intervalo sem aquela boa margem de segurança. Era um bom gás de esperança para aqueles que vieram da fase qualificatória da Liga.

A Roma, que atacava utilizando o 4-4-3 e o 4-1-4-1, viu-se dentro de um caldeirão assim que o árbitro autorizou o início da etapa final. O segundo esquema ofensivo era também o escolhido para armar a defesa dos comandados de Eusebio Di Francesco.

Tornou-se notável a existência de um jogo um pouco mais aberto, desde o gol do Qarabag. A necessidade de manter o domínio, por parte da equipe de branco, e o combustível recebido pelo time de preto davam tons coloridos ao confronto.

As melhores chances eram da Roma, que perdia um gol atrás do outro. Aos poucos, o Qarabag tornou a ser complemente dominado. Só que a partida ruim de Gonalons ajudava a equipe do Azerbaijão a não desacreditar. Com erros bobos, o volante francês complicava a si mesmo e os companheiros.

Aos 44, uma cabeçada do sul-africano Ndlovu, no canto direito de Alisson, só não morreu na rede por centímetros. No fim, o triunfo romanista foi assegurado. A turma de Antonio Conte irá enfrentá-los no dia 18 de outubro, em Stamford Bridge, encerrando o primeiro turno da fase de grupos.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Patrick Monteiro