Opinião: Gol irregular? Sim. Com o tempo estourado? Jamais!

Momento do gol feito pelo ídolo do Chelsea (Foto: Telegraph)

Momento do gol feito pelo ídolo do Chelsea (Foto: Telegraph)

Dia 16 de janeiro de 2016. A primeira polêmica em relação à arbitragem no futebol inglês do novo ano aconteceu: Chelsea e Everton empataram, por 3 a 3, a partida válida pela 22ª rodada da Premier League, com decisões delicadas por parte dos juízes.

Leia Mais: Em jogo emocionante, Chelsea e Everton empatam por 3 a 3

Um jogo eletrizante, sem dúvidas. Após um primeiro tempo equilibrado, o Everton voltou do intervalo e fez logo dois gols, obrigando o time de Stamford Bridge a correr atrás do jogo para recuperar o resultado. Valentes, Diego Costa e Fàbregas incendiaram a partida ao empatar.

Aos 89 minutos de jogo, o quarto árbitro subiu a placa: sete minutos de acréscimos. Trinta segundos depois, escanteio para o Everton. Deulofeu cobrou, a bola bateu e rebateu na área, sobrou no canto do campo e foi cruzada. Então, encontrou Funes Mori sem marcação e o argentino fez o gol. Êxtase total para o time e torcida do time de Liverpool, decepção para os comandados por Guus Hiddink.

A bola entrou dentro do gol exatamente quando os relógios bateram 90 minutos. Os jogadores do Everton foram comemorar com a torcida e isso durou mais de um minuto: 1:15, para ser exato. Logo, foram advertidos com um cartão amarelo pelo árbitro da partida, o senhor Mike Jones.

No meio da bagunça, Guus Hiddink conversou com o juiz responsável pelo tempo adicional, e os dois entraram em um consenso para adicionar mais um minuto, como confirmou Hiddink na entrevista pós-jogo:

“[O terceiro gol do Everton] foi no último minuto, mas eles estavam celebrando por mais de um, então falamos ao quarto juiz adicionar mais tempo porque algo poderia acontecer, e assim foi.” (Tradução livre)

A partida reiniciou aos 91:20 de jogo. Um minuto e vinte segundos perdidos por conta de comemoração e advertência do juiz. Como o adicional, o jogo foi disputado até o minuto 98. Ao tempo 97:52, John Terry fez o gol de letra e empatou o emocionante confronto entre dois times muito tradicionais na Premier League.

Apesar do tempo estipulado não ser estourado, John Terry estava impedido. É impossível negar. Porém, os bandeirinhas também são humanos passíveis à erros, e o mais provável é que não tiveram a capacidade de observar o toque de Oscar com a cabeça — antes do meio-campista tocar na bola, Terry estava em posição legal. Hiddink também comentou sobre:

“Às vezes as coisas acontecem ao seu favor na temporada, mas temos que ser justos. Por que eu negaria isso? Oscar tocou a bola e Terry estava impedido, mas marcou um belo gol.”

Portanto, a reclamação das pessoas em relação ao tempo de jogo são exageradas e totalmente sem fundamentos. Sim, o gol foi em posição irregular e isso é um erro da arbitragem, não do Chelsea. Como torcedor, tenho vergonha de alguns que, quando veem o clube londrino prejudicado, desmerecem, riem, dizem que é pequeno (sic) e “deve ser roubado mesmo”; porém, quando a situação se inverte, reclama o quanto pode — e na maioria das vezes errônea!

O mais engraçado é que as mesmas pessoas que criticaram a arbitragem se esqueceram (ou não quiseram mencionar) que o árbitro principal não marcou uma penalidade à favor do Chelsea quando a partida ainda estava 2 a 2. A hipocrisia não tem limites! Confira os lances da partida e tire sua própria conclusão:

http://www.dailymotion.com/video/x3mtd1l_chelsea-3-3-everton-extended-highlights-16-01-2016-premier-league_sport

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Luis Felipe Zaguini

Doente pelo Chelsea.