Colunas: Do que precisamos?

Um das melhores opções (Foto: Express)

Estamos em março, a Champions League já acabou para o Chelsea e só nos resta a Premier League. Dentro desse cenário, teremos jogos espaçados até o mês de maio, visto que serão poucas partidas em um longo período de tempo.

Observado isso, já é bem claro que algo precisará ocupar os tablóides ingleses nas próximas semanas: as especulações. É normal que muitos torcedores (os mais aloprados) comecem a acreditar em tudo o que leem, e esse é o grande erro. Como um clube extremamente midiático, provavelmente o “maior” nesse quesito dentro da Inglaterra, acredita-se que mais uma vez seremos o alvo comum.

E aí vem Messis, Pogbas, Reuszes e Varanes. É normal. E a exigência, ou em muitos casos até a fúria, caso negócios inventados não se concretizem tem que acabar. Em toda a pré/pós-temporada é a mesma coisa, e já está ficando realmente chato.

Após o desabafo inicial, foco. Não podemos sair comprando tudo e todos da maneira como os jornais dão a entender, então é necessário observar peças pontuais para posições previamente determinadas. Qual a maior carência do Chelsea hoje?

A temporada dos jogadores emprestados, salvando poucas exceções, não é de altíssimo nível. Até porque os melhores são vendidos a preço de banana. Compreensível, óbvio. O mercado se torna a opção mais viável. Sabendo gastar, e estudando bem o que vem acontecendo no futebol mundial, é possível conseguir bons negócios.

O gol e as laterais não devem ser vistas como problema, apesar da inconstância de Ivanovic e o nível ainda abaixo do esperado apresentado por Filipe Luís. Mas, como um tem crédito de anos, chegando inclusive à posição de ídolo, e o outro recém-chegou, podemos descartar. Entre os emprestados, ninguém teria condição de chegar jogando.

A zaga já pode ser vista com mais cuidado. Terry é figura intocável, mas Cahill já pode ser visto com dúvida. A queda de rendimento foi gritante em relação à temporada passada, quando chegou a aparecer na seleção da Premier League. Uma contratação, de algum “top”, seria um aditivo interessante. Entretanto, pode, ao mesmo tempo, ser um boicote.

Zouma já apresentou evolução suficiente para que tenha confiança depositada sobre si. Além disso, Kalas, que vem sendo um dos pilares no crescimento do Middlesbrough, tem totais condições de compor elenco. Basta lembrar de seu único jogo como titular com a camisa do Chelsea: contra o Liverpool, em Anfield. No dia do escorregão de Gerrard, outro jogador estrelar acabou passando vergonha. Luis Suárez foi anulado pelo jovem prodígio, que deu ali uma prova de seu talento. Vale apostar. “Mas três opções são muito pouco”. Aké e Ivanovic podem, esporadicamente, ocupar o setor. Estaríamos seguros.

A “volância”, no meu ponto de vista, já necessita de um olhar mais cuidadoso. Matic é o único nome absoluto. As outras opções são Ramires, que vem desfilando sua habilidade pelos campos ingleses e proporcionando enormes sorrisos nos torcedores (dos outros clubes), e Mikel, que além de ter suas limitações técnicas também vem apresentando problemas físicos. Entre os emprestados, ninguém encanta. Vamos ao trabalho.

Por poder atuar na posição, em um revezamento com Fàbregas na “10”, Koke, do Atlético de Madrid, seria uma opção fabulosa. Além dele, Pjanic (Roma) e Kovacic (Inter) também poderiam desempenhar função semelhante. Pogba (Juventus) e Verratti (PSG) seriam sonhos mais distantes. Caso Ramires e Mikel saiam e mais um complemento fosse necessário, já seria possível pensar em opções mais baratas, como McCarthy (Everton), Khedira (Real Madrid) e Yacob (West Bromwich). Nesse caso, pensando apenas em composição, Chalobah ou van Ginkel poderiam ser reintegrados, mas apenas para ter alguns minutos.

A linha de meio não é um problema tão grande. Temos ótimos jogadores, que apresentam dinamismo e ainda tem muito a evoluir. E, caso uma das boas três opções iniciais citadas acima fosse realmente contratada, um deslocamento ofensivo seria natural em alguns momentos.  Para compor elenco, Atsu é um nome a ser discutido, mas é imaginável que uma temporada a mais de desenvolvimento seria de maior benefício para o ganês.  No ataque, Costa é o titular e Remy tem conseguido alcançar gols vindo do banco de reservas. Independentemente do futuro de Drogba, Bamford já tem que ser visto como uma realidade.

Artilheiro do Middlesbrough e inclusive sendo personagem da eliminação do Manchester City na FA Cup, o atacante inglês merece minutos já na próxima temporada, por ser uma junção de técnica e também do instinto matador.

E para você, blue? Qual posição é mais carente, ou qual jogador já está merecendo uma reposição? Aguardo opiniões de todos nos comentários.

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

Gabriel Belo