Fikayo Tomori discorre sobre o porquê de sua permanência no Chelsea.

Tomori critica Lampard: “Eu estava repentinamente fora do time e não sei o porquê”

Fikayo Tomori cedeu entrevista nesta sexta-feira ao jornal inglês The Telegraph e falou sobre os motivos que o levaram a deixar o Chelsea e se transferir para o futebol italiano. O zagueiro, de 23 anos, não estava sendo aproveitado por Frank Lampard na atual temporada. Ele teve o nome especulado em diversas especulações até dentro da Premier League, mas acabou mesmo indo para Milão.

Na temporada anterior, Tomori começou muito bem nos Blues e o bom desempenho o levou a ser convocado por Gareth Southgate, treinador da Inglaterra. Na entrevista ao periódico, ele disse não entender a razão de ter sido barrado e não ter tido chance de recuperar o espaço no time.

“Eu estava repentinamente fora do time e não sei bem o porquê. Só pensei que precisava trabalhar duro. Aí fui falar com o treinador e ele disse que é só treinar mais forte, então fiquei intrigado e pensei que sair era o que tinha que fazer. Mentalmente foi difícil porque você só quer estar jogando e se sentir parte da equipe. Foi difícil para mim porque eu não estava me sentindo realmente parte da equipe e estava me perguntando o que tinha acontecido para não ficar sem jogar,” avaliou o defensor.

base do chelsea
Tomori apareceu bem na primeira temporada de Lampard (Foto: Reprodução / Chelsea)

Quase saída na primeira janela de transferências da temporada

Revelado nas categorias de base do Chelsea, esteve vinculado a clubes da Premier League como o Everton e até o rival conterrâneo West Ham. Ele também comentou ao jornal sobre as possibilidades de permanência na Premier League e as ações de Lampard no processo.

“Eu estava pensando que, depois dos seis meses anteriores, a melhor coisa a fazer era pedir um empréstimo, pegar alguns jogos e voltar ao Chelsea com uma temporada completa na Premier League. Eu estava pronto para ir e não pude porque o técnico disse que eu estava nos planos dele. Então, algumas horas antes do prazo, recebi uma ligação dizendo que ele havia dito que eu poderia ir para o West Ham e foi um choque porque isso não estava na conversa,” afirmou Tomori.

Sem mágoa com o ex-comandante

Apesar da situação conflituosa com o ex-técnico dos Blues, o zagueiro disse que não há nenhum tipo de sentimento ruim por ele. Ao contrário, falou de gratidão e até de uma mensagem positiva após ambos não estarem mais em Cobham.

“Sempre serei grato pelas oportunidades que ele me deu. Talvez por causa da nossa história ele achou que eu aceitaria, mas da minha perspectiva, com aquela situação, parecia mais pessoal e difícil de entender. Logo após ingressar no Milan, ele me enviou uma mensagem positiva. Foi uma situação incomum – eu não estava mais no Chelsea e ele não era o treinador.

Com tudo o que estava acontecendo, era uma coisa legal de se dedicar tempo para fazer. Eu aprecio isso. Eu não diria que é um sentimento ruim, apenas é o que é. Aprendi a olhar para frente e estou mais forte com essa experiência.”

Defendendo a camisa do Chelsea, o atleta fez 26 jogos e marcou dois gols, um deles emblemático contra o Wolverhampton, no estádio Mollineux. Tomori está emprestado ao Milan até junho deste ano e o clube italiano tem opção de compra ao fim do contrato, no valor de 25 milhões de libras.

Category: Chelsea Football Club

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Article by: Cleisson Lima

Tio do Júlio César, Estagiário de Redação na Rádio Transamérica, e Chefe de Redação no Futebol das Gerais. O caminho é um só...