Chelsea sub-18 vence o Aston Villa

(Foto: Chelsea FC)

(Foto: Chelsea FC)

O  Chelsea sub-18, com um segundo tempo soberbo, conseguiu uma grande vitória fora de casa na tarde do último sábado. Depois de passar quatro partidas sem vencer, os jovens do Chelsea conseguiram três importantes pontos, num jogo que o treinador Adi Viveash descreveu como a “melhor exibição da temporada.”

Os Blues dominaram a maior parte dos 90 minutos, mas foram para o intervalo empatados, depois que o meio-campo Charlie Colkett desperdiçou um pênalti. No segundo tempo o clube assumiu a liderança do placar com um gol de Jake Clarke-Salter e ampliou com outros dois, marcados, respectivamente por Tammy Abraham e Kasey Palmer, o último de pênalti.

Primeiro tempo

O esquema 4-3-3, escolhido por Viveash, adequou-se perfeitamente ao estilo de jogo vibrante de Abraham, Dom Solanke e Reece Mitchell. Sua movimentação ajudou na criação de chances para Palmer, que, por duas vezes, finalizou com perigo. Abraham, atacante sub-16, também desperdiçou uma oportunidade clara antes da inauguração do placar.

Num avanço de Mitchell, pela esquerda, o jovem foi derrubado na área por um defensor adversário e o Chelsea teve a chave de abrir o placar com o pênalti. O capitão Colkett foi para a cobrança mas o goleiro dos Villans defendeu a cobrança com brilhantismo.

Pouco antes do intervalo, o Aston Villa ameaçou com um cruzamento da direita que, por pouco, não foi completado pelo atacante rival. Assim, os times foram para os vestiários empatados, em excelente atuação dos Blues.

Segundo tempo

O início do segundo tempo trouxe consigo o melhor momento dos Villans, quando tiveram muita posse de bola mas não conseguiram convertê-la em chances de gol. No minuto 55, o Chelsea teve uma baixa. Após sofrer entrada forte, Mukhtar Ali deixou o campo machucado. Em seu lugar entrou Ruben Sammut. Cinco minutos depois o Chelsea abriu o placar em cobrança de escanteio de Colkett completada por Jake Clarke-Salter, num forte cabeceio.

Rapidamente os garotos aumentaram a vantagem. Palmer municiou o perigosíssimo Solanke que ultrapassou o último defensor do Aston Villa e deixou Abraham livre para anotar o segundo gol.

O terceiro gol nasceu novamente de uma boa oportunidade criada por Solanke. O atacante foi para cima de um defensor do Villa e foi derrubado: novo pênalti. Palmer foi o escolhido para a cobrança e marcou. Bola de um lado, goleiro do outro.

Foram criadas, ainda, chances de ampliar o placar, mas quem teve a última chance da partida foram os rivais, exigindo uma defesa estupenda de Bradley Collins, que garantiu o clean sheet.

Adi Viveash estava compreensivelmente entusiasmado com a qualidade da atuação de seu jovem time, principalmente pelo fato de que sete jogadores dos que entraram em campo integram o time sub-16 do Chelsea.

“Penso que apresentamos nosso melhor futebol da temporada durante os 90 minutos, certamente dentre os jogos da liga que jogamos num sábado,” disse Viveash. “Obviamente tínhamos um bom número de jogadores sub-16, cinco desde o início e mais dois, Ruben Sammut e Charlie Wakefield, que entraram.”

“É difícil ter muito brilho individual com essa qualidade de desempenho, mas um grande número de jogadores conseguiu. Foi uma exibição muito positiva.”

Chelsea (4-3-3): Bradley Collins; Isak Ssewankambo, Jordan Houghton, Jake Clarke-Salter, Jay Dasilva; Mukhtar Ali (Ruben Sammut 55’), Charlie Colkett (c), Kasey Palmer; Tammy Abraham (Charlie Wakefield 75’), Dominic Solanke, Reece Mitchell.

Wladimir de Castro Rodrigues Dias

Advogado graduado pela PUC Minas, mestrando em Ciências da Comunicação (Universidade do Minho), 24 anos. A preferência é o futebol bretão, mas me interesso pelo esférico rolado em qualquer terra. Desde a infância, tenho no atacante Marques e no argentino Pablo Aimar referências; o melhor jogador que vi jogar foi o lúdico Ronaldinho Gaúcho, na temporada 2004/05. Também no O Futebólogo, no Doentes por Futebol e na Corner.