Um grande jogo e um final cruel

Há tempos não via um jogo tão bom praticado pelo Chelsea. A questão não é o placar, a posse de bola ou qualquer estatística, mas o respeito à proposta de jogo. Antonio Conte, tão criticado por muitos, hoje está de parabéns. O italiano tentou e conseguiu enganar ninguém menos que o Barcelona, e o Chelsea mostra que pode ir até o Camp Nou e se classificar.

Não seria justo, em hipótese alguma, falar aqui da falha de Christensen. Sim, o dinamarquês deu um passe arriscado em ua situação de perigo. A bola chegou à Iniesta e depois à Messi, que marcou. O mesmo Christensen representa o futuro da defesa em Stamford Bridge, e semanalmente mostra o porquê de ser um dos melhores zagueiros jovens da atualidade.

Um gol para ficar guardado na memória (Foto: Getty Images)

Voltando à proposta de jogo, Conte ganha outro mérito. Ninguém gosta das escalações sem um centro-avante de origem. Contra o Barça, Morata e Giroud sentaram no banco por quase 85 minutos, quando o espanhol foi à campo. E sem um camisa 9, o jogo se fez de forma ideal. Pedro, Hazard e Willian, os homens mais avançados, usavam a velocidade para compor a marcação, e anularam muitas jogadas do ataque rival.

É claro que o futebol não é feito de justiça, mas o Chelsea merecia o 1 a 0, e não merecia pouco. Mas a realidade é o que vimos, e times capacitados como o Barcelona estão aí para dar uma “ducha de água fria” em quem duvidar. Em 14 de março, o Camp Nou vai ver outro grande jogo, não há dúvidas. Conte vai traçar uma nova estratégia, e os deuses do futebol vão dar a Willian o mesmo brilho da excelente partida que fez no jogo da ida. O empate em Londres mostrou que o Chelsea não é uma zebra na Champions League.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Lucas Sanches

Eterno projeto de jornalista. Apaixonado por futebol e viúvo do Fernando Torres. Hazard é o melhor jogador do mundo. Twitter: sanches_07