Um estranho sentimento chamado torcer

Torcer para o Chelsea vem se mostrando uma tarefa bem complicada, para não dizer ingrata. Vamos do céu ao inferno em instantes, e fica difícil falar do time com tanta coisa diferente acontecendo num espaço de tempo tão curto.

Duas temporadas atrás, os Blues fizeram a pior campanha na Premier League dentro da Era Abramovich, mas não foi “só isso”. Se destrincharmos a frase anterior, percebemos que o Chelsea, campeão inglês vigente, terminou a temporada em 10º lugar, sequer flertou com títulos em copas e parou nas oitavas da Champions League.

No ano seguinte, tudo novo. Antonio Conte assumia um time que só teria competições nacionais pela frente, e assim voltaram as glórias, com uma das melhores campanhas das últimas edições da Premier League. Jogando um futebol majestoso, o Chelsea passou por cima de tudo e de todos para ser campeão nacional.

Chegada a atual temporada, a euforia logo virou tristeza. O time que encantou é praticamente o mesmo, mas o futebol oscila como uma montanha russa. Honestamente, diria que o torcedor pode estar confuso com tudo isso, e não saberia como explicar, apenas concordar.

Se, nos últimos jogos, descartamos uma classificação à próxima Champions; nessa rodada, a vitória sobre o Southampton e a derrota do Tottenham voltaram a dar esperanças a muitos. Podemos voltar à UCL? Claro que sim! Mas faltam cinco jogos para recuperarmos sete pontos. Chelsea e Tottenham têm jogos fáceis pela frente, o que volta a reduzir a tal esperança. Eu só consigo torcer pelas vitórias, e que a honra do time seja mantida.

Onde isso vai chegar? Descobriremos em 13 de maio.

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

Lucas Sanches

Eterno projeto de jornalista. Apaixonado por futebol e viúvo do Fernando Torres. Hazard é o melhor jogador do mundo. Twitter: sanches_07