Que não seja um adeus, mas um “até logo”

É estranho ver como o “quase” esteve tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Nesta quinta-feira murcha para os torcedores do Chelsea, não há tantas explicações como nós queríamos, ou precisávamos. Não sei quanto a vocês, mas eu fique muito impressionado com os dois jogos contra o Barcelona. E honestamente me sinto melhor do que o esperado após a tempestade.

O Barça foi favorito do início ao fim. Veio a Londres com fome de vitória, e deu de cara com uma das melhores atuações do Chelsea na temporada. Mesmo assim, não deu muito certo, então fomos à Espanha com o mínimo de esperança, mas que poderia se tornar euforia a qualquer momento. Infelizmente esse momento não chegou.

Por duas vezes, o coletivo foi primoroso. E se alguém pode sair com a cabeça mais erguida do que antes do confronto, é Antonio Conte. “Poxa, e o Willian?! Jogou muito tanto na ida como na volta!” Verdade! Mas Willian vem sendo o grande nome do time há algum tempo, e é cada vez mais titular nesse time. Conte vive sob críticas, chegou a se mostrar desmotivado na beira do campo, e parecia não ter apoio de ninguém. Agora ele tem, nem que seja só o meu.

O italiano foi cauteloso e ousado em medidas ideias. Fez os atacantes ajudarem a defesa jogando em casa, e fez de tudo para buscar o ataque em pleno Camp Nou. Conte fez o coletivo funcionar como não se via em 2017/18, e isso  é um mérito que precisa ser levado até o fim da temporada – quem sabe até às avaliações da demissão ou manutenção dele.

Outro ponto é muito importante. Os quatro gols sofridos no confronto foram originados de falhas individuais. Não foi um aqui e outro ali, foram todos. E essa pode ter sido a grande diferença para o time vitorioso de 2012. Inferior tecnicamente, o elenco de Roberto DiMatteo venceu na insistência e na raça, sem falhas individuais e exaltando o coletivo. O Chelsea pecou onde não deveria, e agora paga o preço por isso. Até a próxima Champions League, seja lá quando for!

Hoje me despeço das quintas-feiras. A partir de semana que vem, nos vemos sempre às segundas!

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Lucas Sanches

Eterno projeto de jornalista. Apaixonado por futebol e viúvo do Fernando Torres. Hazard é o melhor jogador do mundo. Twitter: sanches_07