Os futuros efeitos da venda do Chelsea F.C. – Parte 2

Na minha coluna da semana passada, demonstrei inicialmente a provável venda do Chelsea F.C. Agora, nesta última parte, demonstrarei, além dos futuros efeitos da venda do time. Além disso, também outros exemplos onde os principais clubes da Premier League foram vendidos.

Manchester City

Primeiramente, o time mais famoso que saiu do ostracismo para ser considerado um dos “Top 5” é o Manchester City. Até o ano de 2007, a última vez que conquistou um troféu do Campeonato Inglês, foi na temporada 1967-1968. Nesta época, de acordo com o site transfermarkt, o Manchester City valia, pouco mais de 78 milhões de libras. Menos do que Everton, Aston Villa, West Ham e (isto mesmo) o Middlesbrough!.  Mesmo assim Thaksin Shinawatra, adquiriu mais de 90% das ações do clube (elas não estavam na mão de apenas uma pessoa), por £ 81,6 milhões de libras. Talvez, o jogador mais famoso a fazer parte do impacto de contratações, tenha sido o brasileiro Elano.

O Manchester City terminou a temporada 2007-2008 na 9a. colocação (na temporada anterior tinha ficado na 14a.).  Na temporada 2008-2009, depois de várias desavenças entre o técnico Sven Goran-Eriksson e o Thaksin Shinawatra, como “… ele [Thaksin] não entendia futebol – ele não tinha a menor idéia“, em entrevista para o The Telegraph. No dia 1o. de Setembro, o Manchester City foi vendido pela segunda vez. Agora, para o grupo Abu Dhabi United Group, por um mais de £ 200 milhões.

Manchester United

Da mesma forma, o Manchester United, mesmo sendo uma das equipes tradicionais (e que, desde que Sir. A. Ferguson assumiu) da Inglaterra, passou por momentos turbulentos frente a compra e venda de seus acionistas.  O embate começa no ano de 1.998. Rupert Murdoch (um dos magnatas da mídia, dono do The Wall Street Journal e da 21st Century Fox, dentre outras), quis comprar o clube (igualmente ao Manchester City, as ações estavam espalhadas com torcedores).  A questão foi tão emblemática que foi fundado a empresa Acionistas Unidos Contra Murdoch, para encorajar a todos a não venderem suas ações. Mesmo assim, o Conselho do Manchester United aceitou um valor de £ 623 milhões, bloqueada em Dezembro pela Comissão de Monopólios e Fusões da Inglaterra.

Os pequenos acionistas conseguiram segurar o Manchester até o ano de 2005, quando a Malcolm Glazer (um americano), adquiriu 30% das ações detidas por dois acionistas.  Com isto, as ações do Manchester dispararam, e o clube foi avaliado em mais de £ 800 milhões. Adquirido mais de 85% das ações, o clube saiu da bolsa de valores e passou a ser controlado por uma única empresa, a Red Football Ltd, da Família Glazer.  Um ano depois, a Red Football informou que a dívida do Manchester era de (incríveis) £ 660 milhões!!!  E, no ano de 2010, em um novo relatório, a dívida tinha aumentado para £ 716,5 milhões!!!

Pela razão que, em 2011, como Malcolm Glazer estava com problemas graves de saúde, seus herdeiros resolveram se aproximar do Credit Suisse para realizar uma IPO (Initial public offering), ou oferta pública inicial de ações na bolsa de valores de Cingapura. Nesta época o Manchester foi avaliado em mais de 2 bilhões de libras.  Mesmo no ano seguinte, com a mesma oferta na Bolsa de Valores de Nova York, e a decepcionante estréia das ações, o Manchester continua sendo uma equipe que está entre os “Top 5” do mundo.  Ou seja, nem o tumultuado controle acionário, fez qualquer diferença no dia-a-dia dos jogadores.

Liverpool

Mais digno de nota, quem acompanha a Premier League, sabe que a equipe que mais sofreu turbulência na compra e/ou venda da própria equipe foi, sem dúvida, o Liverpool. John Moore, detinha mais de 51% das ações até o ano de 2007, quando resolveu vendê-las.  E logo quem comprou foram os empresários Tom Hicks (da Hicks, Muse, Tate e Furst (HMTF), que, no anos de 2009 quase “comprou” o Corinthains, e George Gillett (que dispensa qualquer qualificação).

Certamente o valor total da aquisição foi de £ 218,9 milhões. Depois de 4 anos turbulentos, a consultoria KPMG informou que o Liverpool devia £ 350 milhões!!! O problema estava no valor a ser vendido. Hicks e Gillete não chegaram a um consenso, e o problema foi tão grande que um dos principais credores, o Royal Bank of Scotland, levou o caso ao tribunal.

Em Outubro de 2010, o Liverpool foi finalmente vendido para o Fenway Sport Group. O grupo é de propriedade do John William Henry II, dono do Boston Red Sox. A transação foi concluída por “apenas” £ 300 milhões.

Ranking dos clubes mais valiosos

Acima de tudo, existem inúmeras formas de precificar uma equipe. Quanto a equipe vale (entre jogadores, e estrutura), qual é a sua dívida anual e, principalmente, quanto é (ou foi) sua receita.  No caso do Manchester United e Liverpool, embora sejam marcas globais, o valor da dívida é algo a ser considerado em uma aquisição.

Veja o última lista da Forbes, com as 20 equipes que mais valem no mundo.

Forbes - Lista dos clubes mais valiosos - 06/2018

Forbes – Lista dos clubes mais valiosos – 06/2018

 

Conclusão

Como resultado, a ideia de rebaixamento do Chelsea em caso de venda não se sustenta. E isto não tem nada a ver com o colunista. O ponto é a história, baseado, principalmente com os números que o Chelsea demonstra.

#GoBlues

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

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Dalton Gerth

Torcedor do Chelsea desde a época em que Vialli era técnico E jogador, advogado e estudante de licenciatura em Matemática.