Observações contra PAOK e expectativas contra West Ham United

O que eu questionei e afirmei (trechos da coluna da semana passada)

O PAOK, atuando com uma proposta de jogo diferenciada, será um empecilho no caminho do clube? Há possibilidades do jogo ser uma complicação ao Chelsea? Isso realmente me intriga mas, ao mesmo tempo, creio que auxilia no – tão mencionado – progresso da equipe. O jogo entre gregos e ingleses está marcado para o dia 20 de setembro, no Toumba Stadium.

Sobre a Premier League, o próximo jogo do Chelsea na competição nacional será mais complexo que o modesto Cardiff. Na próxima rodada, o West Ham medirá forças com a equipe de Stamford Bridge. “O Lanterna? O time que não pontuou? Mas o West Ham perdeu os quatro jogos!”. Sim, as afirmações estão corretas, afinal, tudo isso está na tabela de classificação. Entretanto, acredito que o West Ham vai correr o dobro e se dedicar ao máximo para dificultar a vida dos comandados de Maurizio Sarri. É um pressentimento, principalmente, pelas peças qualificadas do WHU.

Eu disse e repito

O início da coluna desta semana ainda reflete o embate contra o PAOK e o jogo diante do West Ham United. Acredito que possamos conversar com mais propriedade sobre o que foi o duelo entre gregos e ingleses. O placar magro não refletiu – nem de longe – as ações do jogo. A equipe londrina foi decana da partida, manteve a posse de bola, concentrou as ações do embate, atacou mais e venceu pela diferença mínima. Sinceramente, não tem como avaliar de forma negativa o primeiro passo londrino dentro da competição internacional.

Segundo o aplicativo da UEFA Europa League, o Chelsea teve 65 por cento da posse de bola. 22 ocasiões ofensivas, seis chutes ao gol, 12 chutes fora do alvo e quatro tentativas interceptadas. Não é nenhuma novidade, dentro dos pormenores do Sarribol, ter mais passes durante o embate. De toda forma, vamos ressaltar novamente que o Chelsea teve mais de 300 passes em comparação ao adversário – 681 x 315.

Descanso de atletas contra o PAOK para colher frutos na EPL

Maurizio Sarri rodou o elenco e promoveu cinco alterações. David Luiz, Kovacic, Hazard foram alguns dos atletas que puderam descansar para o próximo compromisso da equipe de Stamford Bridge. E reitero, eu acredito que o embate contra o West Ham, justamente o próximo jogo da agenda, será bem complicado. O que se faz justo e necessário o descanso de algumas peças do plantel.  Observando as escalações de West Ham e Chelsea, podemos observar melhor alguns tópicos dentro do duelo.

O Chelsea deve atuar com: Kepa; Azpilicueta, Rudiger, David Luiz e Alonso; Jorginho; Kanté e Kovacic; Willian, Hazard e Giroud. Por outro lado, o West Ham United pode entrar em campo em um 4-2-3-1 com: Fabianski; Zabaleta, Balbuena, Diop e Masuaku; Obiang e Rice; Yarmolenko, Noble e Felipe Anderson; Arnautovic.

Concluindo…

Se as previsões de escalações foram confirmadas, o primeiro destaque vai para Marko Arnautovic. O atleta fará um teste físico antes do jogo para saber se está apto para a prática desportiva. Lembrando que Arnautovic está envolvido em três gols e uma assistência nesta temporada. Outra novidade é a possibilidade de escalar Declan Rice, meio-campista de apenas 19 anos, em uma partida diante do Chelsea.

Por outro lado, Maurizio Sarri pode se tornar o terceiro treinador que vence os seis primeiros compromissos na Premier League. Carlo Ancelotti e Pep Guardiola realizaram esse feito. Segundo o Opta, apenas o Arsenal venceu mais dérbis de Londres que o Chelsea – 123 para o time do Emirates Stadium e 121 para o Chelsea. Ou seja, a partida deste final de semana pode aproximar o Chelsea desta marca pertencente ao rival.

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

João Vitor Marcondes

Taubateano e jornalista.