O que o Chelsea precisa nesta janela de transferências

Com a proximidade do ano novo, chega também mais uma janela de transferências de inverno para o futebol europeu. A oito dias da abertura oficial do mercado, muitos reforços e saídas já são especulados pela mídia inglesa, mas o Chelsea segue com suas silenciosas negociações.

Após o ‘fracasso’ da última janela, em que poucos atletas chegaram para complementar o time campeão inglês, o clube já passou por algumas mudanças administrativas. Uma delas foi a saída de Michael Emenalo, que ocupava a diretoria técnica dos Blues e foi parte do corpo técnico londrino durante 10 anos.

Mas houveram mudanças também na postura de algumas importantes peças do elenco inglês. Atualmente, David Luiz é considerado quase uma carta fora do baralho de Conte, com quem teve um desentendimento há quase um mês. Cortado da partida contra o Manchester United após o atrito, o zagueiro brasileiro acabou perdendo a posição de titular para Andreas Christensen, e hoje, lesionado, é uma incógnita no elenco dos Blues.

Com pouco mais de metade da temporada ainda pela frente, este é um momento crucial para definir os rumos do Chelsea nas principais competições do ano. Ocupando a terceira posição na Premier League, o sonho do bicampeonato não está tão perto quanto parece, já que o líder, Manchester City, possui um total de 16 pontos de vantagem sobre a equipe londrina. Já na Uefa Champions League, o avanço às quartas-de-final também não será tão simples de conquistar, já que os Blues terão pela frente o Barcelona na briga pela vaga.

Para manter vivas as chances de uma conquista de peso, o Chelsea terá de trabalhar duro na busca por reforços. E existem algumas posições em que a situação demanda maior urgência.

Uma delas é a ala direita, dominada pro Marcos Alonso. O jogador espanhol é extremamente talentoso e dono de um papel de grande importância no esquema tático utilizado por Conte. No entanto, nem sempre é possível contar com o camisa 3, que tem hoje como substituto Davide Zappacosta. O italiano foi uma das poucas contratações da última janela e ainda não conseguiu convencer em suas atuações.

O comando do ataque também sofre com a ausência de um centroavante ‘matador’. No clube há menos de seis meses, Álvaro Morara teve um início avassalador com a camisa dos Blues, mas ainda não chegou ao nível que o torcedor se acostumou a ver com Diego Costa na última temporada. O maior problema do setor, no entanto, fica por conta do reserva, Michy Batshuayi. Sem a confiança de Conte, o jovem belga costuma ser alvo de críticas nas poucas vezes que tem a oportunidade de atuar por não conseguir desempenhe o papel decisivo que se espera. É necessário um centroavante reserva que seja capaz de competir com o atual camisa 9 e que inspire confiança em campo, pois nem todos os dias são bons para um titular dessa posição.

Existem também duas posições que podem precisar de reforços para assumir inclusive a titularidade em breve. Com as possíveis saídas de Thibaut Courtois e Eden Hazard, tanto o gol quanto o meio-campo perderão peças de grande importância. Caballero já mostrou não ter muito potencial para assumir a meta do Chelsea, enquanto Hazard, como meia de criação e camisa 10 da equipe, tornou-se com o tempo peça insubstituível. Esta será, possivelmente, a posição mais difícil de ser preenchida no mesmo nível, e deve exigir uma bela quantia por parte do clube de Roman Abramovich.

Há, por último e com um pouco menos de urgência que as demais posições, a necessidade de contratar um defensor que assuma o papel de xerife. Com a saída do último ídolo de uma geração de torcedores, John Terry, o Chelsea tornou-se carente de um atleta que assuma a responsabilidade pela equipe e, especialmente, no setor.

As palavras neste texto condizem com a opinião da autora, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Category: Opinião

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Article by: Gabriela Bustamante

Estudante de jornalismo, 20 anos, apaixonada pelo Chelsea. Nunca superou o gol do Torres no Camp Nou.