Ninguém disse que seria fácil se adaptar ao Sarribol

A equipe atuou neste final de semana contra o Huddersfield Town. Entretanto, a derrota acachapante frente ao Bournemouth ainda reverbera nos corredores de Stamford Bridge. Esse cenário em si é muito difícil de explicar, principalmente, por ter sido um duro revés contra uma equipe que não briga pelo Top 4 – B’Mouth está 14 pontos atrás do quarto colocado. Lembrando que a equipe londrina está com um (não tão) novo treinador, que pediu um tempo de assimilação para seus atletas em relação ao seu estilo de jogo. O que é justo e necessário.

Além da derrota, que possivelmente desestabilizou os bastidores do clube, há preocupação para a sequência da temporada. É “chover no molhado” afirmar que o cenário reflete os riscos inerentes ao cargo de treinador e da implementação de um novo sistema de jogo. Entretanto, o time terá partidas pontuais pela frente e a extrema instabilidade – caso permaneça – dentro de campo pode ser punida pelos deuses do futebol. Não com demissão do treinador, um clássico caso de hierarquia e do clube como uma empresa. Mas por uma punição dentro das quatro linhas, punição de futebol em atuação, de qualidades do rival.

Vale ressaltar que…

… Não dá para estabelecer comparações sobre o “Sarribol” supostamente não estar funcionando com outros clubes. Liverpool e os times de Manchester estão em alta, mas seria leviano demais estabelecer essa ligação entre projetos. São tempos diferentes de trabalho e estruturações em processos distintos. Por outro lado, o calendário aponta desafios ao Chelsea que demandam um mínimo de entrosamento e de “team work”. Em outras palavras, se o futebol que Sarri tanto anseia ainda não é realidade, e tempo é necessário para o engajamento do plantel… Há de se refletir sobre como superar as adversidades – em pouco tempo – para os compromissos de valor na temporada.

Podemos mencionar alguns exemplos. Malmo pela Europa League, a final da Copa da Liga Inglesa e o Manchester United na Copa da Inglaterra são compromissos valiosíssimos. O título da Premier League se foi e a briga é pela vaga na Champions League. Entretanto, o futebol apresentado pela equipe não é digno de avançar para a maior competição continental. E eu não digo isso exclusivamente pelo jogo contra o Bournemouth, mas pela oscilação que já mencionei em colunas anteriores. Ou seja, a oscilação e a não assimilação completa dessa nova ideologia é o contexto de preocupação ao torcedor.

Vamos ver o que sucede ao Chelsea Football Club. Ninguém disse que seria fácil, isso é verdade.

A interminável lista de empréstimos

42 atletas do Chelsea estão emprestados para outros clubes. A lista a seguir foi divulgada pelo Daily Mail. Honestamente, algumas equipes eu nunca ouvi falar. Compartilho com vocês e sigo impressionado com a variedade de negociações e atletas. Uma situação verdadeiramente colossal.

Jacob Maddox (Cheltenham), Tammy Abraham (Aston Villa), Matt Miazga (Reading), Ola Aina (Torino), Victorien Angban (Metz), Alvaro Morata (Atletico de Madrid), Victor Moses (Fenerbace), Tiemoue Bakayoko (Milan), Mason Mount (Derby County) e Lewis Baker (Reading).

Charly Musonda (Vitesse), Michy Batshuayi (Crystal Palace), Nathan (Atlético Mineiro), Nathan Baxter (Yeovil Town), Kenneth Omeruo (Leganés), Isaiah Brown (Leeds United), Trevor Chalobah (Ipswich Town) e Kasey Palmer (Bristol City). Jake Clarke-Salter (Vitesse), Danilo Pantic (Partizan), Brad Collins (Burton Albion) Mario Pasalic (Atalanta), Fankaty Dabo (Sparta Rotterdam), Lucas Piazon (Chievo Verona), Jay Dasilva (Bristol City) Christian Pulisic (Borussia Dortmund), Eduardo (Vitesse) e Josimar Quintero (Lleida).

E tem mais. Josh Grant (Yeovil Town), Baba Rahman (Stade de Reims), Kylian Hazard (Cercle Brugge), Dujon Sterling (Coventry City), Michael Hector (Sheffield Wednesday), Jared Thompson (Warrenpoint), Reece James (Wigan Athletic) Fikayo Tomori (Derby County), Tomas Kalas (Bristol City) Jack Wakely (Basingstoke Town), Todd Kane (Hull City) Karlo Ziger (Sutton United), Kenedy (Newcastle United) e Kurt Zouma (Everton).

As palavras contidas nessa reportagem condizem à opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil

João Vitor Marcondes

Taubateano e jornalista.