Em mata-mata, muitas vezes ganha o mais esperto

Nas recentes temporadas, com exceção da última (que sequer estávamos na Champions League), o Chelsea vem encarando jogos difíceis logo nas oitavas-de-final do mata-mata. O Paris Saint-Germain foi nosso adversário em 2015/16 e 2014/15, o clube londrino acabou eliminado em ambas ocasiões. Agora, quis o destino que nos reencontrássemos com o Barcelona, este talvez, nosso maior rival de fora da Inglaterra. Nem precisa dizer que não será moleza né?

São 12 partidas na história entre esses dois clubes, com quatro vitórias para os Blues, três para os catalães, além de cinco empates. Apesar dos poucos embates, eles foram importantes no século XXI de futebol. Em 2000, pelas quartas-de-final, melhor para os espanhóis que ganharam no agregado por 6-4. Em 2005, veio o troco nas oitavas, 5-4 para os azuis. Já em 2006, o time de Ronaldinho Gaúcho e cia, viria a vencer por 3-2 na soma dos resultados.

Tomo um parágrafo para citar o maior roubo da história do futebol. Em 2009, todos nós Blues conhecemos os fatos daqueles jogos. Pelas semifinais, após empate sem gols no Camp Nou, o Chelsea vencia por 1×0 com gol de Essien em Stamford Bridge e teve nada mais nada menos que cinco pênaltis sonegados. Iniesta empataria no fim e classificaria o Barça graças ao gol marcado fora de casa.

Mas também tomo outro parágrafo para mencionar uma das maiores façanhas que o Chelsea já conseguiu. Também pelas semifinais no ano de 2012, o Barcelona de Guardiola, Messi e cia, eram favoritaços. Mas Roberto Di Matteo não quis sucumbir e armou a senhora retranca. Drogba fez 1-0 em Londres e na volta, mesmo com um homem a menos, os Blues tiraram uma vantagem de 2-0 deles para empatar a partida. Feito heroico que impulsionou a conquista daquela temporada.

Há quem diga que é bom estar preparado para esse tipo de jogo, pois não dá para escolher adversários. Que é excelente enfrentar e derrubar os melhores logo de cara. Pois bem, está aí então mais uma chance de isso ocorrer. Que o fantasma das oitavas não nos persiga e que possamos avançar.

Eu gosto de ser mais cauteloso. Em competições mata-mata, ganha o mais esperto, não exatamente o melhor. Em 2012, nosso único caneco da Champions, é o grande exemplo. Tivemos que avançar contra boas equipes, porém mais fracas nas fases anteriores (Napoli e Benfica) antes de chegar ao Barça e em seguida ao Bayern.

Se por um lado uma vitória sobre os culés dê muita confiança ao plantel, por outro, uma eliminação significará uma temporada aquém da esperada, considerando que o Manchester City já está há 14 pontos na tabela da Premier League e as chances de alcançá-los são remotas.

Resumindo, entre Barcelona, PSG e Besiktas que eram os confrontos possíveis antes do sorteio, minha preferência é que viessem os turcos. No entanto, uma coisa é certa: adversários não se escolhem e agora é pra valer.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Vinícius Paráboa