É cada vez mais difícil ser bicampeão inglês

Caros (as) amigos (as), é com muito prazer que começo aqui minha jornada dentro das colunas semanais do Chelsea Brasil. Todas as quintas-feiras, vamos discutir temas que precisam ser discutidos, ou algo que simplesmente faça do nosso clube maior e melhor.

E aproveitando o clima de alegria pela volta da Premier League, trago aqui um fato que pode até ser conhecido por muitos, mas não deixa de chamar a atenção por sua recorrência: Repetir a glória do ano anterior tem sido cada vez mais difícil na Inglaterra, e alguns fatores podem justificar esse acontecimento.

A Premier League trabalha com uma divisão interessante de cotas. Todos os 20 clubes recebem divisão igual de um terço de todo o dinheiro arrecadado. Os outros dois terços são distribuídos de acordo com transmissões dos jogos na TV e a classificação na tabela. Isso aproxima, pelo menos financeiramente, todos os membros da elite do futebol nacional.

Do mais bem pago ao menos bem pago são “apenas” 50 milhões de libras (Foto: Premier League)

Além do fator financeiro, tem-se o fator esportivo, aquilo que não podemos medir e que só faz esse esporte chamado futebol ser emocionante e apaixonante. Em 2008/09, o Manchester United conquistou o tricampeonato inglês, e desde então ninguém levantou o troféu em oportunidades seguidas. Vimos o surgimento de Chelsea e Manchester City como potências internacionais, se colocando como eternos favoritos às vitórias. E continuam visíveis as tentativas de Arsenal e Liverpool de se reerguer no âmbito nacional, tendo em vista as histórias gloriosas.

Os Red Devils foram os últimos a repetir o feito do ano anterior, e três vezes – 06/07; 07/08 e 08/09 (Foto: Getty Images)

E de forma gratificante, vimos o Leicester desafiar todo o país para surgir da terceira divisão direto ao título inglês. O problema é que nenhuma dessas virtudes citadas até agora foi suficientes para vencer novamente. Sempre surge um técnico revolucionário, um artilheiro arrasador ou até mesmo um time rico que abala as estruturas.

O fato é que a Premier League se prova como a liga mais difícil do mundo. Hoje em dia, é preciso ser mais que José Mourinho e Alex Ferguson dos anos 2000 para vencer seguidamente. Felizmente, temos um Antonio Conte. Aliás, não “um”, mas “o”. Temos o Antonio Conte, e esperamos que sua vibração não acabe tão cedo, e melhor, que não percam a paciência com ele durante os caminhos tortuosos da temporada que está por vir. E que venha com ela o bicampeonato.

As palavras neste texto condizem com a opinião do autor, não tendo qualquer relação com o Chelsea Brasil.

Category: Opinião

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